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O Marco Civil volta à carga: a questão dos data centers

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão - Data Center

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão – Data Center

O último post aqui do blog, da nossa colega Rose Oliveira, tratou do polêmico tema do Marco Civil da Internet, e eu quero aproveitar o ensejo para cultivar a reflexão sobre o tema de um ponto de vista específico: a infraestrutura de data center, um dos aspectos abrangidos pelo projeto de lei.

Conforme o atual projeto do Marco Civil, entre as diversas regulamentações para utilização da Internet por usuários e fornecedores, entra a obrigatoriedade de as empresas manterem seus data centers no Brasil.

É claro que o item ganhou força depois que Edward Snowden botou a boca no mundo e contou sobre as espiadas do governo norte-americano na Internet dos outros, incluindo incursões da Agência de Segurança Nacional Americana (NSA) em dados do governo brasileiro.

Para muitos, a hospedagem de serviços e sistemas – e, por conseguinte, informações – em data centers no exterior soa diretamente como insegurança. Entretanto, é razoável ter em mente que manter os dados no país não garante que não haverá qualquer tipo de espionagem, especialmente partindo de organizações do porte e do poder da NSA e órgãos afins, que tanto têm recursos para espionar em qualquer lugar do mundo, quanto, como as notícias comprovam, já o fizeram e fazem.

A reflexão pode ir além: a obrigatoriedade de manter os data centers no país pode significar, ainda, redução do interesse de empresas de infraestrutura e serviços nesta área a investir no país, já que o custo para montagem de um data center por aqui é maior que em vários outros países: na média, um centro de dados de uma empresa como o Google construído no Chile custa US$ 43 milhões, enquanto por aqui fica em US$ 60,9 milhões, de acordo com análise da Frost & Sullivan.

Um custo a mais que tiraria competitividade das empresas perante as que não sofrem a obrigatoriedade de ter data center no Brasil, sem falar no repasse do preço maior ao usuário final.

Outro ponto que não pode sair da vista é que outros países podem adotar ações de retaliações ao Brasil, criando, por exemplo, entraves à importação de serviços de internet nacionais, segundo alerta a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

É… O Marco Civil é mais um daqueles temas que tende a gerar pano para a manga durante muito tempo. É bem verdade que se trata de um passo importante na consolidação de regulamentações e leis para o setor de Internet, que carece disso desde sempre, mas também procede a reflexão sobre todos os pontos. Ainda há muito a se lapidar nessa pedra para que se torne preciosa.

Erros no trabalho em equipe

Andréia Conceição é analista Contábil

Andréia Conceição é analista Contábil

Já parou para pensar o quanto nós precisamos dos outros para desenvolver determinadas tarefas no trabalho?

Nós sabemos que se não houver um atrito entre os colaboradores de uma equipe, essa não é uma equipe de verdade.

Uma equipe é formada por pessoas com personalidades, habilidades, conhecimentos e rendimentos diferentes.  Quando essa diversidade é encarada como diferencial competitivo, o trabalho realizado em equipe pode gerar os melhores resultados.

Dois dos maiores e recorrentes erros cometidos no ambiente corporativo são não respeitar a opinião e a postura do colega. Esses erros geram conflitos que, geralmente, são deixados de lado.

Problemas não resolvidos dentro de uma empresa podem motivar a fofoca, causar antipatia entre os colaboradores, propiciar um péssimo clima e, consequentemente, gerar novos conflitos.

Seja chefe, gerente, desenvolvedor, assistente, não importa o seu cargo, todos cometemos erros. São muitos os deslizes que acontecem no nosso dia a dia, as diversidades são inúmeras, os desafios e obstáculos são grandes e aparecem a todo o momento. Por isso, devemos encontrar formas, buscar estratégias, para que o trabalho em equipe seja cada vez melhor e com foco no resultado para a empresa.

Redes Wi-Fi públicas e seus riscos

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

As redes Wi-Fi públicas, chamada de hotspot, são encontradas em locais como cafés, restaurantes, aeroportos, hotéis, entre outros. Muitas vezes, o hotspost é a alternativa que o usuário tem para checar seus e-mails e compartilhar arquivos. Porém, poucos conhecem os riscos que seus dados correm ao trafegar por essas redes.

As ondas de rádio se propagam em todas as direções, possibilitando a qualquer pessoa, mal intencionada, com um laptop e uma placa de rede sem fio intercepte seus dados: o chamado war-driving. Esses war-driving utilizam softwares especializados para criar mapas que revelam onde existem redes sem fio não protegidas para interceptar os dados e informações dos usuários.

A falta de segurança das redes públicas possibilita a intercepção dos dados dos usuários pelos hackers, e isso pode gerar danos como: acesso a informações sigilosas; os hackers se passarem por você e compartilhar suas fotos, vídeos e demais arquivos; perda do controle do aparelho; entre outros.

Uma dica: Só use uma rede pública se você tiver certeza que ela é segura.

Networking: Como construir uma boa rede profissional?

