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2014: um ano sem limites para os serviços de TIC

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Em 2014, a previsão do IDC é que as empresas brasileiras ampliem seus gastos com TIC em 9,2% sobre 2013, o que irá somar US$ 175 bilhões. Nesta expansão, que posicionará o Brasil como quarto maior mercado mundial do setor, o segmento de serviços será um dos maiores impulsionadores, com fatia de 10% dos orçamentos e atrás apenas de software, que ficará com 11%.

Esta participação dos serviços se explica muito pela tendência de integração que vem sendo percebida no mercado já há algum tempo, e que ganha contornos ainda mais nítidos este ano. O mesmo estudo do IDC aponta para uma “terceira plataforma” de investimentos em tecnologia, que compreende computação em nuvem, aplicativos e dispositivos móveis, big data e redes sociais.

A análise é compartilhada por diversas fontes de mercado, e muitas delas, como os participantes da plataforma Open Stack, indicam que o caminho certeiro do mercado atual é a dissolução dos limites entre IaaS, PaaS e SaaS, entrando em uma onda de integração extrema, permeada por serviços de TIC, que otimizará investimentos do setor corporativo e ampliará a produtividade dele e dos fornecedores de tecnologia.

Nesta integração, a inovação contínua dos aplicativos voltados a alavancar a flexibilidade e escalabilidade da plataforma de nuvem, eliminando as fronteiras entre IaaS, PaaS e SaaS, terá papel fundamental.

As tendências também apontam que a adoção da Infraestrutura como Serviço aumentará drasticamente não apenas entre as empresas, mas também órgãos do setor público, já que soluções de IaaS facilitarão a combinação de diferentes soluções de virtualização, garantindo interoperabilidade e segurança ao ambiente híbrido.

São destinos inevitáveis para os caminhos que levaram à “nuvem orientada a negócios”, que nada mais é do que uma composição convergente entre as empresas de serviços em nuvem, os clientes que demandam controle sobre suas estruturas, com produtividade e sem perder o foco no core business, e o crescente reconhecimento dos sistemas de gerenciamento de regras de negócio como ferramentas imprescindíveis na orientação das tomada de decisões corporativas.

As análises das consultorias e especialistas de mercado não deixam margem para dúvidas: os investimentos em TIC se concentram gradativamente mais na convergência e integração, e os serviços de infraestrutura, gestão e suporte estão na base disso, auxiliando na revisão das atuais operações de TI e no redesenho das mesmas para que assumam modelos mais escaláveis, rentáveis e seguros.

A tecnologia voltada ao provisionamento e à prestação/gestão de serviços ao usuário. É este o cenário de 2014, senhoras e senhores. Todos prontos para participar do show?

Referências: http://goo.gl/LFFeFr e http://goo.gl/WV8kqE

O pré-vendas na base do sucesso da negociação

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

A atuação de uma equipe de pré-vendas perspicaz, analítica e atenta é chave para o sucesso de uma negociação e, por consequência, de um projeto.

Por quê? Porque, para atender bem a um cliente é preciso, primeiro, entender bem o cliente, compreender sua demanda e como supri-la, despertando, assim, o interesse do comprador.

Vai dizer que você – infelizmente – nunca viu um projeto não ser fechado pela dificuldade de compreensão ou mesmo pela falta de levantamento das reais necessidades da empresa contratante? A boa notícia é que esta é uma realidade perfeitamente mutável, desde que se preste atenção a algumas informações importantes, que devem ser levantadas antes mesmo da primeira visita ao cliente.

Vamos a elas:

– Saber que tipos de produtos e/ou serviços da sua área de atuação aquele cliente costuma comprar, de quem e como o faz, normalmente;

– Para isso, buscar informações sobre as últimas compras realizadas;

– Imprescindível: buscar conhecimento sobre os motivos dos pedidos perdidos;

– Analisar o cenário em que o cliente está se projetando (entender se, por exemplo, é afetado por acontecimentos políticos correntes, época de chuva ou seca, eventos esportivos etc);

– Conhecer seus gostos pessoais (empatia é tudo!);

– E, é claro: conhecer os concorrentes do cliente (afinal, você é o fornecedor que poderá equipará-lo a concorrentes fortes ou dar a ele um diferencial sobre os mesmos).

