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Estar à frente do cibercrime não é fundamental, é básico

Bruno Adorno é Gerente Comercial da B.U. de Segurança do Grupo Binário

Bruno Adorno é Gerente Comercial da B.U. de Segurança do Grupo Binário

O Brasil é a segunda maior origem e o segundo maior alvo do chamado ataque distribuído de negação de serviço (DDOS), que tem como objetivo sobrecarregar equipamentos de rede para que determinados sites e serviços saiam do ar. O dado foi divulgado em uma pesquisa recente, que também registrou uma média de 24 ataques por alvo no país, além de constar que as mesmas empresas sofreram mais de 100 ataques, sendo que uma organização chegou ao cúmulo de 188 ataques em um ano.

Outra pesquisa, denominada “Cost of Data Breach Study 2016”, mostra o Brasil como primeiro da lista de 12 países mais vulneráveis ao cibercrime, além de indicar que, dentre os ciberataques sofridos por companhias brasileiras, 30% envolveram negligência de funcionários às estratégias de segurança. Outros 30% foram ocasionados por falhas humanas.

Seguimos com mais dados que mostram um cenário gritante: no contexto geral dos ataques cibernéticos, estudo da PwC indica o Brasil na terceira colocação entre os mercados com maiores índices de sequestro de dados, tendo como principais alvos o varejo (59%), seguido pelas indústrias hoteleira/viagens e a de mídia e entretenimento (10% cada).
Perante indicações tão preocupantes, como se proteger? O que se pode fazer além de contratar softwares confiáveis de proteção, como antivírus e firewalls?

A resposta está na adoção de políticas de segurança sólidas, além de educar a equipe de colaboradores à cultura da proteção, começando por medidas simples como desconfiar de e-mails incomuns ou muito atraentes, atualizar aplicativos somente se forem disponibilizados pelos fornecedores credenciados da companhia e mediante aviso oficial, mudar senhas com frequência.

Acredite: investir em prevenção é muito mais vantajoso do que correr atrás do prejuízo. E que prejuízo: pesquisa do Instituto Ponemom mostra que o número de registros roubados de uma amostra de 33 companhias brasileiras entrevistadas aumentou de 3900 para 85400 entre 2015 e 2016, gerando prejuízo de R$ 4 milhões.

Estar preparado para os ataques é a dica de ouro. Soluções confiáveis de fornecedores referenciados devem ser adotadas e os colaboradores devem ser treinados para utiliza-las de forma responsável e produtiva.

Porém, mesmo com todos os cuidados, ninguém esta livre de ser atacado. Por isso ter na manga um plano de resposta a incidentes de cibersegurança é fundamental. Assim, quando um problema ocorrer, bastará acionar as práticas já estudadas e testadas, reduzindo muito o potencial de prejuízos.

O fundamental é evitar os riscos relativos à segurança da informação. Preparar-se para o pior pode evitar que ele aconteça ou, no pior dos cenários, melhorar as chances de recuperação rápida em caso de desastre. Estar despreparado pode significar prejuízo financeiro e, não bastasse isso, também perda de credibilidade da marca no mercado.

Soluções de segurança são, portanto, obrigatórias para qualquer empresa que deseje manter-se competitiva. Treinamento dos funcionários para estabelecimento de uma cultura corporativa voltada à proteção dos dados e da rede. Estar um passo à frente dos cibercriminosos não é mais uma vantagem, é uma necessidade básica.

Desafios e oportunidades da Internet das Coisas

Angelo Dias é gerente de contas do Grupo Binário

Angelo Dias é Gerente de Contas do Grupo Binário

Até 2020, a Internet das Coisas vai fazer girar cerca de 25 bilhões de dólares e o mundo terá mais de 20 bilhões de dispositivos conectados à rede, conforme divulgou o Gartner. Os números só confirmam a velocidade impressionante da sua expansão. No Brasil, segundo dados da IDC, essa movimentação será de US$ 7 bilhões, o que indica um aumento de 71% mais que no ano passado.

Analisando pelo lado da segurança, outra pesquisa – também do Gartner, divulgou que as despesas com segurança da Internet das Coisas chegarão a US$ 348 milhões esse ano. Em 2015, o número ficou em US$ 281 milhões. Ou seja, o aumento foi de 23,7%. Para termos uma ideia da grandiosidade do dado, se compararmos 2014 e 2015, o crescimento foi de apenas 4,7%. O estudo prevê que os gastos podem chegarão a US$ 547 milhões até 2018.

