Acompanhar a inovação não é um desafio da TIC: é de todas as mentes do negócio

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão - Data Center

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão – Data Center

Alinhar a estratégia de TI ao negócio, trazendo mais competitividade. Acompanhar as inovações diárias. Manter o parque de hardware, software e comunicações atualizado, preservando investimento legado. Adaptar a empresa à mobilidade e às novas formas de trabalho sem perder de vista a segurança da rede e dados.

A vida do CIO moderno não está fácil. Agora, além de correr atrás do atendimento de todas estas demandas e conceitos, ele também precisa escolher assertivamente entre as a cada dia mais abundantes e diversificadas ofertas de produtos, serviços, fornecedores e modelos de contratação para preencher cada quesito.

Como acompanhar esta avalanche de inovação e mudança, alcançando o desenvolvimento contínuo da TI corporativa?

Em primeiro lugar, o conselho de ouro é: não espere para ver. Um dos mais ativos articulistas da TI atual, Cesar Taurion (ex-IBM, CEO da Litteris Consulting e autor de seis livros sobre Open Source, Inovação, Cloud Computing e Big Data) é categórico em afirmar que esta postura pode ser prejudicial, pois a lentidão trará à empresa risco de perda de espaço e relevância no mercado.

Ao invés de se prostrar e esperar a conclusão dos atuais movimentos da TIC para decidir se estão de acordo com as estratégias e modelos traçados aí na sua empresa, os acompanhe. Pois o maior desafio reside aí mesmo, nas cabeças que pensam a sua TIC. E a todas elas, é preciso fazer entender que moldes tradicionais não podem ficar cimentados, ao contrário, precisam se renovar, mudar, sem medo e com embasamento.

Não é um caminho simples, portanto, comece pela segurança do conhecimento. Faça o seu setor de tecnologia caminhar ao lado das tendências atuais. Isso não significa aderir a todas as ondas, mas sim se manter atento ao que surge de novo e não apenas ler no noticiário, mas também verificar se, na prática, há necessidade, oportunidade e viabilidade para aderir a isso ou aquilo na empresa.

Busque exemplos. Ver o que os demais estão utilizando ou inovando e os resultados e desafios que vêm tendo é uma ótima maneira de dar consistência a decisões sobre como, quando e para o que mudar sua estratégia de TIC – ou quando manter exatamente o que já tem, da forma como está.

Quando falamos desta mudança de pensamento, não estamos falando apenas do CIO, nem tampouco da equipe de TIC, mas da empresa inteira.

É preciso trazer as discussões para o âmbito do negócio. Afinal, ele é o contexto e o motivo de seu setor existir, e é para potencializá-lo que suas decisões e soluções se direcionam. Por outro lado, é também ele que viabiliza ou não seus avanços, guinadas ou pés no freio. Engaje-se ao negócio e una cabeças para pensar a inovação dentro da companhia. A velha máxima de duas pensam melhor do que uma nunca foi tão produtiva.

Contudo, não pense que engajamento será uma tarefa fácil. “Sair da zona de conforto e entrar em um conjunto de novas tecnologias, novas práticas e novos modelos organizacionais causa, naturalmente, reações contrárias”, afirma Taurion em uma de suas análises. É exatamente isso, ao pensar fora da caixa, ao propor a análise da inovação como possibilidade para uma estratégia que já está em andamento – muitas vezes, por anos a fio – você irá se deparar com opiniões divergentes, com o medo do novo, com o desconforto de mudar uma realidade a que todos já estão habituados.

Para avançar esta linha, uma dica boa é fazer compreender que as novas tecnologias e processos exigem novas estruturas e planejamentos – de rede, de máquinas, de software e de mentes. Sim, porque não adianta modernizar um disquete quando todos estão na era do armazenamento em nuvem, certo?

Adotar inovações requer inovar o meio em que serão implantadas. Renove a empresa e a estratégia, renove o pensar a TIC, e a renovação da TIC virá mais naturalmente.

Nesta caminhada, um passo fundamental é capacitar equipes. Profissionais disruptivos, é disso que você precisa. Não, não é necessário cessar a busca por desenvolvedores de tecnologias tradicionais – que, no fim das contas, continuarão na base dos seus sistemas mais arraigados -, mas um olhar precisa ser lançado aos designers e suportes de novas interfaces e aplicativos, aos gestores de mobilidade, aos que são capazes de customizar novidades à realidade do seu negócio. Reflita, nem sempre uma parruda e essencial formação e experiência em Java trarão estas novas características.

Porém tudo estará concentrado em você, CIO. Seu método e postura serão o centro do qual irradiará a sugestão para repensar, acompanhar tendências e, se assim decidido, mudar e inovar. É de você que partirá a iniciativa, e para ajudar nesta tarefa, forme alianças – e aqui voltamos ao ponto de engajamento. O ciclo é inevitável: para engajar, você tem de começar, para manter apoio, você tem de fomentar a participação.

É mais trabalhoso do que difícil. E para um ano que está apenas começando, é também uma boa meta. Proponha-se a inovar o pensamento da TIC no seu negócio e prepare-se para contabilizar um balanço diferente em 2015.

Fontes:

http://goo.gl/y9SwA5
http://goo.gl/ME9sLt
http://goo.gl/nLTYAy

Acompanhar a inovação não é um desafio da TIC: é de todas as mentes do negócio
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