Seguindo este roteiro básico, será mais fácil identificar a necessidade do cliente e ofertar a solução mais apropriada ao momento dele. Com isso, não apenas estará cumprida a principal tarefa do pré-vendas como também dado o primeiro passo para garantir o sucesso e eficácia de um projeto.

Lembre-se: enquanto consumidores, compramos benefícios, e não somente o produto em si. Certo? Logo, venda o benefício – afinal, se o cliente perceber o quanto tal produto ou serviço trará para seu negócio, irá deseja-lo e, a partir daí, a conclusão da venda será só uma questão de tempo. Bingo!

Todas as empresas possuem problemas, e isto, que para elas é uma dor de cabeça, para você, caro pré-vendas, é uma oportunidade e, para aproveitá-la, é preciso ter o discernimento para entender estes problemas e um discurso alinhado para oferecer seu produto/serviço como a solução para eles.

Em outras palavras, é sua missão, pré-vendas, fazer com que a sua oferta seja para o cliente um artigo de primeira necessidade. Vai encarar?

2014: tendências indicam feliz ano novo para TIC

Edson Cardoso é gerente de pré-vendas do Grupo Binário

Edson Cardoso é gerente de pré-vendas do Grupo Binário

Um próspero ano novo! O mais tradicional entre os votos de entrada de ano é a definição de 2014 para o setor de TIC, segundo projeções das grandes empresas de pesquisa e análise mercadológica.

De acordo com o Gartner, por exemplo, o ano vai bombar para os fornecedores, já que as empresas estarão dispostas a gastar em TIC 3,9% a mais do que em 2012, somando US$ 3,7 trilhões de investimentos. Isso levando-se em conta câmbio constante – se avaliado o ajuste cambial ano/ano, o aumento nos gastos direcionados ao segmento passa para 4,2%.

Só no Brasil, este aumento deverá ser da ordem de 3,6%, também segundo o Gartner, somando alcançando US$ 129,7 bilhões, e, deste total, a maior fatia deve ir para serviços de Telecom, que levarão algo em torno de US$ 78 milhões em 2014 (1,8% a mais do que no ano que acabou de encerrar).

As aplicações móveis ficarão com US$ 22,4 bilhões do budget de TIC das empresas brasileiras, uma alta de 1,7% sobre 2013.

Outras áreas que chamarão atenção serão os serviços de TI, com investimentos na casa dos US$ 21,2 bilhões (elevação de 11,2% ano sobre ano) e data center, com US$ 3,2 bilhões (aumento de 4,9 % na comparação anual).

Os investimentos em software chegarão a US$ 5 bilhões em 2014, 9,2% acima do que foi gasto neste segmento em 2013.

Muita gente comprando, muita gente fazendo, certo? E é com base nessa lógica que a demanda por profissionais de TI vai manter o patamar de alta este ano, de acordo com o Guia Salarial 2014 da empresa de recrutamento especializado Robert Half.

Conforme o levantamento, a valorização estratégica de profissionais de recursos humanos, setor jurídico e de tecnologia aumentou muito nas empresas de todos os portes, e, para estes últimos, os salários de cargos de direção deverão subir até 9% no ano que inicia.

Já para os gerentes de TI a previsão é de aumento salarial na faixa de 4,5%.

Ainda segundo a Robert Half, o ano também será muito próspero para profissionais de implementação de sistemas, negócios e infraestrutura, além de especialistas em ERP e analistas de infraestrutura.

Outra projeção, esta mesclando estudos das consultorias Michael Page, Hays, Randstad Technologies, Robert Half e CTPartner, mostra que as tendências deste ano, em termos de especialização/contratação, estarão nas áreas de cloud computing e virtualização, programação e desenvolvimento de aplicativos, armazenamento de dados, BI e Big Data, com destaque para especialistas em gestão e filtro de redes sociais.