Mas, afinal de contas, temos motivos para tanta preocupação? Sim e não. Na realidade, muito embora as transformações nas rotinas das organizações sejam extremamente positivas, é preciso investir na segurança dos dados da empresa com mais afinco, pois à medida que essa tecnologia avança, os tipos de ataques também se modificam e se proliferam com maior facilidade.

Se os empresários treinarem as equipes quanto aos cuidados necessários ao criar redes de IoT, melhor serão os resultados. Além disso, se estamos falando em Internet das Coisas, devemos considerar que a agilidade na tomada de decisão ao enfrentar um incidente, por exemplo, deve ser ágil o suficiente para combater os prejuízos em tempo real, afinal, é dessa forma que os ataques acontecem.

Se temos um mercado que evolui de forma acelerada com desenvolvedores conectando cada vez mais processos, também temos um mercado de crime digital especializado em aproveitar toda e qualquer brecha que a vulnerabilidade das empresas proporciona. Desafios e oportunidades, são essas palavras que movimentam a Internet das Coisas. Ou seja, para aproveitar as oportunidades reais que a Internet das Coisas oferece (e oferecerá), é necessário estar preparado para enfrentar os desafios desse novo mundo.

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=42958&sid=18

http://www.vert.com.br/blog-vert/por-que-a-seguranca-e-um-empecilho-para-a-internet-das-coisas/

http://m.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=42327&post_data=&sid=15

http://www.fastcompanybrazil.com.br/como-a-internet-das-coisas-vai-influenciar-os-principais-setores-da-economia-global/

O que o mercado procura?

Luciana Brandão  é Coordenadora de RH do Grupo Binário

Luciana Brandão é Coordenadora de RH do Grupo Binário

O Brasil vive uma era de crises que prejudicam não apenas a economia do país, mas também a estabilidade de um mercado de trabalho em constante mudança. O setor de TI, ainda que sobreviva bem à recessão (e até apresente crescimento), está enfrentando um dilema chamado “escassez de profissionais”.

O perfil mudou, claro, mas a necessidade das empresas muda em uma velocidade maior, ou seja, o profissional precisa acompanhar o que o mundo corporativo demanda e atender às expectativas de quem procura o cara certo para desenvolver a tecnologia da sua organização. Algumas atividades seguirão em crescimento e tendem a evoluir muito mais do que as outras.

Uma função que já está em alta no segmento é o do gestor de capacidade. Mas o que ele faz? Ele é peça-chave por exercer a desafiadora tarefa de construir além de uma equipe para desenvolver demandas específicas, mas de incutir nesse grupo a importância do que fazem e a necessidade urgente de qualificação em todos os setores do mercado.

Além disso, esse profissional precisa ter determinação e facilidade de lidar com diversos tipos de pessoas, mantendo o equilíbrio dentro da empresa.

Outra atividade de destaque no mercado de TI fica por conta dos Arquitetos de Dados, projetam a sustentação para que as necessidades emergentes sejam atendidas com agilidade. Além disso os Engenheiros de Integração de Dados são os responsáveis para por integrar as soluções de dados e análises a partir de qualquer número de fontes.

É evidente que os profissionais da Segurança da Informação não ficariam de fora dessa lista, pois a proteção de dados já não é uma questão de opção, mas de necessidade para se manter vivo no mercado. Os especialistas desse setor podem garantir uma boa vaga em grandes organizações de comércio eletrônico, por exemplo.

Outras vagas que estarão em ascensão nos próximos anos são Programadores, especialistas de segurança, gerentes de Cloud, Hardware, software e especialistas em analytics e os chamados Artesãos Digitais, que são profissionais com perfil dinâmico, desafiadores, artísticos e capazes de rápidas tomadas de decisões.

Há espaço também para os especialistas em inteligência artificial e robótica, demandas que já saíram das telas dos filmes de ficção para a realidade das empresas e aplicativos. De acordo com um relatório do Pew Research Center, essas tecnologias serão utilizadas em nas nossas funções diárias em 2025, seja para saúde, alimentação e serviços.

