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SDN: o que saber, por que usar

Tiago Cadorin é Gerente de Pré Vendas

Tiago Cadorin é Gerente de Pré Vendas

Até 2018, o mercado mundial de SDN (Software Defined Network, ou redes definidas por software) irá movimentar R$ 13 bilhões em investimentos, segundo dados da Transparency Market Research.

Reflexo do mercado para uma tendência que só mostra benefícios: estudo de nosso parceiro Juniper Networks feito com 2,7 mil executivos e tomadores de decisão de empresas globais mostra que, dentre os que já utilizam SDN ou NFV (Network Functions Virtualization, ou virtualização de funções de rede), 93% garantem que isso lhes traz vantagens competitivas.

Para os entrevistados pela Juniper, os principais ganhos trazidos pelo SDN foram a virtualização do data center e a automação da segurança.

Reunindo tecnologias de automatização, virtualização, orquestração de recursos de rede e outras, o SDN é uma tendência capaz de tornar as redes corporativas mais ágeis e flexíveis, além de facilitar o gerenciamento da infraestrutura, entregando funções via software para que gestores de TI identifiquem e solucionem no menor espaço de tempo possível gargalos e demandas.

Uma facilidade que será cada vez mais valorizada, à medida em que as estratégias de negócios passam a exigir maior engajamento da TI e os administradores de tecnologia precisam de automatização para gerenciar funções, recursos e estruturas, deixando-lhes tempo disponível para pensar e produzir para o core business das empresas.

Esta maneira inovadora de arquitetura de redes entrega um plano de controle baseado em software para gestão da infraestrutura, possibilitando a intercomunicação entre todos os dispositivos da rede e, com isso, melhorando a tomada de decisões sobre liberação de dados e usuários, melhores caminhos para o tráfego de dados, entre outros pontos cruciais para a continuidade e performance dos negócios.

Assim, mostra-se fundamental para as empresas da atualidade e, principalmente, para aquelas que quiserem manter-se competitivas no futuro próximo – o futuro da disrupção, da transformação digital, conforme colocam consultorias globais como Gartner e IDC.

E se a sua empresa ainda não pensou em SDN, é bom começar a dar atenção a este assunto e se preparar para sua adoção. Para facilitar o caminho, sugiro alguns passos:

– Diagnostique sua rede. Tenha noção de todos os ativos, dispositivos, recursos e pessoas envolvidos. Isso facilitará o mapeamento da automatização necessária.

– Adote iniciativas de automatização de gerenciamento – pode ser de dispositivos, sistemas, até de elementos da própria rede. Isso colocará a empresa no caminho da implantação do SDN, ou de qualquer outra cultura de redução da intervenção manual, sem traumas.

– Avalie os fornecedores, escolha aquele que estiver mais apto a analisar seu negócio de forma a incrementar a rede, mas não inutilizar os investimentos legados.

– Defina políticas de segurança específicas para a rede definida por software, pois os requisitos são diferentes da rede física.

– Capacite seu time para o novo modelo de gestão de rede. Inovação requer gerenciamento e qualificação.

Isto posto, prepare-se para a melhoria que o SDN trará aos negócios. Espere benefícios como maior agilidade do time de TI, mais aplicação deste mesmo time às demandas de negócio, flexibilidade na engenharia da rede, agilidade nas mudanças necessárias à infraestrutura de TI, mais produtividade.

Um cenário convidativo, promissor e cada vez mais próximo.

Fontes:
http://www.juniper.net/us/en/dm/sdn-nfv-executive-report/
http://corporate.canaltech.com.br/noticia/redes/as-diferencas-entre-sdn-e-nfv-65583/
https://www.binarionet.com.br/blog/recomendacoes-para-adotar-sdn-com-tranquilidade/

Cidades Digitais – TI para um mundo mais inteligente e funcional

Lincoln Netto é Solution Engineer do Grupo Binário

Lincoln Netto é Engenheiro de Soluções do Grupo Binário

A sociedade está cada vez mais consciente do papel da tecnologia em todas as áreas da sua vida. A transformação que a revolução tecnológica proporciona, seja nos segmentos de trabalho, saúde, educação, transporte, alimentação ou segurança, abriu as portas para que as Cidades Digitais tomassem força pelo mundo.

Para que uma cidade seja considerada digital é fundamental que ela atende alguns pré-requisitos como sinal de internet gratuito em todo território ou em determinada área; disponibilidade de ferramentas que executem serviços de atendimento online ou ligação de órgãos e prédios públicos por meio de cabeamento óptico.

