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A BIG bola de cristal

Douglas Alvarez, diretor Comercial da Unidade de Negócios Enterprise do Grupo Binário.

Douglas Alvarez, Enterprise Sales Director do Grupo Binário.

Sua empresa tem bola de cristal?

Antes de achar que se trata de brincadeira, avalie: você usa CRM, ERP, Intranet, Internet, redes sociais, documentos administrativos, Excel?

Se a sua resposta foi “sim” para pelo menos alguns destes itens, então é “sim” também para a primeira pergunta. A explicação se concentra em duas curtas palavrinhas: Big Data.

O conceito, criado por especialistas e já disseminado no mercado para definir o fenômeno crescente do gerenciamento de enormes quantidades de dados provenientes de diversas fontes e emissários, como clientes, colaboradores, parceiros e prospects, é uma realidade cada vez mais “big”: análise da consultoria IDC, por exemplo, aponta que o mercado de análise de informações no Brasil deve gerar receita de US$ 285 milhões em 2013, movimentando mais do que o segmento de segurança digital, enquanto outra consultoria, o Gartner, mostra que 64% das empresas da América Latina planejam ou já investem em Big Data, das quais ao menos 8% já possuem estratégias na área, 19% têm planos e 18% buscam conhecimento no assunto.

E este conceito em amplo uso permite, sim, fazer previsões e projetar conjunturas e cenários futuros, por meio da detecção de tendências.

Aliás, muitas empresas têm lançado mão destas possibilidades com ótimos resultados. A norte-americana Avon, por exemplo, não estava vendendo sua linha Renew, composta por cosméticos contra os sinais da idade, como esperava no Brasil. Pois foi lá, pegou dados de seu atendimento 0800 e das redes sociais, analisou tudo, processou, e obteve as informações que precisava para entender que, por aqui, a fórmula e o marketing tinham de ser outros. Resultado: hoje, a série Renew é uma das campeãs de vendas da marca no país.

Outro case histórico é o de Barack Obama, que, depois de colher nas redes sociais muito dos resultados que o levaram à eleição para a presidência dos Estados Unidos em 2008, voltou à carga e usou a tecnologia de Big Data na conquista de votos para reeleição, montando um gigantesco banco de dados, com detalhes de cada eleitor e de como as pessoas reagiam a diferentes abordagens.

As informações orientaram voluntários, indicaram as melhores formas de arrecadar fundos e apontaram quem poderia ser convencido a apoiar sua reeleição – e o resultado é história.

E por falar em política, 2014 é ano de campanha, e este campo será um dos maiores mercados para Big Data, segundo Gartner, IDC e outros diversos institutos e consultorias de TIC.

Fora isso, outros tantos segmentos podem e devem utilizar esta tecnologia previsora para se projetar – dentre eles, o de operadoras de Telecom, com suas potentes bases de dados, os provedores de tecnologias de gerenciamento de dados e infraestrutura para rodá-las, é óbvio, e o seu.

É, o seu segmento mesmo. Olhe para a bola de cristal: você se vê perdendo oportunidades de negociar de forma mais certeira e rentável? Tenho uma BIG certeza de que não…

Um assunto começa a despertar atenção: o chamado Big Data.

Arthur Oliveira é Gerente de Desenvolvimento de Negócios do Grupo Binário

No dia a dia, é estimado que a sociedade gere cerca de 15 petabytes de informações sobre as suas operações comerciais, financeiras, clientes e fornecedores. Também um volume impressionante de dados circula nas mídias sociais e dispositivos móveis, e outro tanto são gerados pelo número cada vez maior de sensores e diferentes equipamentos embutidos no mundo físico, como rodovias, automóveis, aeronaves, máquinas robóticas, etc.

Um único segundo de vídeo em alta definição gera duas mil vezes mais bytes que uma página de  texto. Isso não vem de hoje, começou mais visivelmente há uns cinco anos, e o desafio está na complexidade em capturar, manusear, analisar e gerenciar o volume e a variedade de informações que chegam em diversos formatos e de fontes variadas e levar essa inteligência para os negócios e assim ampliar a vantagem competitiva.

O Big Data, conceito com foco em grande armazenamento e maior velocidade, tem movimentado o mercado com desenvolvimento de algoritmos, virtualização de storage, uma nova geração de ferramentas analíticas e de segurança. A maioria das corporações, com exceção talvez do mercado varejista e redes de grandes marcas, sabem o que é o modelo, mas poucas, de fato, investem nele para ampliar e impulsionar os negócios.

Acredito que poucos executivos no Brasil têm conseguido estruturar um modelo que faça a diferença na gestão e nos resultados da companhia. “A forma como se processa os dados e se define as fronteiras do campo de informação e ações práticas na busca de resultados ainda é muito baseada no operacional.”

Pelo que tenho lido o mercado norte-americano tem projetos de Big data muito bem estruturados, mas por aqui vejo que temos muito que fazer nesse sentido. Empresas como Google e Facebook estão se beneficiando desse fenômeno.

O Hadoop, plataforma para análise de dados, está saindo das sombras e conquistando as empresas. Companhias como eBay, Facebook, LinkedIn, Netflix e Twitter e de setores como finanças, tecnologia, telecomunicações e governo foram atraídas por essa ferramenta pela sua capacidade de armazenar, processar e avaliar grandes volumes de informações mas a falta de talentos com habilidade na tecnologia opensource representam desafios técnicos que as equipes de TI precisam lidar.

Eu estimo que no Brasil, nos próximos três anos, veremos uma grande lacuna entre empresas que souberam explorar muito bem o Big Data e aquelas que ainda não entenderam ou não  souberam utilizar o seu poder de transformar dados em informações estratégicas para terem uma real vantagem competitiva no mercado.

Portanto, quanto melhor tratar a informação, melhor o seu processo de decisão e resultados.