Hosting, IaaS, Nuvem… A TI cresce em todos os setores em meio à crise

André Pastre é Gerente de Unidade de Negócios - Trust Advisor

André Pastre é Gerente de Unidade de Negócios – Trust Advisor

O setor de hosting e infraestrutura de TI irá encerrar o primeiro semestre de 2016 com uma população da ordem de 700 empresas e cerca de 4 milhões de sites hospedados, movimentando uma receita global de mais de R$ 1,2 bilhão até o final de 2016, alta de 7,5% sobre o mesmo período de 2015.

Os dados são da Abrahosting (Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura e Hospedagem na Internet) e indicam um movimento maior: o de investimento não apenas nestes segmentos, mas em soluções diversas de Tecnologia da Informação, para atravessar o momento de crise econômica.

São responsáveis por este movimento fatores como a progressiva digitalização dos negócios, com adesão cada vez maior de empresas de todos os portes, e o avanço da virtualização e dos serviços na nuvem, que posiciona a terceirização da informática como um fator de redução de custos para companhias de todos os portes e setores.

E corte de custos é música para os ouvidos corporativos em momentos como este, de uma recessão econômica que vem se aprofundando desde 2013. Logo, é de se esperar que a popularização de tecnologias como a cloud copmputing e a virtualização levem uma parte importante das verbas que as companhias antes despendiam em hardware e suporte local de TI.

E como a indústria pode se preparar para atender a esta demanda? Além de ofertar soluções tradicionais de hosting tradicional – para citar só um exemplo -, é bom ampliar o portfólio para as ofertas de valor agregado, compreendendo a terceirização de aplicações de gestão (ERP) e de infraestrutura virtual para a execução de aplicativos.

Um movimento de especialização necessário aos fornecedores que vem tomando cada vez mais forma – veja-se o crescimento da oferta de estruturas virtuais para e-commerce, data center, outsourcing de operações de missão crítica, permitindo o acesso a produtos e serviços desta linha a empresas de menor porte.

Para se ter uma ideia, os setores de infraestrutura de TI, governança e storage movimentarão R$ 90 milhões só no Brasil este ano. Expansão, segundo a Abrahosting, baseada no crescimento de soluções como software como serviço (SaaS), infraestrutura como serviço (IaaS) e plataforma como serviço (PaaS).

E se crescer é bom, manter o crescimento é melhor ainda. Assim, é bom que os fornecedores da indústria de hosting e infraestrutura de TI mantenham os olhos abertos para fatores associados ao bom funcionamento do setor. Um deles – e dos mais importantes – é o fator regulação. Discutir a responsabilidade jurídica pelo armazenamento de dados de terceiros, questões relacionadas a conflitos de copyright relativos a conteúdos hospedados são exemplos de temas que devem estar na mente dos fornecedores este ano.

Fatores políticos e tributários também vêm à tona. Para quem vende hospedagem, data center como serviço, aplicações em nuvem e serviços relacionados, o debate sobre a redução da incidência tributária sobre diversos segmentos da TI é fundamental.

Não apenas a indústria de hosting e infraestrutura de TI como serviço se beneficia de um mercado em crescimento e da discussão das questões que podem mantê-lo saudável: no final, todo o segmento de tecnologia é favorecido por tais questões.

A expansão da tecnologia em um momento de crise só evidencia a importância deste setor para todo o mercado. O fato é que recessão passará, e que a TI é um dos principais fatores que auxiliará as empresas a passarem por ela de maneira inteligente, garantindo condições de trabalho e competitividade.

Assim, quem apostar em TI neste momento estará mais apto a aproveitar o bom momento quando a crise terminar, ou seja: trata-se de uma aposta não apenas no presente, mas também no futuro, com vistas a impulsionar os negócios e a projetar empresas para a bonança após a tempestade.

Big Data e o seu negócio: uma parceria mal aproveitada

Diego Souza é Supervisor de TI do Grupo Binário

Diego Sousa é Supervisor de TI do Grupo Binário

Os sistemas de Inteligência de Negócios disponíveis no mercado são fundamentais para aprimorar a relação empresa-consumidor. Se tudo gira em torno da informação, e sabemos que é assim que funciona, por qual motivo ainda não aproveitamos tudo o que o sistema oferece? Bom, a resposta é simples: Não sei.

Poderia citar que os pequenos negócios sentem pesar o bolso só de pensar em um projeto de big data. No entanto, esse conceito é antigo e não condiz com a realidade. Primeiro, pelo fato de que novas soluções surgem a todo momento no mercado oferecendo uma flexibilidade maior de investimento. Além disso, com a tecnologia na nuvem esse custo reduz, pois, o hardware que analisa informações em pequena escala é totalmente dispensável.

