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Quem não se comunica…

Douglas Bento é Engenheiro de Sistemas.

Douglas Bento é Engenheiro de Sistemas.

Vírus, trojans, APT, DDOS, Zero Day… A lista de ameaças à segurança da informação é longa, mas tem ainda mais um item a acrescentar que talvez você raramente se dê conta: a comunicação entre equipes.

Um estudo da Websense, feito com 5 mil profissionais de 15 países incluindo o Brasil, indicou a falta de comunicação e de treinamento em relação à segurança da informação como itens de grande risco para as redes e dados das corporações.

Pior: no Brasil, o dado é alarmante, com 58% das empresas não conversando sobre segurança com seus colaboradores.

É claro que o gestor de TI tem muitas preocupações neste campo, como avaliar melhores ferramentas para proteger as redes, definir periodicamente sobre manter ou reformular os sistemas de segurança atuais, analisar brechas de proteção e os riscos implícitos em cada uma, além de, é claro, combater ataques no menor tempo possível. No meio disso tudo, é compreensível que sobre pouco espaço para falar com as equipes sobre o assunto.

Compreensível, mas não aceitável: de acordo com o levantamento, a falta de conhecimento dos funcionários sobre ações e comportamentos arriscados e sobre os recursos e políticas de segurança das organizações pode ser um literal tiro no pé, aumentando em muito o nível de vulnerabilidade das redes.

É preciso corrigir a lacuna de comunicação entre as equipes de segurança de TI, executivos e colaboradores das companhias se quisermos evitar violações de dados ou invasões. A Websense é categórica em afirmar: “para melhor proteção contra ataques avançados e o roubo de dados, investir mais na educação dos funcionários”.

O quadro atual, infelizmente, vai contra esta regra: das empresas ouvidas no Brasil para o levantamento, 58% não oferecem educação em cibersegurança aos funcionários e só 10% projeta fazê-lo nos próximos 12 meses.

Em relação a treinamento, o número é ainda mais baixo: só 23% dos entrevistados brasileiros afirmaram ter treinado seus profissionais de segurança de TI em ameaças cibernéticas. Muitos confiam no conhecimento legado dos colaboradores, porém, segundo o estudo, isso é um erro, pois a atualização e adequação específica à demanda de cada corporação é fundamental.

Não bastasse isso, 36% das equipes de segurança de TI de empresas brasileiras avaliadas na pesquisa jamais sequer comentaram com os executivos sobre questões de cibersegurança e, dos que tiveram esta conversa, 22% o fizeram uma vez ao ano, 18% uma vez no semestre e 1% uma vez por semana.

É preciso ficar atento. Tecnologia não é efetiva sem recursos humanos qualificados e bem informados para operá-la. Mas se o que a Websense apurou se concretizar, há esperança de melhorias: dos brasileiros entrevistados, 61% garantem que investirão para reajustar suas defesas de cibersegurança, tanto na parte tecnológica como na de educação de pessoal, ao longo dos próximos 12 meses. É aguardar e confiar!

A pesquisa da Websense completa pode ser vista aqui: www.websense.com

A BIG bola de cristal

Douglas Alvarez, diretor Comercial da Unidade de Negócios Enterprise do Grupo Binário.

Douglas Alvarez, Enterprise Sales Director do Grupo Binário.

Sua empresa tem bola de cristal?

Antes de achar que se trata de brincadeira, avalie: você usa CRM, ERP, Intranet, Internet, redes sociais, documentos administrativos, Excel?

Se a sua resposta foi “sim” para pelo menos alguns destes itens, então é “sim” também para a primeira pergunta. A explicação se concentra em duas curtas palavrinhas: Big Data.

O conceito, criado por especialistas e já disseminado no mercado para definir o fenômeno crescente do gerenciamento de enormes quantidades de dados provenientes de diversas fontes e emissários, como clientes, colaboradores, parceiros e prospects, é uma realidade cada vez mais “big”: análise da consultoria IDC, por exemplo, aponta que o mercado de análise de informações no Brasil deve gerar receita de US$ 285 milhões em 2013, movimentando mais do que o segmento de segurança digital, enquanto outra consultoria, o Gartner, mostra que 64% das empresas da América Latina planejam ou já investem em Big Data, das quais ao menos 8% já possuem estratégias na área, 19% têm planos e 18% buscam conhecimento no assunto.

