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O direito à educação passa pela mobilidade

No Brasil, WiFi é a alternativa mais econômica, de rápida implementação e gerenciamento para instituições de ensino, independente da localização – em zonas urbanas, rurais e áreas inóspitas, patrimônios tombados, onde o cabeamento é proibido.

É certo que a tecnologia está transformando a forma como nos comunicamos, produzimos, consumimos e até como assumimos a nossa condição de cidadãos. Em relação ao setor de educação, a tecnologia está promovendo uma verdadeira revolução, redesenhando o processo como aprendemos e ensinamos, democratizando o acesso à informação e a conteúdo pedagógico de qualidade e, ainda, tornando a missão de ensinar cada dia mais interativa e atraente.

Uma das tecnologias que vem cada vez mais recebendo investimentos do setor educacional é a rede sem fio ou WiFi, que possibilita comunicação em escala, em qualquer lugar, resolvendo demandas como densidade de acessos e dados, além de possibilitar o sinal da rede chegar onde os cabos dificilmente chegariam. No Brasil, a rede WiFi é a alternativa mais econômica, de rápida implementação e gerenciamento para as instituições de ensino, independente da localização, em zonas urbanas, rurais, inclusive em áreas inóspitas, patrimônios tombados etc., onde o cabeamento é praticamente proibido.

O conceito de mobilidade é mais amplo que o de uma rede WiFi. Passa pelo acesso generalizado através de muitos tipos de dispositivos. Mobilidade não é simplesmente um sinônimo para smartphones ou tablets. Mobilidade na educação inclui o uso de tecnoologia em todos os aspectos acadêmicos – administração, ensino e pesquisa. Diversas tecnologias podem garantir a conexão sem fio: Wireless LAN e WiMAX para redes de computadores, por exemplo, e também as redes 3G e LTE 4G adotadas por operadoras de telefonia celular.

Um dos fatores de incentivo ao ambiente sem fio para as instituições de ensino é o BYOD (Bring Your Own Device), oferecendo suporte aos dispositivos móveis por meio dos quais os alunos buscam conhecimento. Já para os gestores de TI, o BYOD ainda é uma grande dor de cabeça em questões como infraestrutura e segurança.

Para promover a mobilidade é preciso mais do que prover banda larga em pontos de acesso a milhares de usuários. O salto tecnológico está em, por meio do uso da própria tecnologia, conhecer seu público e adequar a rede ao perfil de quem a utiliza. Por pressão social e econômica, os líderes da educação estão repensando os modelos de negócio e considerando uma série de novas tecnologias, com objetivo de derrubar o custo de administrar instituições de ensino e dimensionar o negócio.

O instituto Gartner previu um crescimento de 2,3%, em 2015, da despesa mundial do setor da educação com novas tecnologias, cerca de US$ 67,8 bilhões. Essa previsão incluía o ensino superior, escolas primárias e secundárias. Ainda não sei se essas previsões se concretizaram, mas, de qualquer forma, é um número bastante expressivo.

O Gartner também identificou as dez principais tecnologias estratégicas para o setor de educação e, entre os destaques, está a mobilidade. Para os gestores de tecnologia, conceitos novos estão chegando ao mercado, tais como: adaptive learning; adaptive e-textbooks; CRM; big data; sourcing strategies; exostructure; open microcredentials; digital assessment; mobility e social learning. Para todas essas novas tecnologias, será necessária uma infraestrutura robusta. Atualmente, as redes sem fio podem ser consideradas tão robustas (ou mais) que uma rede cabeada. É também segura, agregando recursos como criptografia, por exemplo, já de forma embarcada.

Com tantas evoluções, o ambiente wireless ganha cada vez mais aprovação do setor educacional, que deseja prover mobilidade em diversos locais remotos, como salas de aula, biblioteca, ginásios, auditórios, laboratórios e diversas áreas ao longo de uma escola ou campus universitário. As instituições de ensino superior brasileiras estão investindo na criação de ambientes de acesso móvel em seus campi, uma vez que a mobilidade irrestrita no acesso à rede acadêmica colabora para o crescimento da produtividade de estudantes e mestres no desenvolvimento de suas pesquisas e estudos.

Acredito que o direito à educação passa pela ampliação da tecnologia móvel (WiFi etc.), criando uma infraestrutura de acesso robusta que promova colaboração e inovação nos processos de ensino-aprendizagem, pesquisa e atividade meio, trilhando um caminho de novas possibilidades e recursos digitais para os nossos educadores e estudantes. 

Cleber



Cleber Calegari é gerente da área de Educação do Grupo Binário