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Hoje em dia, as pessoas estão cada vez mais usando a internet para construir relacionamentos. Essas relações virtuais deve ser um complemento na vida de um profissional, e podem contribuir para um networking mais rico, incluindo, além de executivos de decisão, pessoas que atuam em outras áreas, empresas, com experiências e culturas diferentes.

 Para construir um bom circulo de contatos, alguns dizem que devemos ser pessoas mais expansivas, outros dizem que para ter bons relacionamentos depende de quem você conhece e ainda tem aqueles que dizem que os grupos profissionais são cheios de jovens.

 Na realidade, são muitos os “mitos” impostos e, para conquistar uma boa rede, você precisa eliminá-los, expondo suas habilidades: seja competente, inovador, profissional, flexível, alcance credibilidade pelo seu trabalho, seja ético e o principal: seja você!

Inclusão digital

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Segundo estimativas publicadas pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), o número de assinaturas de telefonia celular chegará a quase 7 bilhões no final deste ano. Isso significa que o número de celulares será quase o mesmo número de habitantes do mundo em 2013. Estes dados supõem que haverá uma penetração da telefonia celular de mais de 96% mundialmente, sendo 89% nos países em desenvolvimento e 128% nos industrializados.

A UIT ofereceu também dados recentes sobre a internet, afirmando que 39% da população mundial (2,7 bilhões de pessoas) navegarão pela rede até o final de 2013. A Europa continua sendo a região do mundo com maior número de pessoas conectadas, com uma taxa de penetração de 75%, muito acima dos 32% da Ásia-Pacífico e dos 16% da África. Fonte: G1 Tecnologia

2013 promete ser um ano de mudanças e avanços em muitas áreas. Infelizmente, apesar de todos os avanços, a pesquisa da UIT mostra que 4,5 bilhões de pessoas ainda continuam sem acesso à internet, ou seja, dois terços da população mundial.

Um dos planos dos governos poderia contemplar o desenvolvimento de um programa realmente efetivo de democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade, principalmente, a população mais carente. Diante de tantas transformações do mundo, essa não é uma ação impossível.

O medo de Albert Einstein

Carolina Huertas é analista de Marketing do Grupo Binário

Carolina Huertas é analista de Marketing do Grupo Binário

Na última semana, recebi um e-mail interessante do meu pai. O assunto era: “O dia que Albert Einstein tanto temia finalmente chegou!”. A frase atribuída ao físico alemão diz: “Temo o dia em que a tecnologia irá superar nossa interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas”.

À beira dos 68 anos, meu pai sempre atuou na área de tecnologia e acompanhou de perto a transição do analógico para o digital, processo que provocou uma revolução na vida humana e representa uma grande quebra de paradigmas. Meu pai decidiu encarar o novo e o desconhecido e aprendeu sobre as novas tecnologias. Mesmo aposentado, ele continua no mundo digital e já dá os primeiros passos no Facebook. Já minha mãe ainda não se entregou à tecnologia, preferindo as fotografias analógicas, por exemplo, e apenas engatinhando no uso dos computadores. O fato é que o mundo mudou e a tecnologia veio para ficar. Além disso, não precisamos mais ficar presos a um desktop ou notebook – temos na palma das nossas mãos a mobilidade dos smartphones e dos tablets!

Porém, essa liberdade móvel trouxe um afastamento humano, principalmente para essa nova geração, nascida do meio para o final da década de 1990. Eles já nasceram no novo contexto tecnológico e não conheceram o universo analógico. Posso me usar como exemplo, de quem nasceu e cresceu num bairro da zona Sul de São Paulo. Aos domingos, fechávamos a rua para brincar com rede de vôlei, andar de bicicleta, esconde-esconde… Não existia internet, celular, tablets. As crianças e os pais se juntavam e interagiam. Havia boas conversas, mais “bom dias” e “obrigadas”. Havia mais contato humano – o bom e velho aperto de mão e olho-no-olho. Hoje, quando estou no metrô me assusto com as cabeças baixas e os dedos teclando. A porta do vagão se abre e as pessoas mal olham para frente.

Obviamente, não sou contra a tecnologia! Meu receio é a forma como ela é usada, principalmente pelas crianças, adolescentes e jovem, que fazem da internet um vício. A web funciona como uma excelente ferramenta de trabalho, gerando milhões e milhões ao redor do mundo, mas não deve ser utilizada sem medidas.

Feche os olhos e imagine algumas cenas: um dia na praia; a torcida pelo seu time de coração; um jantar com amigos; um compromisso íntimo; a conversa com sua melhor amiga; uma visita ao museu; um passeio numa bela paisagem; qualquer coisa – lá estamos nós teclando! Não que isso seja ruim, mas não pode ser tudo. Desligue o celular no cinema e aproveite o filme. Não fique ansioso pelos créditos para checar suas notificações do Facebook. Enviar parabéns pelas redes sociais? Pegue o telefone e ouça a voz da pessoa querida!