E este conceito em amplo uso permite, sim, fazer previsões e projetar conjunturas e cenários futuros, por meio da detecção de tendências.

Aliás, muitas empresas têm lançado mão destas possibilidades com ótimos resultados. A norte-americana Avon, por exemplo, não estava vendendo sua linha Renew, composta por cosméticos contra os sinais da idade, como esperava no Brasil. Pois foi lá, pegou dados de seu atendimento 0800 e das redes sociais, analisou tudo, processou, e obteve as informações que precisava para entender que, por aqui, a fórmula e o marketing tinham de ser outros. Resultado: hoje, a série Renew é uma das campeãs de vendas da marca no país.

Outro case histórico é o de Barack Obama, que, depois de colher nas redes sociais muito dos resultados que o levaram à eleição para a presidência dos Estados Unidos em 2008, voltou à carga e usou a tecnologia de Big Data na conquista de votos para reeleição, montando um gigantesco banco de dados, com detalhes de cada eleitor e de como as pessoas reagiam a diferentes abordagens.

As informações orientaram voluntários, indicaram as melhores formas de arrecadar fundos e apontaram quem poderia ser convencido a apoiar sua reeleição – e o resultado é história.

E por falar em política, 2014 é ano de campanha, e este campo será um dos maiores mercados para Big Data, segundo Gartner, IDC e outros diversos institutos e consultorias de TIC.

Fora isso, outros tantos segmentos podem e devem utilizar esta tecnologia previsora para se projetar – dentre eles, o de operadoras de Telecom, com suas potentes bases de dados, os provedores de tecnologias de gerenciamento de dados e infraestrutura para rodá-las, é óbvio, e o seu.

É, o seu segmento mesmo. Olhe para a bola de cristal: você se vê perdendo oportunidades de negociar de forma mais certeira e rentável? Tenho uma BIG certeza de que não…

Erros no trabalho em equipe

Andréia Conceição é analista Contábil

Andréia Conceição é analista Contábil

Já parou para pensar o quanto nós precisamos dos outros para desenvolver determinadas tarefas no trabalho?

Nós sabemos que se não houver um atrito entre os colaboradores de uma equipe, essa não é uma equipe de verdade.

Uma equipe é formada por pessoas com personalidades, habilidades, conhecimentos e rendimentos diferentes.  Quando essa diversidade é encarada como diferencial competitivo, o trabalho realizado em equipe pode gerar os melhores resultados.

Dois dos maiores e recorrentes erros cometidos no ambiente corporativo são não respeitar a opinião e a postura do colega. Esses erros geram conflitos que, geralmente, são deixados de lado.

Problemas não resolvidos dentro de uma empresa podem motivar a fofoca, causar antipatia entre os colaboradores, propiciar um péssimo clima e, consequentemente, gerar novos conflitos.

Seja chefe, gerente, desenvolvedor, assistente, não importa o seu cargo, todos cometemos erros. São muitos os deslizes que acontecem no nosso dia a dia, as diversidades são inúmeras, os desafios e obstáculos são grandes e aparecem a todo o momento. Por isso, devemos encontrar formas, buscar estratégias, para que o trabalho em equipe seja cada vez melhor e com foco no resultado para a empresa.

Redes Wi-Fi públicas e seus riscos

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

As redes Wi-Fi públicas, chamada de hotspot, são encontradas em locais como cafés, restaurantes, aeroportos, hotéis, entre outros. Muitas vezes, o hotspost é a alternativa que o usuário tem para checar seus e-mails e compartilhar arquivos. Porém, poucos conhecem os riscos que seus dados correm ao trafegar por essas redes.

As ondas de rádio se propagam em todas as direções, possibilitando a qualquer pessoa, mal intencionada, com um laptop e uma placa de rede sem fio intercepte seus dados: o chamado war-driving. Esses war-driving utilizam softwares especializados para criar mapas que revelam onde existem redes sem fio não protegidas para interceptar os dados e informações dos usuários.

A falta de segurança das redes públicas possibilita a intercepção dos dados dos usuários pelos hackers, e isso pode gerar danos como: acesso a informações sigilosas; os hackers se passarem por você e compartilhar suas fotos, vídeos e demais arquivos; perda do controle do aparelho; entre outros.