Ok, já tenho um projeto de big data implantado na minha empresa, e agora? Bom, o próximo passo é usufruir de todas as ferramentas disponíveis. Um estudo recente divulgou que menos de um terço (27%) dos projetos dão lucro.

Além disso, 45% das iniciativas envolvendo grandes volumes de informações apenas cobrem os gastos. E não termina por aí, pois para piorar, 12% dos respondentes indicaram que estão perdendo dinheiro.

A primeira dica é que a estratégia precisa ser eficiente, ou seja, ter um plano estruturado que se adeque em sua totalidade ao negócio é fundamental. Os próximos passos norteiam o conhecimento do que é possível gerar, tanto em análises como na operacionalização, e de que forma minha empresa pode usufruiu 100% do que lhe é disponível.

Mas, então, como podemos tirar proveito da Big Data?

Aproveitando todos os dados de forma estratégica para alavancar o negócio, seja para verificar atrasos nos processos de compra ou venda, analisar entradas e saídas ou até para detectar possíveis fraudes nos processos. Estamos falando de um volume imenso de dados dentro e fora da empresa e do surgimento de novos dados com uma velocidade impressionante. Toda essa gama de informações serve para determinar o que está sendo feito e o que precisa ser feito para alcançar objetivos e metas.

Compreenda seus dados antes de qualquer ação, podendo remanejar estratégias, produtos ou direcionamentos.

Tenha sabedoria ao indicar quem irá receber esses dados e o que fará com eles em um primeiro momento. Ao criar um propósito de negócio, a empresa toda poderá usufruir dos benefícios desse gerenciamento de dados, que deve ser confiável acima de qualquer coisa.

Voltando ao estudo, vale ressaltar que 49% dos que indicaram grande envolvimento dos executivos disseram que suas iniciativas de Big Data são lucrativas, contra apenas 6% que não contam com apoio dos líderes corporativos, o que nos indica quem são os profissionais mais indicados para esse processo. Além disso, invista na integração não apenas de dados, mas de pessoas.

Quero dizer, proporcione uma dinâmica que envolva toda a sua empresa, desde os diretores até o estagiário, pois todos são fundamentais para a engrenagem funcionar com excelência. Por fim, e não menos importante, compreenda de uma vez por todas que os dados são os protagonistas da sua obra mais importante: o seu negócio.

 

Fontes:

http://computerworld.com.br/menos-de-um-terco-dos-projetos-de-big-data-sao-lucrativos
http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/2014/12/12/3-maneiras-de-contextualizar-a-big-data-no-dia-a-dia-dos-negocios.html
http://www.bigdatabusiness.com.br/cientista-de-dados-que-profissao-e-essa-2/
http://www.iopera.com.br/valorizando-seu-negocio-com-big-data-e-business-analytics/

50% das empresas implementarão BYOD para smartphones em 2017. Prepare-se para este cenário

Marcela Rodrigues é Gerente Comercial do Grupo Binário

Marcela Rodrigues é Gerente Comercial do Grupo Binário

O cenário de colaboradores que utilizam dispositivos pessoais como celulares, tablets ou notebooks para fins corporativos, já se tornou realidade nas empresas brasileiras.

O termo Bring Your Own Device (BYOD) não pode mais ser chamado de tendência, pois já é fato no mundo corporativo. Para tal, as empresas devem garantir o gerenciamento deste ambiente, afim de explorar os benefícios reais que o BYOD oferece, como o aumento da produtividade, o mesmo melhora o atendimento aos clientes e otimiza o tempo para realização das atividades. “Traga seu próprio dispositivo”, em uma tradução literal, é o presente e o futuro do mundo corporativo.

O que devemos discutir são as questões de segurança, a integridade dos dados da empresa, adequando a gestão eficaz da informação de acordo com os processos e políticas da companhia, que mantenha o equilíbrio entre a preservação das informações corporativas e a privacidade dos colaboradores. Aliás, essa é uma das maiores preocupações das empresas: evitar possíveis problemas causados pela escassez de um ou o excesso de outro.