O relacionamento humano, o bom papo, o abraço e as brincadeiras não devem ser substituídos pela tecnologia. Ela deveria servir para agregar, e não para afastar as pessoas e deixá-las acomodadas. É como a crítica feita pelo filme WALL-E, uma animação da Pixar Animation Studios. Será esse o destino da humanidade? Afinal, até o robozinho precisa de companhia.

De volta ao receio de Einstein citado no início do texto, ainda tenho fé de que a interação humana jamais será superada pela tecnológica, mas só depende de nós!

A interferência das mídias sociais no dia a dia

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Segundo Daniel Goleman, autor do livro “O Cérebro e a Inteligência emocional: Novas Perspectivas”: “Nunca antes na história humana tantos jovens passaram tantas horas olhando fixamente para uma tela, em vez de jogando ou brincando. A preocupação é que isso vai diminuir suas habilidades sociais à medida que o tempo passar”.

Com a chegada das redes sociais, realmente nunca se viu tantos jovens conectados ao mesmo tempo, seja para: trabalho, pesquisa, interação com outras pessoas, compartilhar conhecimento ou até mesmo entretenimento.  Esse novo vício da sociedade, permite que esses jovens fiquem mais livres para se expressar, fazendo de tudo uma diversão.  Por outro lado, as empresas esperam que seus funcionários sejam mais colaborativos, inspirados e principalmente conectados.

Estamos vivenciando uma nova era, onde o conhecimento e inteligência emocional são características necessárias. As pessoas que conseguirem administrar essas características terão os benefícios que a internet pode atribuir às habilidades sociais. O sucesso vem do equilíbrio.

Google Motorola Mobility no Brasil

Rony Pedroso é gerente de desenvolvimento de novos negócios da BinarioMobile

Rony Pedroso é gerente de desenvolvimento de novos negócios da BinarioMobile

Depois de demitir 20% dos funcionários da Motorola Mobility, o Google vai terceirizar algumas de suas operações de fabricação com um novo parceiro, no próximo ano.

A Flextronics anunciou que vai adquirir as operações da Motorola em Tianjin, na China, e irá gerenciar e operar sua fábrica em Jaguariúna, no Brasil.

Isso deve aumentar a eficiência operacional e, seguindo o modelo da Apple, deve deixar aos poucos de produzir e se concentrará somente no desenvolvimento.

Além disso, o Google anunciou que fecharia fábricas e P&D na Coréia do Sul e espera colocar a Motorola Mobility a caminho em pouco tempo.

A Internet das Coisas (IoT)

Carlos Roberto Hirama é coordenador de pré vendas do Grupo Binário

Carlos Roberto Hirama é coordenador de pré vendas do Grupo Binário

A sigla IoT vem do inglês “Internet of Things”, ou “Internet das Coisas”. Este será provavelmente um dos assuntos mais comentados nos  próximos anos.

Até pouco tempo a Internet era utilizada apenas para pesquisa de informações, funcionando por demanda. Com a chegada das redes sociais, os usuários também passaram a ser produtores de conteúdo. O próximo passo da Internet será facilitar a nossa interação com os objetos ao nosso redor, ou mesmo a interação entre os objetos.

Com o desenvolvimento da tecnologia, os equipamentos realizarão tarefas do dia a dia como, por exemplo, verificar o que está faltando na geladeira e enviar um pedido de compras para o supermercado.

Grande parte das tecnologias que permitirão esse tipo de interação já existe. Por exemplo, o RFID, que usa frequências de rádio para identificar os produtos e que já é utilizado para controlar cada unidade produzida e vendida da fábrica ao supermercado. E o IPv6 que permite a alocação de 3.4×1038 (340 undecilhão) de endereços IP, o que possibilita que qualquer objeto seja identificado e esteja conectado a Internet.

Mas para a “Internet das Coisas” atingir todo o seu potencial, as empresas precisam desenvolver sistemas e ferramentas capazes de prover mais inteligência aos objetos e, dessa forma, modificar o mundo como conhecemos hoje.

Google Maps para iOS6

Rony Pedroso é gerente de desenvolvimento de novos negócios da BinarioMobile

Rony Pedroso é gerente de desenvolvimento de novos negócios da BinarioMobile

Depois de ter sido deixado de fora da mais recente versão do sistema operacional móvel da Apple (iOs6), por conta de uma briga entre as empresas,  o Google Maps retornou à Apple Store e já era o aplicativo gratuito mais baixado em menos de sete horas.

Agora, como APP independente, a versão para iOS6 possui os recursos que se esperam de uma ferramenta do tipo: busca completa por nomes de lugares e por endereços, indicação de rotas (para carros, transporte público e pedestres) e, em algumas cidades, a situação do trânsito nas vias principais. Além disso, conta com o Street View e a visão por satélite por meio do Google Earth, que precisa ser instalado separadamente. Porém, não está integrado ao Siri.

Para os desenvolvimentos de aplicativos integrados, o Google liberou o SDK, o que provavelmente resultará numa série de lançamentos de outros aplicativos. Enquanto isso, a Apple continua o desenvolvimento de do seu aplicativo de mapas e promete ter  versões melhores no futuro.