Uma dica: Só use uma rede pública se você tiver certeza que ela é segura.

Otimizando a bateria do seu smartphone

Sergio Igarashi é Analista de Programação do Grupo Binário

Sergio Igarashi é Analista de Programação do Grupo Binário

Não é difícil encontrar pessoas que andam todos os dias portando o carregador de seu smartphone. Na realidade, é difícil achar pessoas que conseguem utilizar seu aparelho  durante todo o dia sem carregar ao menos uma vez, isso serve também para os melhores dispositivos do mercado.

A duração da bateria do smartphone é uma questão que incomoda muitos usuários, a maior queixa é a queda no desempenho da bateria do aparelho após alguns meses de uso. O grande problema é que, nem sempre, a causa dessa queda de desempenho é “culpa” do aparelho em si. Muitos usuários utilizam seus dispositivos sem alguns cuidados, e isso afeta diretamente a performance do dispositivo.

Muitos usuários deixam ou esquecem funções como GPS e Bluetooth ativadas constantemente, e isso aumenta potencialmente o consumo de energia do aparelho, assim como o tráfego de dados via 3G.  O ideal é desativar o 3G sempre que não estiver utilizando, isso irá prolongar suas horas de uso do smartphone.

Na parte de aplicativos, é de conhecimento de grande parte dos usuários que jogos ou aplicativos que utilizam funções de câmera, exigem bastante dos recursos do dispositivo. Há muitos APPs, sobretudo os de redes sociais,  que deixam processos em execução em seu smartphone, o que em grande escala também prejudica a duração da bateria. Por isso, os aplicativos também merecem atenção, use sempre o gerenciador de aplicações do seu aparelho para encerrar os APPs que você não está utilizando.

Nas lojas de aplicativos, é possível encontrar alguns que ajudam a gerenciar e controlar o uso da bateria do seu dispositivo, como o Juice Defender. Eles mostram a utilização da bateria e criam algumas regras para otimizar o uso da bateria automaticamente, por isso é recomendado a utilização de um desses APPs se você também tem problemas com a bateria do seu smartphone.

 

Networking: Como construir uma boa rede profissional?

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Hoje em dia, as pessoas estão cada vez mais usando a internet para construir relacionamentos. Essas relações virtuais deve ser um complemento na vida de um profissional, e podem contribuir para um networking mais rico, incluindo, além de executivos de decisão, pessoas que atuam em outras áreas, empresas, com experiências e culturas diferentes.

 Para construir um bom circulo de contatos, alguns dizem que devemos ser pessoas mais expansivas, outros dizem que para ter bons relacionamentos depende de quem você conhece e ainda tem aqueles que dizem que os grupos profissionais são cheios de jovens.

 Na realidade, são muitos os “mitos” impostos e, para conquistar uma boa rede, você precisa eliminá-los, expondo suas habilidades: seja competente, inovador, profissional, flexível, alcance credibilidade pelo seu trabalho, seja ético e o principal: seja você!

O melhor smartphone corporativo

Sergio Igarashi

Sergio Igarashi é Analista de Programação do Grupo Binário

Se você estiver procurando neste artigo uma resposta exata, como: “O melhor smartphone para empresas é o iPhone, ou Galaxy s4, ou Blackberry Z10”, acredito que irá se decepcionar.

Em meio ao boom da mobilidade que presenciamos, as fabricantes lançam a todo o momento um novo aparelho, com novas funcionalidades e características, seja ele smartphone, tablet, ou até mesmo aqueles classificados recentemente como “phablets” (dispositivos de telas sensíveis ao toque, com mais de 5 e menos de 7 polegadas, que reúnem os recursos de um smartphone aos de um tablet — com a integração opcional de uma caneta stylus). E isso dificulta a decisão de gestores e líderes de TI ao implementar ou trocar tais dispositivos dentro do ambiente corporativo. Muitas vezes essa decisão é tomada, levando em consideração somente os carros chefes das grandes fabricantes (alguns já citados no começo do texto). Isso é um grande erro, pois, além de custar caro para a empresa, pode deixar a implementação malsucedida.