Como podemos garantir que os colaboradores acessem seu ambiente digital de forma segura? O que é necessário para iniciar uma abordagem segura de BYOD, devemos debater os sistemas de segurança e gerenciamento de dispositivos, os chamados MDM (Mobile Device Management) ou EMM (Enterprise Mobility Management). Sem isso, somado ao mau uso da rede, os riscos podem ir além do desperdício de tempo dos colaboradores e chegar ao vazamento de informações importantes que deveriam permanecer dentro das empresas.

É necessário encontrar estratégias que se integrem à infraestrutura de segurança das organizações, muito embora saibamos que alguns funcionários ultrapassam essa barreira e burlam as políticas de privacidade das empresas. No entanto, riscos como utilizar wi-fi público ou aplicativos móveis sem segurança, por exemplo, devem ser minados das organizações com tecnologia e conscientização. A solução de MDM oferece um alto nível de gerenciamento, controle de permissionamento, políticas de segurança, configuração de VPN e Wi-Fi, túnel de aplicativos e entre muitas outras funcionalidades.

Em contraponto, como já falamos antes, muitas companhias se questionam qual é o limite para o monitoramento. Até onde devo ir? Até que ponto o colaborador deve ter privacidade ao utilizar dispositivos pessoais em seu ambiente de trabalho? E ao levar os dados da empresa para casa? Se essa é a sua preocupação, fique tranquilo. A justiça justifica a monitoração, pois compreende que a internet, o e-mail e os dados que pertencem à empresa devem ser respeitados e resguardados.

Assegurar a integridade dos dados da organização é prioridade, visto que a tendência é quase metade das empresas migrarem para o BYOD até o ano que vem, conforme divulgou a Gartner, empresa americana de consultoria. Segundo a pesquisa, 50% das companhias implementarão o BYOD para smartphones em 2017, por exemplo. Com isso, a alternativa de utilização dos dispositivos da empresa será eliminada. Sendo assim, a necessidade de garantir o equilíbrio entre profissional e pessoal é demanda que consideramos urgente.

Visto que o controle do tipo de informação que sai da empresa é indispensável, vale ressaltar que a conscientização também faz parte do processo. Ao rastrear um dispositivo é preciso informar aos colaboradores que o mesmo será monitorado, evitando problemas futuros.
Ademais, o conselho é aproveitar todos os benefícios do BYOD com segurança, aumentando a produtividade, promovendo bem-estar e gerando melhores resultados.

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=38425&sid=128#.Vzt0XWiDGko

http://www.rhportal.com.br/artigos/rh.php?rh=Empresas-Podem-Monitorar-O-Que-Os-Funcionarios-Fazem-Na-Web&idc_cad=xrcw4jl8y

https://blogjatefalei.wordpress.com/2015/07/24/monitoramento-da-internet-pelo-empregador/

http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=8096

http://blogbrasil.comstor.com/bid/264380/4-benef-cios-da-introdu-o-de-BYOD-nas-empresas

29 mil novos tipos de ciberataques… E aumentando!

Douglas Bento é Engenheiro de Sistemas do Grupo Binário

Douglas Bento é Engenheiro de Sistemas da B.U Segurança do Grupo Binário

Mais da metade – 63% – das empresas brasileiras não está preparada para as ameaças à segurança da informação, segundo uma pesquisa da Ernst & Young conduzida junto a 1755 executivos de TI de 67 países, incluindo o Brasil.

Conforme o estudo, todas estas empresas nacionais não têm planos para prevenção de ciberataques. Pior ainda: 43% delas não contam sequer com programas para identificação de vulnerabilidades e 45% não usam qualquer software capaz de detectar brechas em seus sistemas e bancos de dados.

Dentro desta realidade, o estudo projeta que as companhias levam em média 1 hora para começar a investigação de um possível ataque cibernético. Achou muito tempo? E é mesmo, mas saiba que, para 15% das avaliadas pela E&Y, a taxa sobe para mais de um dia.

Dados que preocupam, pois, enquanto as corporações não correm atrás dos recursos para se proteger, os cibercriminosos não param de criar novas e mais eficientes formas de atacar as estruturas, roubar e fazer mau uso dos dados. Um exemplo disso é outro estudo global que acaba de apontar que só no último trimestre de 2015 surgiram 29 mil novos tipos de ataques baseados em tráfego criptografado no mundo.

