Douglas Alvarez, diretor Comercial da Unidade de Negócios Enterprise do Grupo Binário.
Douglas Alvarez, diretor Comercial da Unidade de Negócios Enterprise do Grupo Binário.

O comum receio de compartilhar os segredos do sucesso, pensamento tradicionalmente estratégico para as companhias manterem a competividade e diferencial, começa a entrar em desuso. Muitas soluções revolucionaram nossas vidas e ainda ajudam em nossas rotinas mas, com o avanço da economia digital e com os modelos atuais criando novas vertentes, temos de rever este conceito e enxergar que podemos criar valores a partir do aumento da densidade das interações entre empresas, pessoas e coisas.

É o que consultorias como o Gartner destacam como a chamada “Economia das Conexões”. O conceito foi, inclusive, um dos temas-chave de eventos recentes, como o Gartner Symposium/ITxpo, em Orlando, EUA. Em seu discurso de abertura no encontro, o vice-presidente e analista do Gartner, Frank Buytendijk, enfatizou: quanto maior for o volume das conexões de um executivo ou uma empresa, maior será seu valor potencial.

OS CIOs podem criar essa densidade e serem os principais influenciadores deste círculo. Não só podem, como devem. Como? Ampliando o acesso a contatos e informações, assim será possível também usufruir de mais conteúdos que estão disponíveis fora de suas rotinas e companhias, já que o fluxo de troca aumentará e, com ele, a chance de poder explorar toda a nova rede de conexões. Uma vez aberto, este é um processo que se multiplicará automática e gradativamente, gerando um alto nível de interações que serão convertidas em resultados para pessoas e empresas.

É claro que implementar uma estratégia de liberação de acesso a contatos e informações, que são o que há de mais valioso na cultura organizacional, em um primeiro momento causa resistência. O segredo para estabelecer este novo cenário é definir quais informações participarão dele e entender que toda organização, pública ou privada, possui alguma casta de informação, ou até mesmo recursos, que com certeza irão valer mais quando forem compartilhadas – e, por conseguinte, potencializados pelas interações que gerarem – do que guardados a sete chaves.

Não se trata de entregar todo o ouro, mas de garimpar aquilo que é relevante e tem potencial para gerar novas conexões com clientes, parceiros, fornecedores e, porque não, concorrentes – muitas vezes expandir a visão ajudará a expandir mercado, acredita o Gartner – e, com isso, multiplicar as interações. Isso pode resultar em avanços e melhorias para soluções, serviços e, principalmente, relacionamento, que é um item chave para vencer no mercado atual, disputado negociação a negociação.

Frank Buytendijk, inclusive, sugere que sejam criados “hackathons” (maratona de programação) para que as pessoas possam, inicialmente dentro das empresas e, posteriormente, fora delas, compartilhar ideias, técnicas e recursos para alavancar este potencial criativo.

O valor das conexões é muito alto e ter acesso a isso tudo é possível através de um custo relativamente muito baixo. Implementar uma rede ativa e dinâmica de interações, onde o CIO possa ser o mentor de um processo de grande complexidade, criará um sistema robusto de troca de informações, com um potencial ilimitado de geração de valor.

O conceito está lançado, a aposta é válida. Resta agora o desafio de implementar um modelo de sucesso!

Fontes:

https://goo.gl/uALo9p
http://goo.gl/ObI10k
http://goo.gl/D16b5S