Você sabe onde estão as Cidades Digitais? Um estudo da Huawei destacou os locais que desenvolveram os projetos digitais mais inovadores. Londres e Bristol ocupam o topo da lista, na frente de Birmingham, Glasgow, Manchester e Milton Keynes, cidades do Reino Unido. Para termos uma ideia, Londres lidera um esquema de cobrança para veículos motorizados em zonas de congestionamento, além de uma série de outros sistemas que facilitam a vida dos motoristas.

Por aqui, São Paulo implantou recentemente o pagamento por celular para estacionamento de carros em uma das quase 40 mil vagas públicas existentes. O funcionamento da ferramenta é simples, pois exige apenas que o motorista baixe um aplicativo no celular. Com isso, ao estacionar é necessário informar a placa do veículo e o tempo que deseja deixar o carro no local. O condutor é avisado quando o prazo estiver encerrando. Mas não para por aí, pois ao que tudo indica, para um futuro próximo, os motoristas poderão adquirir os créditos digitais em locais físicos, como bancas de jornal, por exemplo. Assim, o usuário informará ao estabelecimento a placa do veículo e obterá o crédito.

Esses e outros exemplos devem ser impulsores para que o mundo utilize de forma mais inteligente os dados e a tecnologia disponíveis, como é o caso de Bristol, a sexta cidade mais populosa da Inglaterra, que disponibiliza de dados abertos a pilotos com carros autônomos. As Cidades Digitais se dão pela combinação da inovação tecnológica, técnica e estratégia capaz de desenvolver projetos que beneficiem a vida da sociedade e a evolução da cidade como um todo, integrando as áreas e informações.

O Brasil segue seu caminho a passos lentos, claro, mas o importante é que não estamos parados. No Rio de Janeiro, há um centro de operações com 30 órgãos que monitoram o cotidiano da cidade durante 24 horas. A intenção é atender com mais agilidade incidentes e ocorrências, além de monitorar chuvas fortes passíveis de acarretar desastres naturais e acidentes de trânsito. São cerca de 560 câmeras espalhadas pela cidade. Outro exemplo de evolução é a prefeitura de São José dos Campos que, em parceria com a Ericsson, implantou uma plataforma que conecta 500 câmeras por 160 Km de fibra óptica para monitoramento 24/7.

Entre as tecnologias utilizadas nas Cidades Digitais estão soluções de infraestrutura e comunicações, como recursos ponto-a-ponto, que atuam por meio de rádios que funcionam nas frequências de 4.9 Hz, 5.4 Hz e 5.8 Hz. Com isso, é possível interligar as estações, inclusive nos pontos mais remotos. Esse caminho é ideal para locais que demandem a conexão sem fio como escolas e hospitais, por exemplo. A tecnologia Wi-fi é a mais utilizada, pois oferece uma conexão em alta velocidade e sem fios a uma frequência de 2.4 Ghz e 5.8 Ghz e uma taxa de transmissão de dados de 54 Mbps. Para grandes áreas urbanas que dependem da velocidade na conexão, o mais indicado é a tecnologia Wimax, de banda larga que também opera sem fio, mas com um alcance consideravelmente mais longo.

Soluções em nuvem para armazenamento de grandes quantidades de dados, infraestrutura de rede para dar sustentação às soluções e sistemas utilizados para fornecer serviços aos moradores, ferramentas de controle e gestão, segurança para toda esta gama de ferramentas digitais: a TI está disponível para fornecer o arsenal de recursos que as Cidades Digitais precisam para existir. Tudo isso pode tornar a vivência nas cidades muito mais aprazível, produtiva, estratégica, com benefícios para áreas das mais diversas, como transporte, saúde, educação, segurança pública, entre outras.

Falar em Cidades Digitais é falar na construção de um mundo mais inteligente, e a tecnologia é o cerne para atingir este objetivo.

A tecnologia em prol da educação

Cleber Calegari é Diretor Comercial - Educação do Grupo Binário

Cleber Calegari é Diretor Comercial – Educação do Grupo Binário

O maior desafio das instituições de ensino é aprimorar sua capacidade de gestão, o que envolve uma série de processos como otimizar recursos financeiros, agilizar a tomada de decisões estratégicas e garantir a segurança das informações e dos dados da organização. Ao mesmo tempo em que as soluções tecnológicas estão disponíveis a toda e qualquer instituição que necessita aprimorar esses fatores com ferramentas eficazes, o receio de que as mesmas substituam os educadores se torna um dos empecilhos para que as instituições evoluam.

Com relação à aprendizagem, ainda que a escola tenha mais autonomia nos processos educacionais, nenhuma transformação será eficaz sem educadores e profissionais da tecnologia que direcionem essas novas ferramentas juntos. O mesmo ocorre com a gestão da instituição, que necessita de gestores capacitados para administrar os novos instrumentos em prol da melhoria de todos os processos de forma integrada.