Malwares como os famosos ShyLock, Upatre e Zeus estão nesta leva, que utiliza o chamado SSL (Secure Sockets Layer) e o TLS (Transport Layer Security) para invadir os sistemas das empresas e causar estragos e prejuízos enormes.

Uma realidade paradoxal, já que a criptografia vinha sendo usada como recurso de segurança – e seu uso vem crescendo a uma taxa de 20% ao ano no ambiente corporativo, estima o Gartner.

Ou seja, o que era utilizado para proteger os dados agora é inversamente usado para facilitar a entrada de malwares nos computadores empresariais. E quando se relembra que 63% das companhias nacionais não têm políticas de prevenção a ciberataques implantadas e que 73% das globais não inspecionam o tráfego encriptado em suas redes a situação torna-se ainda mais preocupante.

Para fugir deste cenário perigoso, é preciso combater a tecnologia com tecnologia. Utilizar soluções de segurança para prevenir ações criminosas e combate-las à altura quando ocorrerem.

Investir em TI para segurança da informação é vital para o negócio. Um ataque cibernético pode fazer muito mais do que parar sistemas por um determinado período – o que já é bem ruim, pois descontinua os negócios e gera perdas, muitas vezes, gigantescas. Este tipo de crime pode afetar toda a cadeia da empresa, de seus fornecedores até seus clientes, passando por seus colaboradores de todos os níveis. Um vazamento de dados, por exemplo, pode expor a imagem da companhia ou de seus clientes e acabar com sua credibilidade no mercado, gerando uma aura de desconfiança quanto a seu controle e gestão.

É preciso estar consciente das vulnerabilidades da rede, das possibilidades de ataque existentes, das ameaças em curso no mercado, das tendências em cibercrime e em soluções para combate-lo.
Mesmo organizações que apostam em tráfego de rede criptografado não estão seguras. Relatório da CyberEdge, os hackers podem – e sabem muito bem como – aproveitar esta estrutura encriptada para seus propósitos escusos.

Passou da hora de investir em segurança. Se o que impede ou retarda tal investimento aí na sua empresa é questão de orçamento, como apontam 80% dos entrevistados pela E&Y, repense. Pode saber: correr atrás do prejuízo, reavendo dados, abafando crises criadas por seu vazamento, gerenciando e solucionando o mau uso dado aos mesmos e recuperando estruturas atacadas sai muito mais caro, em termos de dinheiro, tempo e esforço, do que se garantir com soluções que evitem a ocorrência dos ciberataques.

Pense bem nestes pontos, pois a indústria do cibercrime não para de evoluir. A cada dia, hackers desenvolvem nova e mais potentes formas de ataque. Além disso, quanto mais evolui o uso de dispositivos móveis e digitais nas empresas, quanto mais se lança mão da comunicação via Internet, mais aumenta o risco de exposição das redes às ciberameaças.

Invista, atualize seu parque de soluções de segurança da informação. Destaque profissionais para gerenciar esta parte, construa uma estratégia focada em prevenção e resposta, qualifique seus funcionários para agir corretamente em situações de risco ou na ocorrência de ataques. Estar à frente dos criminosos é, sem dúvida, o melhor caminho.

Fontes:

http://ipnews.com.br/aumenta-os-ataques-de-malware-que-usam-trafego-criptografado/
http://olhardigital.uol.com.br/fique_seguro/noticia/hackers-estao-usando-malwares-criptografados-em-ataques-diz-pesquisa/58246
http://www.bitmag.com.br/2016/05/empresas-brasileiras-nao-tem-tecnologia-para-prevenir-ciberameacas-diz-estudo/#TUIQmUqPDxAwEob9.99
http://www.investimentosenoticias.com.br/noticias/tecnologia/por-que-a-ciberseguranca-merece-atencao-no-mundo-corporativo

Vamos falar sobre educação?

Suely Silva é Gerente de Contas do Grupo Binário

Suely Silva é Gerente de Contas do Grupo Binário

Você sabia que as universidades brasileiras estão no topo das melhores instituições da América Latina? O ranking foi divulgado pela revista Times Higher Education e coloca a USP (Universidade de São Paulo), a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), respectivamente, no 1º, 3º e 5º lugares. A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) também estão bem posicionadas no ranking.