Outra área que será altamente demandada, conforme as consultorias, é a de mobilidade. Para ter uma ideia da importância dada ao setor, de acordo com os estudos, os profissionais e empresas da área precisam pensar aplicações a partir de um cenário projetado sem computadores, composto apenas por dispositivos móveis.

O IPv6 também verá seu “boom” em 2014, especialmente devido ao conceito de “Internet das Coisas”, que tende a inflar a nuvem de aplicativos e urls gerados, requerendo estrutura e espaço para isso.

Segurança da informação também entra nas tendências de investimento e contratações do ano, conforme as consultorias.

Apontamentos promissores para reverter um ano que foi considerado quase em uníssono pelos gestores globais como “difícil”, muito em função das oscilações cambiais, revisão negativa de projeções de crescimento e estagnação macroeconômica geral que culminaram na contenção dos investimentos em TIC.

Ao que indicam as pesquisas e projeções iniciais, uma boa fatia disso está represada para 2014. Pois bem, janeiro está aqui e estão abertas as comportas. Se vamos surfar altas ondas ou enfrentar algumas tempestades, não há como saber, mas dicas não faltam para equipar o barco, preparar os navegadores, ajustar o leme e zarpar.

Marco Civil: bandido ou mocinho?

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

O Marco Civil da Internet é uma iniciativa legislativa, surgida no final de 2009, para regular o uso da Internet no Brasil, por meio da previsão de princípios, garantias, direitos e deveres de quem usa a rede, e da determinação de diretrizes para a atuação do Estado.

Considerado assunto de prioridade altíssima pelo governo federal desde as denúncias de ciber-espionagem realizada por órgãos de inteligência dos Estados Unidos, o projeto ganhou novos holofotes, entrou em pauta de urgência na Câmara de Deputados, com possibilidade de ser votado a qualquer momento, o que inflamou o debate sobre o tema, que é para lá de polêmico.

Por quê? Por diversos motivos. Vamos a eles.

O Marco Civil aborda itens como privacidade, retenção de dados, neutralidade, função social da web e responsabilidade civil de usuários e provedores, todos assuntos espinhosos quando se permeia universos tão amplos quanto a Internet e todos os seus fornecedores e consumidores.

Não por menos, o tema foi um dos assuntos centrais da última Futurecom, maior evento de telecomunicações da América Latina, no qual a divergência de opiniões sobre o projeto de lei veio à tona com força total.

Para as Teles, por exemplo, é unânime uma opinião: novas normas para a web serão úteis, desde que baseadas em princípios já consolidados.

O que gera discordância é o ponto da neutralidade, incluindo no coro dissonante também provedores de rede e de conteúdo, porque o projeto do Marco Civil prevê que “todo o tráfego de informações deva ser tratado da mesma forma, navegando à velocidade contratada pelo usuário na sua operadora” e que “o responsável pela transmissão dos dados deve tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem, destino, serviço, terminal ou aplicativo”.

Para a operadoras, a isonomia complica o lançamento futuro de planos com pacotes de dados segmentados. Ou seja: o melhor seria garantir acesso neutro, desde que o usuário pudesse escolher o tipo de pacote que bem entendesse, pagando pela banda de que necessita e sabendo que, quanto mais banda, mais caro – é a vida.

Além disso, as teles requerem para si o direito de gerir suas redes livremente, com todas as informações necessárias, e alegam que a infraestrutura de rede é um recurso finito, que pode sobrecarregar e ocasionar problemas de funcionamento para o usuário final se não houver restrições de pacotes de dados. Trocando em miúdos, para as operadoras, a limitação da rede pode ser gerida com a indução à eficiência de uso por meio de preços diferenciados.

Menos contraditório ao atual projeto do Marco Civil, vêm empresas como o Google, que durante a Futurecom se apresentou por meio de Marcel Leonardi, seu executivo no Brasil, destacando que a regulamentação do uso da Internet não é novidade em muitos países, incluindo os Estados Unidos.

Para ele, o Marco Civil garante proteção ao usuário, segurança jurídica e é, inclusive, generoso ao não incluir muito detalhamento e abrir espaço para regulamentações de cada setor específico.