A tecnologia agrega não apenas valor à educação, mas proporciona uma nova forma de pensar e enriquecer as estratégicas pedagógicas e administrativas. Além disso, as ferramentas de inovação fortalecem a segurança e a precisão das informações de alunos, pais, comunidade, condições financeiras das famílias, etc. São esses dados que farão com que a organização execute seu papel enquadrada na realidade em que vive de fato.

Outro ponto fundamental refere-se à integração de todos esses dados em uma única solução, o que otimiza não apenas o tempo, mas a produtividade dos colaboradores e a possibilidade de que os gestores não se prendam ao operacional, direcionando sua expertise ao gerenciamento estratégico da instituição.

A gestão escolar por meio da inovação é fundamental para que as instituições sobrevivam não apenas à crise, como também aos desafios do tempo e da transformação da educação, processos essenciais para a evolução da sociedade.

Acompanhar ao mesmo passo tudo isso é o segredo para permanecer ativo e otimista diante do mundo em transformação constante. Nesse ecossistema de mudanças, multiplicidade e integração são os pilares do novo modelo educacional que precisamos construir com urgência não apenas no Brasil, mas no mundo todo.

Se antes podíamos dizer que os gestores não sabiam do que a tecnologia era capaz no quesito gerenciamento, hoje essa justificativa não cabe mais. Uma pesquisa realizada pela ADVANCE revelou que 95% dos entrevistados consideram a tecnologia como fator relevante para amenizar os efeitos da crise. Além disso, 84% deles estão insatisfeitos com seu Sistema de Gestão Educacional, considerando justamente a confiabilidade e a integração como pontos fracos.

Se mais de 62% dos entrevistados utilizam um sistema desenvolvido dentro da instituição, por que não abrir espaço para as ferramentas e soluções que foram criadas especificamente para o mercado educacional? É preciso mudar essa cultura com urgência, visto que o estudo também apontou que a maioria não pretende trocar de sistema, ainda que seja ineficiente e inoperante para a organização.

Portanto, investir em tecnologia é dizer sim para uma gestão participativa, uma mudança de contexto nas organizações já ultrapassadas e na dinâmica de ensino, que também não acompanha as novas gerações cheias de conhecimento, curiosidade e, claro, tecnologia.

Se a inovação tecnológica transformou a maneira como as pessoas consomem, trabalham, se divertem e se relacionam, por qual motivo a educação não acompanha esse processo? O fato é que temos um caminho valioso pela frente que passa pela gestão inteligente das instituições, pela comunicação eficiente com os alunos, metodologias ativas no ensino e pelos mais diferentes recursos educacionais interativos.

http://startupi.com.br/2016/06/tecnologia-vai-mudar-o-cenario-da-educacao-no-brasil/

http://itforum365.com.br/noticias/detalhe/118249/tres-tendencias-da-tecnologia-que-nos-levarao-a-educacao-do-futuro

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/10/22/1132674/principais-tendencias-educacao-futuro.html

http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=2075

http://unifia.edu.br/revista_eletronica/revistas/educacao_foco/artigos/ano2011/gest_tec.pdf

Estar à frente do cibercrime não é fundamental, é básico

Bruno Adorno é Gerente Comercial da B.U. de Segurança do Grupo Binário

Bruno Adorno é Gerente Comercial da B.U. de Segurança do Grupo Binário

O Brasil é a segunda maior origem e o segundo maior alvo do chamado ataque distribuído de negação de serviço (DDOS), que tem como objetivo sobrecarregar equipamentos de rede para que determinados sites e serviços saiam do ar. O dado foi divulgado em uma pesquisa recente, que também registrou uma média de 24 ataques por alvo no país, além de constar que as mesmas empresas sofreram mais de 100 ataques, sendo que uma organização chegou ao cúmulo de 188 ataques em um ano.

Outra pesquisa, denominada “Cost of Data Breach Study 2016”, mostra o Brasil como primeiro da lista de 12 países mais vulneráveis ao cibercrime, além de indicar que, dentre os ciberataques sofridos por companhias brasileiras, 30% envolveram negligência de funcionários às estratégias de segurança. Outros 30% foram ocasionados por falhas humanas.

Seguimos com mais dados que mostram um cenário gritante: no contexto geral dos ataques cibernéticos, estudo da PwC indica o Brasil na terceira colocação entre os mercados com maiores índices de sequestro de dados, tendo como principais alvos o varejo (59%), seguido pelas indústrias hoteleira/viagens e a de mídia e entretenimento (10% cada).
Perante indicações tão preocupantes, como se proteger? O que se pode fazer além de contratar softwares confiáveis de proteção, como antivírus e firewalls?