Aproveitando a pesquisa, vamos falar de educação aliada à tecnologia? As universidades já utilizam a tecnologia para aprimorar as ferramentas de qualificação de um futuro profissional. No entanto, diante das diversificadas opções disponíveis no mercado, arrisco dizer que poderiam aproveitar muito mais. O fato é que educação e tecnologia estão cada vez mais integradas e novas plataformas educacionais no mercado são desenvolvidas a todo momento.

É possível otimizar o tempo de aprendizagem e aprimorar a qualidade do conteúdo com a integração universidade – aluno – tecnologia. Os estudantes já estão infiltrados no mundo digital desde que nasceram e já dispensam o modelo antigo da sala de aula, tendo apenas o professor como centro de distribuição de conhecimento e praticamente nenhum tipo de ferramenta digital para auxílio na aprendizagem. No contexto universitário atual é impensável voltarmos ao tempo com as pilhas de cadernos, livros impressos, artigos impressos que geram cópias nas máquinas de Xerox, entre já vistos no mundo acadêmico.

Hoje já é possível automatizar o fechamento de notas, a emissão de históricos, a gestão de dados com eficácia, a segurança dos arquivos e documentos da instituição, a elaboração de provas, controle integrado da sala de aula, permitindo criação de turmas, distribuição de tarefas, controle de presença em poucos cliques, entre tantas outras alternativas automatizando e reduzindo custos dos processos das universidades. A tecnologia dispõe de um quesito importante para a educação que se deseja para os próximos anos: a chamada aprendizagem utilitária, que compreende conteúdos úteis para enfrentar de fato o mercado de trabalho estar cada vez mais competitivo.

Se o Brasil ocupa as primeiras posições no ranking das melhores universidades da América Latina, o que distancia as mesmas das outras instituições ao redor do mundo? Para termos uma ideia, os EUA têm oito das 10 melhores do mundo. O que acontece é que a evolução da tecnologia é vista de forma prioritária por lá, e isso é para todos os setores da vida, seja saúde, transporte, segurança, etc. Nas escolas e universidades americanas a tecnologia é uma extensão do professor, além de ser responsável por uma aprendizagem utilitária e interligada.

Chegou o momento de trazermos essa cultura ao Brasil e investirmos na automatização das instituições. Vale ressaltar que as novas ferramentas tecnológicas conseguem ir além da promoção da equidade educativa, imergindo também na questão qualitativa das informações, permitindo que as escolas e universidades integrem o que ensinam com o universo do aluno. Entendo que estar entre as melhores instituições de ensino superior da América Latina tenha seu valor, mas também acho importante questionarmos os motivos que nos deixam à uma distância expressiva em relação às melhores do mundo.

Não seja um acumulador de dados

Bruno Adorno é Gerente Comercial da B.U. de Segurança do Grupo Binário

Bruno Adorno é Gerente Comercial da B.U. de Segurança do Grupo Binário

Músicas, e-mails, imagens, livros e documentos que nunca serão utilizados geram um problema na era da tecnologia: a acumulação excessiva de bens digitais. Um estudo com 22 países, entre eles o Brasil, apontou que 52% de toda informação atualmente armazenada pelas organizações tem valor desconhecido. Além disso, outros 33% dos dados são considerados triviais e inúteis.

O gerenciamento desses dados pode custar cerca de 3,3 trilhões de dólares até 2020, dado também divulgado pela pesquisa. A pergunta é: vale a pena gastar dinheiro na administração de dados que nunca serão utilizados, ao invés de investir na segurança das informações, por exemplo? A resposta é óbvia: claro que não.

Apenas 15% de todos os dados que você armazena podem ser considerados indispensáveis. Que informações são realmente importantes para o crescimento do negócio? Quais podem e devem ser descartadas? É preciso administrar o que é dado limpo e crítico, que precisa ser armazenado; e o que é dado escuro e desconhecido, que deve ser analisado e descartado. A pesquisa mostra, ainda, que cerca de 26,5% dos colaboradores utilizam seus dispositivos corporativos para armazenamento de dados pessoais.

A boa notícia é que o Brasil não lidera a lista, os dados ROT (redundantes, obsoletos ou triviais), por exemplo, ficam na faixa dos 31%, ainda melhores do que a média global de 33%. Isso deve servir para modificarmos a cultura de acumular dados enquanto temos tempo para isso. Há casos que demandam mais urgência como na Alemanha, Canadá e Austrália, que chamam atenção pelos altos índices na detenção de dados escuros com, respectivamente, 66%, 64% e 62%.