Outra voz contrária ao discurso das operadoras é a da Abranet, entidade representativa dos provedores de acesso, serviço e informações.

Para a associação, o Marco Civil ajuda a não haver discriminação de usuário, nem privilégio de conteúdo, e assegura facilidade no alcance de um serviço de qualidade por facilitar a gestão do tráfego na rede.

E você, tem uma opinião formada sobre o Marco Civil? Vamos debater este assunto tão importante para tantos setores?

Apps Corporativos x Customer App

 

Sergio Igarashi é Analista de Programação do Grupo Binário

Sergio Igarashi é Analista de Programação do Grupo Binário

Você já deve ter ouvido ou lido a expressão “App Corporativo”. Mas saberia definir o que é, ou diferenciá-lo de um App comum (Customer App)?

“Apps Corporativos” são aplicativos para smartphones e tablets desenvolvidos com o objetivo de facilitar, agilizar e integrar processos dentro das companhias, aumentando a produtividade e reduzindo os custos.

Acompanhando o crescimento massivo de aplicativos, assim como o consumo de dispositivos móveis, o mercado gerou não somente uma grande necessidade de suporte a smartphones e tablets, como também inúmeras possibilidades de potencializar os processos das empresas que os possuem. E, hoje, temos grandes companhias que investem no desenvolvimento desses Apps.

Você pode estar se perguntando: “Mas que tipos de processos são esses?”. E a resposta é simples: “São as atividades que os colaboradores de uma empresa exercem”. Como estas:

Pedido de compras:
Atividade: registrar os pedidos dos produtos que os clientes comprarão;
Método convencional: preencher um formulário, registrar no sistema e gerar o pedido do cliente;
Método “mobilizado”: preencher um formulário em um tablet, que o envia automaticamente ao sistema e ainda oferece a opção de consulta em tempo real do estoque dos produtos;
Benefícios: economia de papel, velocidade na tomada dos pedidos, acesso a informações on-line, produtividade no registro.

Vistorias:
Atividade: avaliar um local, imóvel ou acontecimento e gerar um laudo com observações da vistoria;
Método convencional: preencher um formulário, registrar a vistoria no sistema, gerar o laudo e entregar ao cliente;
Método “mobilizado”: preencher a vistoria em um tablet, que a envia automaticamente ao sistema para análise;
Benefícios: tempo para gerar o laudo reduzido, o vistoriador não precisa carregar blocos de formulários para preencher e ainda pode utilizar a câmera do dispositivo para tirar fotos e anexar ao formulário.

Fluxo de aprovações:
Atividade: aprovação de solicitações e pedidos;
Método comum: acessar o sistema interno, consultar pedidos e efetuar a aprovação;
Método “mobilizado”: receber as solicitações em tempo real no seu smartphone (pessoal ou corporativo) e aprovar pelo próprio dispositivo;
Benefícios: velocidade das aprovações e praticidade, pois poderá aprovar solicitações sem a necessidade de notebooks ou PCs. Tudo integrado ao sistema de aprovações.

Por meio desses exemplos, ficou mais claro enxergar os benefícios de trabalhar com Apps Corporativos? As atividades mencionadas representam uma pequena parcela dos processos de uma empresa. É importante avaliar bem todo o negócio antes de implementar um aplicativo corporativo.

Para isso, recomenda-se uma consultoria com um profissional especializado, que analise todo o processo da empresa, identifique os obstáculos e as oportunidades para desenvolvimento de um aplicativo adequado. Tudo isso, com foco no retorno do investimento para a empresa.

DDoS: cresce a ameaça às redes globais

brunoadorno

Bruno Adorno, Gerente de Negócios no Grupo Binário.

Esta semana o Brasil foi apontado pelo estudo “State of the Internet”, realizado pela Akamai, como um dos dez Top 10 na geração de ataques na Internet.

Destaque em um ranking sem nada a comemorar: conforme a pesquisa, que avaliou o tráfego de redes de 175 países ou regiões no segundo trimestre deste ano, tendo a Indonésia como líder, com 38% dos ataques, enquanto o Brasil vem em 8º, com 1,4%, mostra que a maior parte dos ataques informados por usuários foram DDoS (Distributed Denial of Service, na sigla em inglês, com 318 reportes.