A resposta está na adoção de políticas de segurança sólidas, além de educar a equipe de colaboradores à cultura da proteção, começando por medidas simples como desconfiar de e-mails incomuns ou muito atraentes, atualizar aplicativos somente se forem disponibilizados pelos fornecedores credenciados da companhia e mediante aviso oficial, mudar senhas com frequência.

Acredite: investir em prevenção é muito mais vantajoso do que correr atrás do prejuízo. E que prejuízo: pesquisa do Instituto Ponemom mostra que o número de registros roubados de uma amostra de 33 companhias brasileiras entrevistadas aumentou de 3900 para 85400 entre 2015 e 2016, gerando prejuízo de R$ 4 milhões.

Estar preparado para os ataques é a dica de ouro. Soluções confiáveis de fornecedores referenciados devem ser adotadas e os colaboradores devem ser treinados para utiliza-las de forma responsável e produtiva.

Porém, mesmo com todos os cuidados, ninguém esta livre de ser atacado. Por isso ter na manga um plano de resposta a incidentes de cibersegurança é fundamental. Assim, quando um problema ocorrer, bastará acionar as práticas já estudadas e testadas, reduzindo muito o potencial de prejuízos.

O fundamental é evitar os riscos relativos à segurança da informação. Preparar-se para o pior pode evitar que ele aconteça ou, no pior dos cenários, melhorar as chances de recuperação rápida em caso de desastre. Estar despreparado pode significar prejuízo financeiro e, não bastasse isso, também perda de credibilidade da marca no mercado.

Soluções de segurança são, portanto, obrigatórias para qualquer empresa que deseje manter-se competitiva. Treinamento dos funcionários para estabelecimento de uma cultura corporativa voltada à proteção dos dados e da rede. Estar um passo à frente dos cibercriminosos não é mais uma vantagem, é uma necessidade básica.

Desafios e oportunidades da Internet das Coisas

Angelo Dias é gerente de contas do Grupo Binário

Angelo Dias é Gerente de Contas do Grupo Binário

Até 2020, a Internet das Coisas vai fazer girar cerca de 25 bilhões de dólares e o mundo terá mais de 20 bilhões de dispositivos conectados à rede, conforme divulgou o Gartner. Os números só confirmam a velocidade impressionante da sua expansão. No Brasil, segundo dados da IDC, essa movimentação será de US$ 7 bilhões, o que indica um aumento de 71% mais que no ano passado.

Analisando pelo lado da segurança, outra pesquisa – também do Gartner, divulgou que as despesas com segurança da Internet das Coisas chegarão a US$ 348 milhões esse ano. Em 2015, o número ficou em US$ 281 milhões. Ou seja, o aumento foi de 23,7%. Para termos uma ideia da grandiosidade do dado, se compararmos 2014 e 2015, o crescimento foi de apenas 4,7%. O estudo prevê que os gastos podem chegarão a US$ 547 milhões até 2018.

Mas, afinal de contas, temos motivos para tanta preocupação? Sim e não. Na realidade, muito embora as transformações nas rotinas das organizações sejam extremamente positivas, é preciso investir na segurança dos dados da empresa com mais afinco, pois à medida que essa tecnologia avança, os tipos de ataques também se modificam e se proliferam com maior facilidade.

Se os empresários treinarem as equipes quanto aos cuidados necessários ao criar redes de IoT, melhor serão os resultados. Além disso, se estamos falando em Internet das Coisas, devemos considerar que a agilidade na tomada de decisão ao enfrentar um incidente, por exemplo, deve ser ágil o suficiente para combater os prejuízos em tempo real, afinal, é dessa forma que os ataques acontecem.

Se temos um mercado que evolui de forma acelerada com desenvolvedores conectando cada vez mais processos, também temos um mercado de crime digital especializado em aproveitar toda e qualquer brecha que a vulnerabilidade das empresas proporciona. Desafios e oportunidades, são essas palavras que movimentam a Internet das Coisas. Ou seja, para aproveitar as oportunidades reais que a Internet das Coisas oferece (e oferecerá), é necessário estar preparado para enfrentar os desafios desse novo mundo.

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=42958&sid=18

http://www.vert.com.br/blog-vert/por-que-a-seguranca-e-um-empecilho-para-a-internet-das-coisas/

http://m.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=42327&post_data=&sid=15

http://www.fastcompanybrazil.com.br/como-a-internet-das-coisas-vai-influenciar-os-principais-setores-da-economia-global/

O que o mercado procura?

Luciana Brandão  é Coordenadora de RH do Grupo Binário

Luciana Brandão é Coordenadora de RH do Grupo Binário

O Brasil vive uma era de crises que prejudicam não apenas a economia do país, mas também a estabilidade de um mercado de trabalho em constante mudança. O setor de TI, ainda que sobreviva bem à recessão (e até apresente crescimento), está enfrentando um dilema chamado “escassez de profissionais”.