É preciso incluir nas organizações uma estratégia para seleção, separação e limpeza de dados que não serão utilizados. Dessa forma, será possível incutir mais valor às informações das organizações e direcionar os gastos para áreas mais importantes. Afinal de contas, ações essenciais para a empresa, como o gerenciamento da segurança dos dados valiosos e o investimento em estratégias que previnam a interrupção do funcionamento da empresa em casos de desastres naturais ou intencionais, não podem ficar para trás.

http://www.pitneybowes.com/br/gerenciamento-de-informcoes-do-cliente/estudo-de-caso-e-manuais/data-management-in-the-internet-of-things.html
http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=42179&sid=97
http://ipnews.com.br/empresas-conhecem-apenas-15-do-total-de-dados-armazenados/

http://www.pitneybowes.com/br/gerenciamento-de-informcoes-do-cliente/estudo-de-caso-e-manuais/data-management-in-the-internet-of-things.html
http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=42179&sid=97
http://ipnews.com.br/empresas-conhecem-apenas-15-do-total-de-dados-armazenados/

Prejuízo anual com falta de plano de continuidade chega a US$ 18 milhões. Você está preparado?

Elinton Lazzuri é Diretor Geral do Grupo Binário

Elinton Lazzuri é Diretor Geral do Grupo Binário

Você já ouviu falar em Plano de Recuperação de Desastres? Se a resposta for positiva, parabéns, pois sua empresa não está na lista das organizações brasileiras que somam um prejuízo anual de US$ 18 milhões, pelo fato de não reestabelecer as atividades da empresa rapidamente em casos de paradas de sistema, que podem chegar a 14 ao ano, conforme divulgou pesquisa da VEEAM.

Considerando que a média global gira em torno de US$ 16 milhões, podemos dizer que o Brasil precisa acordar para o assunto imediatamente. Se a sua empresa sofresse hoje um desastre de qualquer natureza, acidental ou intencional, você estaria preparado?

Na prática, casos como falta de energia, por exemplo, podem acarretar na parada total da organização. Por isso, salientamos a importância de um plano eficiente, que reestabeleça, reconstrua e restaure suas operações no caso de uma emergência. Uma pesquisa da Arcserve diz que apenas 37% das empresas têm plano de continuidade de negócios, o que confirma a urgência na solução do problema.

Além dos impactos imediatos, como a necessidade da substituição de hardware e o custo por hora parada dos colaboradores, também estamos falando da repercussão negativa que isso reflete junto ao mercado e, principalmente, aos clientes. E não adianta apenas fazer o backup, é fundamental priorizar a recuperação dos dados perdidos nos casos de desastres.

Há, ainda, as empresas que acreditam estar 100% protegidas com apenas uma solução, o que não é verdade. É preciso atentar para o fato de que a proteção ideal envolve atualização e evolução constantes. Além disso, é essencial que todas as equipes envolvidas nos processos da organização estejam preparadas para agir com rapidez e retomar as atividades com o mínimo atraso possível.

Portanto, esteja preparado, visto que desastres acontecerão por motivos simples ou complexos, pois até defeito no ar condicionado pode acarretar um grave problema. A expectativa é de que as organizações se conscientizem da importância da agilidade na recuperação dos dados da companhia e reestruturação das operações. Mais do que se preocupar com a prevenção dos desastres, as empresas precisam estar tranquilas quanto às paradas funcionais, evitando que as mesmas causem prejuízos irremediáveis.

Faça com que o plano de recuperação seja prioridade no orçamento da sua empresa, pois ainda que o desastre varie bastante, o objetivo deve ser sempre reestabelecer as operações imediatamente.

Após escolher o melhor plano que assegure a continuidade dos negócios em qualquer situação, tome ciência de alguns detalhes importantes, como quais eventos podem acarretar prejuízo, quem e como será declarado um desastre e de que forma as equipes deverão proceder.

Referências:

http://www.linhadecodigo.com.br/artigo/1684/plano-de-recuperacao-de-desastre.aspx#ixzz491IHgyf3

http://www.tiespecialistas.com.br/2015/07/a-importancia-do-planejamento-de-recuperacao-de-desastres/

http://www.itsmnapratica.com.br/a-importancia-do-plano-de-continuidade/

http://computerworld.com.br/brasileiras-perdem-us-18-milhoes-com-indisponibilidade-de-aplicacoes