Esse erro se deve ao fato de que você pode optar por um aparelho que não atenda às necessidades do usuário, ou que tenha um custo muito elevado e funcionalidades desnecessárias para processos corporativos.

Para evitar esse tipo de erro e auxiliar na escolha do smartphone que irá potencializar seus negócios, seguem alguns pontos que merecem atenção:

Foco no Objetivo

Tenha sempre bem claro qual é a necessidade do aparelho e as principais funções que ele deverá executar. Dessa forma, fica mais fácil pesquisar e escolher o dispositivo mais adequado. Se for para acessar o e-mail corporativo, você deve procurar um aparelho que consiga sincronizar com seu servidor de e-mail de forma segura. Se houver implementação de aplicações corporativas, saiba quais outras funções elas necessitam, como: GPS, câmera, Bluetooth. Fique atento: estes recursos comprometem a bateria do aparelho. Mas há modelos que apresentam como diferencial esta capacidade de duração.

Custo

Faça uma relação entre seus custos para saber quais são os mais viáveis. Nesse ponto, é importante fazer uma pesquisa sobre os modelos para verificar se há relatos de falhas, ou outras reclamações de usuários. A qualidade do produto também deve ser levada em consideração frente ao seu custo.

Experiência de Usuário

A experiência de usuário é de extrema importância para o sucesso da adoção. Não basta o dispositivo ter as configurações necessárias e um bom preço. O usuário tem que conseguir usá-lo para que o aparelho se torne uma ferramenta e não um quebra-cabeça. Por isso, escolha bem as opções como: tipo de teclado, tamanho e fragilidade. Faça uma avaliação do perfil do usuário para esse tipo de escolha.

Idade do Aparelho

Um fator complexo quando falamos de smartphones e tablets. A longevidade do aparelho tem grande influência da sua aceitação no mercado. Por isso, é importante você analisar a popularidade dos aparelhos para evitar a compra de um modelo que rapidamente fique fora de linha, dificultando o suporte e reposição do mesmo. Também não é recomendado investir em lançamentos, pois eles podem apresentar defeitos de fábrica que não tiveram tempo de ser identificados.

Esses quatro itens citados irão apoiar bastante na escolha do melhor dispositivo para seus colaboradores. Mas, lembre-se: é importante que você tenha uma infraestrutura bem preparada para recebê-los com segurança, disponibilidade e escalabilidade. Uma plataforma de MDM (Mobile Device Management) é essencial, e para implantação de um ambiente de mobilidade, é fundamental ter o acompanhamento de pessoas ou empresas especializadas nesse tipo de consultoria.

 

 

Inclusão digital

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Segundo estimativas publicadas pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), o número de assinaturas de telefonia celular chegará a quase 7 bilhões no final deste ano. Isso significa que o número de celulares será quase o mesmo número de habitantes do mundo em 2013. Estes dados supõem que haverá uma penetração da telefonia celular de mais de 96% mundialmente, sendo 89% nos países em desenvolvimento e 128% nos industrializados.

A UIT ofereceu também dados recentes sobre a internet, afirmando que 39% da população mundial (2,7 bilhões de pessoas) navegarão pela rede até o final de 2013. A Europa continua sendo a região do mundo com maior número de pessoas conectadas, com uma taxa de penetração de 75%, muito acima dos 32% da Ásia-Pacífico e dos 16% da África. Fonte: G1 Tecnologia

2013 promete ser um ano de mudanças e avanços em muitas áreas. Infelizmente, apesar de todos os avanços, a pesquisa da UIT mostra que 4,5 bilhões de pessoas ainda continuam sem acesso à internet, ou seja, dois terços da população mundial.

Um dos planos dos governos poderia contemplar o desenvolvimento de um programa realmente efetivo de democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade, principalmente, a população mais carente. Diante de tantas transformações do mundo, essa não é uma ação impossível.

A colaboração entre funcionários e empresa

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Em artigo para InformationWeek EUA, Jacob Morgan, fala sobre os desafios mais comuns encontrados pelas organizações em implantar plataformas e desenvolver tecnologias colaborativas: “muitos funcionários não utilizam as ferramentas ou a adesão cai rapidamente logo depois”.