O perfil mudou, claro, mas a necessidade das empresas muda em uma velocidade maior, ou seja, o profissional precisa acompanhar o que o mundo corporativo demanda e atender às expectativas de quem procura o cara certo para desenvolver a tecnologia da sua organização. Algumas atividades seguirão em crescimento e tendem a evoluir muito mais do que as outras.

Uma função que já está em alta no segmento é o do gestor de capacidade. Mas o que ele faz? Ele é peça-chave por exercer a desafiadora tarefa de construir além de uma equipe para desenvolver demandas específicas, mas de incutir nesse grupo a importância do que fazem e a necessidade urgente de qualificação em todos os setores do mercado.

Além disso, esse profissional precisa ter determinação e facilidade de lidar com diversos tipos de pessoas, mantendo o equilíbrio dentro da empresa.

Outra atividade de destaque no mercado de TI fica por conta dos Arquitetos de Dados, projetam a sustentação para que as necessidades emergentes sejam atendidas com agilidade. Além disso os Engenheiros de Integração de Dados são os responsáveis para por integrar as soluções de dados e análises a partir de qualquer número de fontes.

É evidente que os profissionais da Segurança da Informação não ficariam de fora dessa lista, pois a proteção de dados já não é uma questão de opção, mas de necessidade para se manter vivo no mercado. Os especialistas desse setor podem garantir uma boa vaga em grandes organizações de comércio eletrônico, por exemplo.

Outras vagas que estarão em ascensão nos próximos anos são Programadores, especialistas de segurança, gerentes de Cloud, Hardware, software e especialistas em analytics e os chamados Artesãos Digitais, que são profissionais com perfil dinâmico, desafiadores, artísticos e capazes de rápidas tomadas de decisões.

Há espaço também para os especialistas em inteligência artificial e robótica, demandas que já saíram das telas dos filmes de ficção para a realidade das empresas e aplicativos. De acordo com um relatório do Pew Research Center, essas tecnologias serão utilizadas em nas nossas funções diárias em 2025, seja para saúde, alimentação e serviços.

Hosting, IaaS, Nuvem… A TI cresce em todos os setores em meio à crise

André Pastre é Gerente de Unidade de Negócios - Trust Advisor

André Pastre é Gerente de Unidade de Negócios – Trust Advisor

O setor de hosting e infraestrutura de TI irá encerrar o primeiro semestre de 2016 com uma população da ordem de 700 empresas e cerca de 4 milhões de sites hospedados, movimentando uma receita global de mais de R$ 1,2 bilhão até o final de 2016, alta de 7,5% sobre o mesmo período de 2015.

Os dados são da Abrahosting (Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura e Hospedagem na Internet) e indicam um movimento maior: o de investimento não apenas nestes segmentos, mas em soluções diversas de Tecnologia da Informação, para atravessar o momento de crise econômica.

São responsáveis por este movimento fatores como a progressiva digitalização dos negócios, com adesão cada vez maior de empresas de todos os portes, e o avanço da virtualização e dos serviços na nuvem, que posiciona a terceirização da informática como um fator de redução de custos para companhias de todos os portes e setores.

E corte de custos é música para os ouvidos corporativos em momentos como este, de uma recessão econômica que vem se aprofundando desde 2013. Logo, é de se esperar que a popularização de tecnologias como a cloud copmputing e a virtualização levem uma parte importante das verbas que as companhias antes despendiam em hardware e suporte local de TI.

E como a indústria pode se preparar para atender a esta demanda? Além de ofertar soluções tradicionais de hosting tradicional – para citar só um exemplo -, é bom ampliar o portfólio para as ofertas de valor agregado, compreendendo a terceirização de aplicações de gestão (ERP) e de infraestrutura virtual para a execução de aplicativos.

Um movimento de especialização necessário aos fornecedores que vem tomando cada vez mais forma – veja-se o crescimento da oferta de estruturas virtuais para e-commerce, data center, outsourcing de operações de missão crítica, permitindo o acesso a produtos e serviços desta linha a empresas de menor porte.

Para se ter uma ideia, os setores de infraestrutura de TI, governança e storage movimentarão R$ 90 milhões só no Brasil este ano. Expansão, segundo a Abrahosting, baseada no crescimento de soluções como software como serviço (SaaS), infraestrutura como serviço (IaaS) e plataforma como serviço (PaaS).

E se crescer é bom, manter o crescimento é melhor ainda. Assim, é bom que os fornecedores da indústria de hosting e infraestrutura de TI mantenham os olhos abertos para fatores associados ao bom funcionamento do setor. Um deles – e dos mais importantes – é o fator regulação. Discutir a responsabilidade jurídica pelo armazenamento de dados de terceiros, questões relacionadas a conflitos de copyright relativos a conteúdos hospedados são exemplos de temas que devem estar na mente dos fornecedores este ano.

