De bons profissionais, o mercado está cheio. Seja o melhor!

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Não há mais espaço no mercado de trabalho para profissionais pouco qualificados. Mas… O que, exatamente, define o nível de qualificação? Não se trata de somente técnica, e é aí que mora o grande erro na maioria das vezes. Chavão infelizmente comum no universo da TI, a carência de mão-de-obra especializada passa pela oferta de bons técnicos, porém com pouco ou nenhum alinhamento às estratégias de negócios das empresas.

É hora de atentar para o que realmente irá suprir esta lacuna: superar, transformar talento em sucesso, vontade em planejamento. Para tanto, há algumas palavras-chave, entre elas resiliência e equilíbrio, elementos que costumam compor a definição de pessoas que se destacam e são referências em suas áreas de atuação.

Chegar nisso requer esforço e dedicação. E paciência, afinal, dificuldades aparecerão, erros irão acontecer, rejeições virão, mas atravessar adversidades é também uma qualidade que deverá compor o currículo de quem quiser tornar-se um profissional requisitado e, em tempos de mercado exigente, bem posicionado.

Timothy Gallwey, um dos pioneiros da técnica de coaching e consultor de empresas como Apple e Coca-Cola, diz que todos podem ser bem sucedidos e que somos nós que criamos boa parte de nossos problemas. Segundo ele, a diferença entre os vencedores e os outros é que os primeiros se atrapalham menos e deixam seus talentos fluirem naturalmente.

Por definição, resiliência é a capacidade que um elemento tem de retornar ao seu estado inicial após sofrer uma influência externa. Aplicando-se ao aspecto humano profissional, por mais que um indivíduo seja submetido a situações desafiadoras, tal capacidade permitirá que mantenha íntegro seu “estado original”, permitindo que enfrente a adversidade com o raciocínio ileso para buscar soluções, ao invés de concentrar-se e perder-se no problema. Esta capacidade está intimamente relacionada ao desenvolvimento de virtudes bem vistas no mercado de trabalho, como a coragem, a justiça e a tolerância.

É importante saber que não nascemos com resiliência, temos que conquistá-la. Precisamos de desafios para nos estimular e, com um pouco de treino e dedicação, chegaremos ao ponto de enxergar oportunidades de crescimento em momentos de dificuldade. Testar nossos limites é, na verdade, um processo evolutivo baseado em disciplina e autoconfiança. É preciso ter expectativas alinhadas a curto, médio e longo prazo, planejar antes de agir e transformar atitudes em resultados. Isso é ter uma mentalidade vencedora.

Alto rendimento é possível, sim, e depende de equilíbrio, tanto físico, quanto mental. A sinergia entre ações e comportamentos é o que cria concentração para poder focar nos objetivos almejados e profissionais que querem realmente vencer sabem disso, são persistentes e buscam aperfeiçoar suas qualidades e aprender com seus erros. Eles também observam as características de cada integrante das equipes de que fazem parte, seus concorrentes, seu ambiente, para aprender mais e avaliar formas de cooperar, pois sabem que metas, geralmente, são melhor atingidas em grupo.

O foco no coletivo é tão importante quanto o foco no individual. De nada adiantará um ótimo profissional que só saiba trabalhar sozinho. Você já viu uma empresa, um time, um exército, se tornar grande sendo constituído por apenas uma pessoa?

Ter e desenvolver habilidades focais é, sim, fundamental. Estudar, aperfeiçoar-se, entender e buscar sempre mais conhecimento sobre os padrões, técnicas e mecanismos da área em que se atue são conselhos que jamais cairão de moda. Porém, só os skills técnicos de nada valerão se não estiverem aliados à vontade de vencer, tanto individualmente, quanto como empresa.

Nos tempos atuais, em que sobram vagas na TIC por demanda de profissionais qualificados, terá diferencial quem tiver iniciativa, espírito empreendedor, otimismo, criatividade, senso de cooperação e, é claro, qualificações relacionadas a seu ramo de atuação. De bons profissionais o mercado está cheio, mas talvez eles precisem pensar um pouco mais sobre o que falta para serem os melhores.

De bons profissionais, o mercado está cheio. Seja o melhor!
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