O DDoS determina ataques distribuídos de negação de serviço, ampliando a abrangência do DoS (Denial of Service), em que o hacker tenta tornar os recursos de um sistema indisponíveis para seus utilizadores, tendo como alvos típicos servidores web.

No ataque distribuído, um computador é determinado “mestre” da ação, e pode ter sob seu comando até milhares de computadores, que se tornam seus “zumbis”, impedindo acesso massivo a páginas e serviços diversos, que ficam indisponíveis para os usuários.

No período analisado pela Akamai, pela primeira vez as portas mais vulneráveis a este tipo de ataque não foram 445 (Microsoft-DS), que ficaram em terceiro lugar, mas sim 443 (SSL HTTPS) e 80 (WWW HTTP) – esta última, a mais vulnerável do trimestre, com 24% dos ataques recebidos.

Dos ataques DDoS registrados na amostra analisada para o estudo, 134 foram apontados por grandes corporações, incluindo instituições financeiras, seguidos por 91 do segmento de comércio, 53 de mídia/entretenimento, 23 de TI e 17 do setor público.

Preocupante? Sim, e ainda mais: outro estudo, esse da Arbor Networks, indica uma evolução constante dos ataques deste tipo, com volume de 47 Tb/segundo monitorados em momentos de pico de tráfego IPv4 no terceiro trimestre de 2013, número 46% maior do que no mesmo período de 2012.

Ainda na comparação anual, em 2013 um ataque DDoS médio tem alcançado 2,64 Gb, crescimento de 78% sobre 2012.

Mais do que combater, a preocupação com este tipo de ameaça tem de estar na prevenção, por meio de monitoramento constante, já que não há invasão do sistema, mas sim invalidação por sobrecarga.

Olho vivo no sistema, que pode ser forçado por um DDoS a reiniciar ou consumir todos os seus recursos de memória ou processamento, e na mídia de comunicação entre os usuários e o sistema, que pode ser atacada para não permitir esta interface.

Tecnologias para o controle, não faltam. IPS/IDS, IPsec/SSL VPN, NAC, soluções de Behavior Analisys, DNS para gerenciamento IP (IPAM), entre outras, são uma sopa de letrinhas que pode alimentar a segurança de sua organização. Bom apetite, digo, bons – e seguros – negócios!

Networking: Como construir uma boa rede profissional?

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Hoje em dia, as pessoas estão cada vez mais usando a internet para construir relacionamentos. Essas relações virtuais deve ser um complemento na vida de um profissional, e podem contribuir para um networking mais rico, incluindo, além de executivos de decisão, pessoas que atuam em outras áreas, empresas, com experiências e culturas diferentes.

 Para construir um bom circulo de contatos, alguns dizem que devemos ser pessoas mais expansivas, outros dizem que para ter bons relacionamentos depende de quem você conhece e ainda tem aqueles que dizem que os grupos profissionais são cheios de jovens.

 Na realidade, são muitos os “mitos” impostos e, para conquistar uma boa rede, você precisa eliminá-los, expondo suas habilidades: seja competente, inovador, profissional, flexível, alcance credibilidade pelo seu trabalho, seja ético e o principal: seja você!

A colaboração entre funcionários e empresa

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Rose Oliveira é gerente administrativa do Grupo Binário.

Em artigo para InformationWeek EUA, Jacob Morgan, fala sobre os desafios mais comuns encontrados pelas organizações em implantar plataformas e desenvolver tecnologias colaborativas: “muitos funcionários não utilizam as ferramentas ou a adesão cai rapidamente logo depois”.

Morgan explica que há muitas razões para os funcionários não abraçarem completamente as ferramentas de colaboração e lista algumas maneiras eficazes para as companhias lidarem com este desafio. Sugiro a leitura do artigo na íntegra no link: http://informationweek.itweb.com.br/13396/como-introduzir-a-colaboracao-entre-seus-funcionarios/

Outro desafio comum encontrado pelas empresas é como manter seu colaborador motivado ao decorrer do tempo. Para solucionar essa questão, todo o processo na companhia deve ser de troca entre as gerências e seus funcionários.