Fatores políticos e tributários também vêm à tona. Para quem vende hospedagem, data center como serviço, aplicações em nuvem e serviços relacionados, o debate sobre a redução da incidência tributária sobre diversos segmentos da TI é fundamental.

Não apenas a indústria de hosting e infraestrutura de TI como serviço se beneficia de um mercado em crescimento e da discussão das questões que podem mantê-lo saudável: no final, todo o segmento de tecnologia é favorecido por tais questões.

A expansão da tecnologia em um momento de crise só evidencia a importância deste setor para todo o mercado. O fato é que recessão passará, e que a TI é um dos principais fatores que auxiliará as empresas a passarem por ela de maneira inteligente, garantindo condições de trabalho e competitividade.

Assim, quem apostar em TI neste momento estará mais apto a aproveitar o bom momento quando a crise terminar, ou seja: trata-se de uma aposta não apenas no presente, mas também no futuro, com vistas a impulsionar os negócios e a projetar empresas para a bonança após a tempestade.

Big Data e o seu negócio: uma parceria mal aproveitada

Diego Souza é Supervisor de TI do Grupo Binário

Diego Sousa é Supervisor de TI do Grupo Binário

Os sistemas de Inteligência de Negócios disponíveis no mercado são fundamentais para aprimorar a relação empresa-consumidor. Se tudo gira em torno da informação, e sabemos que é assim que funciona, por qual motivo ainda não aproveitamos tudo o que o sistema oferece? Bom, a resposta é simples: Não sei.

Poderia citar que os pequenos negócios sentem pesar o bolso só de pensar em um projeto de big data. No entanto, esse conceito é antigo e não condiz com a realidade. Primeiro, pelo fato de que novas soluções surgem a todo momento no mercado oferecendo uma flexibilidade maior de investimento. Além disso, com a tecnologia na nuvem esse custo reduz, pois, o hardware que analisa informações em pequena escala é totalmente dispensável.

Ok, já tenho um projeto de big data implantado na minha empresa, e agora? Bom, o próximo passo é usufruir de todas as ferramentas disponíveis. Um estudo recente divulgou que menos de um terço (27%) dos projetos dão lucro.

Além disso, 45% das iniciativas envolvendo grandes volumes de informações apenas cobrem os gastos. E não termina por aí, pois para piorar, 12% dos respondentes indicaram que estão perdendo dinheiro.

A primeira dica é que a estratégia precisa ser eficiente, ou seja, ter um plano estruturado que se adeque em sua totalidade ao negócio é fundamental. Os próximos passos norteiam o conhecimento do que é possível gerar, tanto em análises como na operacionalização, e de que forma minha empresa pode usufruiu 100% do que lhe é disponível.

Mas, então, como podemos tirar proveito da Big Data?

Aproveitando todos os dados de forma estratégica para alavancar o negócio, seja para verificar atrasos nos processos de compra ou venda, analisar entradas e saídas ou até para detectar possíveis fraudes nos processos. Estamos falando de um volume imenso de dados dentro e fora da empresa e do surgimento de novos dados com uma velocidade impressionante. Toda essa gama de informações serve para determinar o que está sendo feito e o que precisa ser feito para alcançar objetivos e metas.

Compreenda seus dados antes de qualquer ação, podendo remanejar estratégias, produtos ou direcionamentos.

Tenha sabedoria ao indicar quem irá receber esses dados e o que fará com eles em um primeiro momento. Ao criar um propósito de negócio, a empresa toda poderá usufruir dos benefícios desse gerenciamento de dados, que deve ser confiável acima de qualquer coisa.

Voltando ao estudo, vale ressaltar que 49% dos que indicaram grande envolvimento dos executivos disseram que suas iniciativas de Big Data são lucrativas, contra apenas 6% que não contam com apoio dos líderes corporativos, o que nos indica quem são os profissionais mais indicados para esse processo. Além disso, invista na integração não apenas de dados, mas de pessoas.

Quero dizer, proporcione uma dinâmica que envolva toda a sua empresa, desde os diretores até o estagiário, pois todos são fundamentais para a engrenagem funcionar com excelência. Por fim, e não menos importante, compreenda de uma vez por todas que os dados são os protagonistas da sua obra mais importante: o seu negócio.

