Dispositivos Móveis: os perigos que os malwares representam

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

Os dispositivos móveis ganharam adoção massiva há tempos, mas a atenção à segurança da informação no uso destes equipamentos ainda não é – infelizmente – item tão tradicional no dia a dia de boa parte da população.

Pois deveria: muito utilizados para acessar contas bancárias e afins, estes devices são alvo de mais de milhões de malwares. Só em 2013, mais de 11 milhões de dispositivos móveis foram infectados, segundo pesquisa da Alcatel Lucent, o que representa um aumento de 20% em relação a 2012, e atualmente o principal alvo de malwares é exatamente esse tipo de serviço, com 42,28% dos ataques de hackers sendo realizados a sites de bancos.

Em seguida vêm sites de compras, serviços de Telecom, webmail e, fechando a lista, redes sociais. Games também estão neste universo de risco: o Mobile Security: McAfee Consumer Trends Report indica que os jogos são a plataforma mais comum para a distribuição de malware em dispositivos móveis.

Estes estudos são somente alguns exemplos de que, mesmo diante de um cenário em que se discute muito a segurança da informação, há muita vulnerabilidade quando o assunto é mobilidade.

Quer outro? Lá vai: de acordo com o relatório de segurança realizado pela Trend Micro, mais de 700 mil aplicativos são considerados maliciosos e arriscados para o seu dispositivo móvel. E se ele usar sistema operacional Android, atenção redobrada, pois o levantamento também indica que estas ameaças são mais direcionadas para esta plataforma.

Dentre os principais tipos de malwares para dispositivos móveis, estão os da classe   FAKEINST(34%) e os da OPFAKE(30%) .

Embora muito parecidos, eles apresentam diferenças. Você sabe qual é qual?

O FAKEINST é para a galera do e-banking, já que usa a interface do banco do usuário, ou o que seja, ele aparenta ser um aplicativo legítimo da instituição bancária. Dentro desta família de malware, ainda estão o FAKETOKEN e o FABEBANK, ameaças direcionadas aos serviços bancários.

O OPFAKE é responsável por influenciar o usuário a baixar arquivos perigosos, além disso, ainda enviam mensagens via SMS para cadastro de serviços pagos sem solicitação do usuário. Ainda no OPFAKE há os adwares – aqueles anúncios que aparecem também sem sua solicitação – a cada clique nessas propagandas um hacker recebe um lucro.

Se você já está apavorado, guardando o smartphone em um cofre blindado, cercado de seguranças, calma: para se proteger dos ataques a dispositivos móveis não é necessário tanto.

Na verdade, algumas ações bem simples são muito eficazes para proteger seus dados nestas operações. Comece por verificar sempre a confiabilidade dos sites que costumar visitar, conhecer bem os aplicativos antes de fazer downloads e, especialmente, não baixar programas desconhecidos ou minimamente suspeitos.

Não confie em qualquer e-mail ou mensagem afirmando ser de seu banco e pedindo senhas ou números de conta. Nenhum banco age desta forma, aliás, a maioria deles tem avisos em suas páginas oficiais alertando sobre este tipo de prática criminosa.

Fique atento, proteja-se dos malwares e aproveite todas as facilidades que seu dispositivo móvel pode agregar ao seu cotidiano.

Dispositivos Móveis: os perigos que os malwares representam
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1 Comment

Yuri

about 5 anos ago

Camila, parabéns pelo matéria, sem sombra de dúvidas, qualquer sistema operacional com uma grande quantidade de usuários é objeto de ataques de malware, algo que representa um desafio para todos os usuários de computadores, tablets e smartphones. Felizmente, existem métodos para evitar ser vítima desse tipo de software.

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