Os colaboradores precisam sentir que todo o time tem adotado uma forma mais evoluída de trabalho e a ações de comunicação interna são um caminho para que isso aconteça. Um marketing agressivo que faça com que as ideias dos colaboradores sejam recebidas, tratadas e que eles tenham um retorno sobre elas pode ser um bom começo. Assim, os colaboradores se sentirão parte dos processos da companhia.

Outsourcing e as operadoras

Thales Cyrino é diretor de serviços da QoS

A essência do outsourcing está para conseguir um serviço de melhor qualidade, em menor tempo e com o menor custo. Porém, se analisarmos estas três variáveis: qualidade, tempo e custo, chegamos a conclusão que é praticamente impossível conseguir otimizar as três.

Muitas empresas pensam em terceirizar ou realizar o outsourcing de uma de suas atividades com o objetivo de alcançar estas três metas. O que muitas vezes observamos é que quando não atingem uma delas voltam atrás e deixam de realizar o outsourcing. Por isso, antes de tomarmos a decisão de fazer ou não o outsourcing de uma de nossas atividades, devemos avaliar com calma o que queremos: melhor qualidade, menor custo ou agilidade? Na maioria dos casos é possível conciliar duas destas, e em poucos casos é possível conciliar as três.

Outro ponto de grande polêmica é quais atividades devemos realizar o outsourcing, em minha visão, devemos, somente e com certeza, realizar os que servem de apoio a atividade principal da empresa.  Nunca devemos incluir nessa lista atividades estratégicas e atividades fim.

Atividades simples, como serviço de limpeza, que não afeta em geral a atividade de uma empresa é um exemplo bem conhecido de outsourcing, existem muitas companhias que prestam serviço de limpeza terceirizado.

Agora, imaginem a seguinte situação: Sua empresa contrata uma determinada companhia para o serviço de limpeza diária, e quando você percebe outra companhia está realizando o serviço. Soa estranho, não? O que seria isso? Isso é uma quarteirização, ou seja, o outsourcing do outsourcing, o outsourcing de uma atividade fim. Na minha concepção, esse tipo de relação de serviço parece sem sentido, mas vem acontecendo em grandes empresas de telecomunicações no país.

Pare para pensar, quando sua empresa contrata um link de uma operadora, quem o instala? Um funcionário da operadora? Até aí tudo bem. Quando você liga para o Call Center, quem te atende?  Quem opera a rede? Quando a rede é concebida, quem concebe? Qual a atividade fim das operadoras?

Sou a favor do outsourcing das atividades das operadoras desde que não sejam das atividades fim, e quando estiverem muito relacionados às atividades fim, seja tratado com uma consultoria complementar, mantendo sob o seu controle a inteligência, a segurança e a qualidade do serviço. Se continuar da forma que está, em pouco tempo, as operadoras se tornaram apenas empresas de investimentos.

O Crescimento no mercado de TCI em 2012

Luiz Fernando Kasprik é gerente de divisão do Grupo Binário

Independente da crise mundial e da desaceleração da economia nos Estados Unidos, o mercado brasileiro de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) continuará crescendo em 2012. Analista preveem que o segmento no país registrará taxa de aumento acima de dois dígitos, com projeções entre 10% e 13%.
(Fonte: ComputerWorld)

Existem visões diferentes por parte dos vários agentes que avaliaram as perspectivas para 2012. Incomum entre elas está o fato de que não teremos retração, o que em si só já é bastante alentador e protege os investimentos feitos até 2011.

A tônica, olhando com um pouco mais de refinamento, será a integração decorrente do crescimento acelerado do mercado de mobilidade e seu consequente aumento de aplicações e serviços em cloud.

Nos sentimos preparados e alinhados com estes desafios e investimentos em 2012. Vimos preparando nossa estrutura na BinarioMobile, bem como efetuamos diversos investimentos em contratação e capacitação de nosso time técnico e comercial.

Sejam muito bem vindos aos desafios de 2012!