 

Fontes:

http://computerworld.com.br/menos-de-um-terco-dos-projetos-de-big-data-sao-lucrativos
http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/2014/12/12/3-maneiras-de-contextualizar-a-big-data-no-dia-a-dia-dos-negocios.html
http://www.bigdatabusiness.com.br/cientista-de-dados-que-profissao-e-essa-2/
http://www.iopera.com.br/valorizando-seu-negocio-com-big-data-e-business-analytics/

50% das empresas implementarão BYOD para smartphones em 2017. Prepare-se para este cenário

Marcela Rodrigues é Gerente Comercial do Grupo Binário

Marcela Rodrigues é Gerente Comercial do Grupo Binário

O cenário de colaboradores que utilizam dispositivos pessoais como celulares, tablets ou notebooks para fins corporativos, já se tornou realidade nas empresas brasileiras.

O termo Bring Your Own Device (BYOD) não pode mais ser chamado de tendência, pois já é fato no mundo corporativo. Para tal, as empresas devem garantir o gerenciamento deste ambiente, afim de explorar os benefícios reais que o BYOD oferece, como o aumento da produtividade, o mesmo melhora o atendimento aos clientes e otimiza o tempo para realização das atividades. “Traga seu próprio dispositivo”, em uma tradução literal, é o presente e o futuro do mundo corporativo.

O que devemos discutir são as questões de segurança, a integridade dos dados da empresa, adequando a gestão eficaz da informação de acordo com os processos e políticas da companhia, que mantenha o equilíbrio entre a preservação das informações corporativas e a privacidade dos colaboradores. Aliás, essa é uma das maiores preocupações das empresas: evitar possíveis problemas causados pela escassez de um ou o excesso de outro.

Como podemos garantir que os colaboradores acessem seu ambiente digital de forma segura? O que é necessário para iniciar uma abordagem segura de BYOD, devemos debater os sistemas de segurança e gerenciamento de dispositivos, os chamados MDM (Mobile Device Management) ou EMM (Enterprise Mobility Management). Sem isso, somado ao mau uso da rede, os riscos podem ir além do desperdício de tempo dos colaboradores e chegar ao vazamento de informações importantes que deveriam permanecer dentro das empresas.

É necessário encontrar estratégias que se integrem à infraestrutura de segurança das organizações, muito embora saibamos que alguns funcionários ultrapassam essa barreira e burlam as políticas de privacidade das empresas. No entanto, riscos como utilizar wi-fi público ou aplicativos móveis sem segurança, por exemplo, devem ser minados das organizações com tecnologia e conscientização. A solução de MDM oferece um alto nível de gerenciamento, controle de permissionamento, políticas de segurança, configuração de VPN e Wi-Fi, túnel de aplicativos e entre muitas outras funcionalidades.

Em contraponto, como já falamos antes, muitas companhias se questionam qual é o limite para o monitoramento. Até onde devo ir? Até que ponto o colaborador deve ter privacidade ao utilizar dispositivos pessoais em seu ambiente de trabalho? E ao levar os dados da empresa para casa? Se essa é a sua preocupação, fique tranquilo. A justiça justifica a monitoração, pois compreende que a internet, o e-mail e os dados que pertencem à empresa devem ser respeitados e resguardados.

Assegurar a integridade dos dados da organização é prioridade, visto que a tendência é quase metade das empresas migrarem para o BYOD até o ano que vem, conforme divulgou a Gartner, empresa americana de consultoria. Segundo a pesquisa, 50% das companhias implementarão o BYOD para smartphones em 2017, por exemplo. Com isso, a alternativa de utilização dos dispositivos da empresa será eliminada. Sendo assim, a necessidade de garantir o equilíbrio entre profissional e pessoal é demanda que consideramos urgente.

Visto que o controle do tipo de informação que sai da empresa é indispensável, vale ressaltar que a conscientização também faz parte do processo. Ao rastrear um dispositivo é preciso informar aos colaboradores que o mesmo será monitorado, evitando problemas futuros.
Ademais, o conselho é aproveitar todos os benefícios do BYOD com segurança, aumentando a produtividade, promovendo bem-estar e gerando melhores resultados.

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=38425&sid=128#.Vzt0XWiDGko

http://www.rhportal.com.br/artigos/rh.php?rh=Empresas-Podem-Monitorar-O-Que-Os-Funcionarios-Fazem-Na-Web&idc_cad=xrcw4jl8y

https://blogjatefalei.wordpress.com/2015/07/24/monitoramento-da-internet-pelo-empregador/

http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=8096

http://blogbrasil.comstor.com/bid/264380/4-benef-cios-da-introdu-o-de-BYOD-nas-empresas

29 mil novos tipos de ciberataques… E aumentando!

Douglas Bento é Engenheiro de Sistemas do Grupo Binário

Douglas Bento é Engenheiro de Sistemas da B.U Segurança do Grupo Binário

Mais da metade – 63% – das empresas brasileiras não está preparada para as ameaças à segurança da informação, segundo uma pesquisa da Ernst & Young conduzida junto a 1755 executivos de TI de 67 países, incluindo o Brasil.