Morgan explica que há muitas razões para os funcionários não abraçarem completamente as ferramentas de colaboração e lista algumas maneiras eficazes para as companhias lidarem com este desafio. Sugiro a leitura do artigo na íntegra no link: http://informationweek.itweb.com.br/13396/como-introduzir-a-colaboracao-entre-seus-funcionarios/

Outro desafio comum encontrado pelas empresas é como manter seu colaborador motivado ao decorrer do tempo. Para solucionar essa questão, todo o processo na companhia deve ser de troca entre as gerências e seus funcionários.

Os colaboradores precisam sentir que todo o time tem adotado uma forma mais evoluída de trabalho e a ações de comunicação interna são um caminho para que isso aconteça. Um marketing agressivo que faça com que as ideias dos colaboradores sejam recebidas, tratadas e que eles tenham um retorno sobre elas pode ser um bom começo. Assim, os colaboradores se sentirão parte dos processos da companhia.

O medo de Albert Einstein

Carolina Huertas é analista de Marketing do Grupo Binário

Carolina Huertas é analista de Marketing do Grupo Binário

Na última semana, recebi um e-mail interessante do meu pai. O assunto era: “O dia que Albert Einstein tanto temia finalmente chegou!”. A frase atribuída ao físico alemão diz: “Temo o dia em que a tecnologia irá superar nossa interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas”.

À beira dos 68 anos, meu pai sempre atuou na área de tecnologia e acompanhou de perto a transição do analógico para o digital, processo que provocou uma revolução na vida humana e representa uma grande quebra de paradigmas. Meu pai decidiu encarar o novo e o desconhecido e aprendeu sobre as novas tecnologias. Mesmo aposentado, ele continua no mundo digital e já dá os primeiros passos no Facebook. Já minha mãe ainda não se entregou à tecnologia, preferindo as fotografias analógicas, por exemplo, e apenas engatinhando no uso dos computadores. O fato é que o mundo mudou e a tecnologia veio para ficar. Além disso, não precisamos mais ficar presos a um desktop ou notebook – temos na palma das nossas mãos a mobilidade dos smartphones e dos tablets!

Porém, essa liberdade móvel trouxe um afastamento humano, principalmente para essa nova geração, nascida do meio para o final da década de 1990. Eles já nasceram no novo contexto tecnológico e não conheceram o universo analógico. Posso me usar como exemplo, de quem nasceu e cresceu num bairro da zona Sul de São Paulo. Aos domingos, fechávamos a rua para brincar com rede de vôlei, andar de bicicleta, esconde-esconde… Não existia internet, celular, tablets. As crianças e os pais se juntavam e interagiam. Havia boas conversas, mais “bom dias” e “obrigadas”. Havia mais contato humano – o bom e velho aperto de mão e olho-no-olho. Hoje, quando estou no metrô me assusto com as cabeças baixas e os dedos teclando. A porta do vagão se abre e as pessoas mal olham para frente.

Obviamente, não sou contra a tecnologia! Meu receio é a forma como ela é usada, principalmente pelas crianças, adolescentes e jovem, que fazem da internet um vício. A web funciona como uma excelente ferramenta de trabalho, gerando milhões e milhões ao redor do mundo, mas não deve ser utilizada sem medidas.

Feche os olhos e imagine algumas cenas: um dia na praia; a torcida pelo seu time de coração; um jantar com amigos; um compromisso íntimo; a conversa com sua melhor amiga; uma visita ao museu; um passeio numa bela paisagem; qualquer coisa – lá estamos nós teclando! Não que isso seja ruim, mas não pode ser tudo. Desligue o celular no cinema e aproveite o filme. Não fique ansioso pelos créditos para checar suas notificações do Facebook. Enviar parabéns pelas redes sociais? Pegue o telefone e ouça a voz da pessoa querida!

O relacionamento humano, o bom papo, o abraço e as brincadeiras não devem ser substituídos pela tecnologia. Ela deveria servir para agregar, e não para afastar as pessoas e deixá-las acomodadas. É como a crítica feita pelo filme WALL-E, uma animação da Pixar Animation Studios. Será esse o destino da humanidade? Afinal, até o robozinho precisa de companhia.

De volta ao receio de Einstein citado no início do texto, ainda tenho fé de que a interação humana jamais será superada pela tecnológica, mas só depende de nós!