Conforme o estudo, todas estas empresas nacionais não têm planos para prevenção de ciberataques. Pior ainda: 43% delas não contam sequer com programas para identificação de vulnerabilidades e 45% não usam qualquer software capaz de detectar brechas em seus sistemas e bancos de dados.

Dentro desta realidade, o estudo projeta que as companhias levam em média 1 hora para começar a investigação de um possível ataque cibernético. Achou muito tempo? E é mesmo, mas saiba que, para 15% das avaliadas pela E&Y, a taxa sobe para mais de um dia.

Dados que preocupam, pois, enquanto as corporações não correm atrás dos recursos para se proteger, os cibercriminosos não param de criar novas e mais eficientes formas de atacar as estruturas, roubar e fazer mau uso dos dados. Um exemplo disso é outro estudo global que acaba de apontar que só no último trimestre de 2015 surgiram 29 mil novos tipos de ataques baseados em tráfego criptografado no mundo.

Malwares como os famosos ShyLock, Upatre e Zeus estão nesta leva, que utiliza o chamado SSL (Secure Sockets Layer) e o TLS (Transport Layer Security) para invadir os sistemas das empresas e causar estragos e prejuízos enormes.

Uma realidade paradoxal, já que a criptografia vinha sendo usada como recurso de segurança – e seu uso vem crescendo a uma taxa de 20% ao ano no ambiente corporativo, estima o Gartner.

Ou seja, o que era utilizado para proteger os dados agora é inversamente usado para facilitar a entrada de malwares nos computadores empresariais. E quando se relembra que 63% das companhias nacionais não têm políticas de prevenção a ciberataques implantadas e que 73% das globais não inspecionam o tráfego encriptado em suas redes a situação torna-se ainda mais preocupante.

Para fugir deste cenário perigoso, é preciso combater a tecnologia com tecnologia. Utilizar soluções de segurança para prevenir ações criminosas e combate-las à altura quando ocorrerem.

Investir em TI para segurança da informação é vital para o negócio. Um ataque cibernético pode fazer muito mais do que parar sistemas por um determinado período – o que já é bem ruim, pois descontinua os negócios e gera perdas, muitas vezes, gigantescas. Este tipo de crime pode afetar toda a cadeia da empresa, de seus fornecedores até seus clientes, passando por seus colaboradores de todos os níveis. Um vazamento de dados, por exemplo, pode expor a imagem da companhia ou de seus clientes e acabar com sua credibilidade no mercado, gerando uma aura de desconfiança quanto a seu controle e gestão.

É preciso estar consciente das vulnerabilidades da rede, das possibilidades de ataque existentes, das ameaças em curso no mercado, das tendências em cibercrime e em soluções para combate-lo.
Mesmo organizações que apostam em tráfego de rede criptografado não estão seguras. Relatório da CyberEdge, os hackers podem – e sabem muito bem como – aproveitar esta estrutura encriptada para seus propósitos escusos.

Passou da hora de investir em segurança. Se o que impede ou retarda tal investimento aí na sua empresa é questão de orçamento, como apontam 80% dos entrevistados pela E&Y, repense. Pode saber: correr atrás do prejuízo, reavendo dados, abafando crises criadas por seu vazamento, gerenciando e solucionando o mau uso dado aos mesmos e recuperando estruturas atacadas sai muito mais caro, em termos de dinheiro, tempo e esforço, do que se garantir com soluções que evitem a ocorrência dos ciberataques.

Pense bem nestes pontos, pois a indústria do cibercrime não para de evoluir. A cada dia, hackers desenvolvem nova e mais potentes formas de ataque. Além disso, quanto mais evolui o uso de dispositivos móveis e digitais nas empresas, quanto mais se lança mão da comunicação via Internet, mais aumenta o risco de exposição das redes às ciberameaças.

Invista, atualize seu parque de soluções de segurança da informação. Destaque profissionais para gerenciar esta parte, construa uma estratégia focada em prevenção e resposta, qualifique seus funcionários para agir corretamente em situações de risco ou na ocorrência de ataques. Estar à frente dos criminosos é, sem dúvida, o melhor caminho.

Fontes:

http://ipnews.com.br/aumenta-os-ataques-de-malware-que-usam-trafego-criptografado/
http://olhardigital.uol.com.br/fique_seguro/noticia/hackers-estao-usando-malwares-criptografados-em-ataques-diz-pesquisa/58246
http://www.bitmag.com.br/2016/05/empresas-brasileiras-nao-tem-tecnologia-para-prevenir-ciberameacas-diz-estudo/#TUIQmUqPDxAwEob9.99
http://www.investimentosenoticias.com.br/noticias/tecnologia/por-que-a-ciberseguranca-merece-atencao-no-mundo-corporativo