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Chegou a hora do Big Data/Analytics. Logo, invista em infraestrutura e segurança.

Douglas Bento é Engenheiro de Sistemas do Grupo Binário

Douglas Bento é Engenheiro de Sistemas da B.U Segurança do Grupo Binário

Ninguém que fale em transformação digital pode ignorar o advento da mobilidade como um dos fatores que desencadeou muitas das grandes mudanças a que estamos assistindo. Desde que conseguimos levar nosso trabalho e nossos dados para praticamente qualquer lugar, novas possibilidades foram surgindo. Computação em nuvem, movimentos como BYOD, a interação das redes sociais, BI, tendências, novas ferramentas e inúmeras outras soluções vêm mudando não só a vida pessoal no dia a dia, mas também o mundo dos negócios. E, para muitos especialistas, este cenário desenhou “a hora” de Big Data/Analytics, em muito graças à Internet das Coisas (ou IoT, da sigla em inglês para Internet of Things).

Há pelo menos dois anos se fala na Internet das Coisas, para muitos, uma grande revolução. Ela trata, basicamente, da integração entre diferentes dispositivos a partir de sensores conectados a hardware e software com grande capacidade de processamento e de armazenamento. Essas “coisas” (uma infinidade de dispositivos e equipamentos como relógios, roupas, carros, eletrodomésticos, casas, etc.) geram dados, se comunicam. Assim, todas as luzes ou o sistema de segurança de uma casa podem ser monitorados à distância, por exemplo. Um refrigerador “inteligente” pode mostrar, na tela da porta, quais os itens que estão em falta – pode até mesmo gerar uma lista de compras baseado no que a família consome habitualmente.

Num cenário que é cada vez mais complexo, com um volume e um fluxo de dados cada vez maiores, equipes e lideranças de TI buscam novos processos e soluções a implementar – com a pressão de sempre manter as operações em funcionamento. A tecnologia segue sua evolução, constante e ininterrupta, criando sempre mais possibilidades. Aos executivos cabe pensar em como utilizar as novidades na área de TI alinhando as tendências tecnológicas de maneira a atender as demandas e estratégias de negócios das suas empresas.

A IoT promete aplicações praticamente infinitas, mas traz um grande desafio: há que se ter tecnologia de sistemas e ambientes de infraestrutura tecnológica preparados para suportar o crescimento contínuo desse mundo da mobilidade, para que os dados gerados por bilhões de dispositivos possam ser transmitidos via conexões seguras e com confiabilidade – assim, a infraestrutura e a segurança são fundamentais, sempre – a fim de serem analisados e interpretados, de modo a se transformarem em informação útil e valioso.

Estima-se que os dados digitais cresçam cerca de 150% ao ano – e esta “abundância de dados” é o detalhe para que muitos analistas digam que chegou a hora de Big Data/Analytics. Graças à IoT. Como? Se considerarmos que a maior parte destes dados não é estruturada, veremos que não é fácil tê-los integrados nas bases de dados relacionais que as organizações usam. Já os dados gerados pelas “coisas” são estruturados, ou seja, não é necessário criar novos softwares ou aplicações para estes dados, pois os sensores que os emitem têm um layout definido. Então eles podem ser incorporados com mais rapidez às bases de dados que temos. E a criação de novos algoritmos que transformem os dados desestruturados em informações úteis que possam ser ligadas à inteligência dos negócios se torna mais eficaz. O resultado? O uso pleno destes dados, em tempo real ou num tempo que se aplique à eficiência dos negócios.

As aplicações, cada vez mais, serão desenvolvidas e programadas para trabalhar com um gigantesco e contínuo fluxo de dados, que precisarão ser processados. Pense em adotar soluções e ferramentas de Big Data e Analytics: a Internet das Coisas dará o impulso necessário para que estes movimentos ganhem força e se estabeleçam. Mas também pense, e muito bem, na infraestrutura para isso tudo. Sistemas precisam de uma infraestrutura sólida para rodar com bom desempenho, logo, investir em armazenamento e redes seguros, robustos e confiáveis é o caminho para o sucesso.

Parece óbvio, já que os dados só têm importância se podem ser transformados em informações de valor, ou seja, úteis. Internet das Coisas e Big Data significam volumes avassaladores de dados em um formato conhecido oferecendo informações de qualidade (Analytics) no tempo certo – de acordo com as demandas do negócio. Sem, é claro, esquecer da segurança. E o seu negócio já está preparado?

Unified Communications: economia, produtividade e crescimento

Leonardo Mezzanotti, Systems Engineer do Grupo Binário

Leonardo Mezzanotti, Systems Engineer do Grupo Binário

O crescimento expressivo dos dispositivos móveis e conectados, que em 2016 deverão atingir uma base de 7,8 bilhões segundo pesquisas globais, aumenta a necessidade de soluções que organizem e tornem eficiente este ambiente de equipamentos, especialmente no mercado corporativo.

Neste cenário, as comunicações unificadas e soluções de colaboração despontam: até 2019, estas ferramentas receberão investimentos da ordem de US$ 17,38 bilhões, conforme o relatório Mobile Unified Communications and Collaboration Market, da empresa de pesquisas MarketsandMarkets.

E o motivo principal é a conveniência e praticidade trazidas por estas soluções ao ambiente empresarial. De acordo com o relatório, as companhias que projetam investir em Comunicações Unificadas apostam em aumento da produtividade. E esta percepção é tão presente que não apenas grandes empresas estão atentas a esta tendência: as pequenas também começam a notar os benefícios e a se interessar por esta tecnologia.

Como as ferramentas de Unified Communications (UC) aumentam a produtividade? Tornando o ambiente mais integrado e aproximando pessoas. Esta tecnologia possibilita reunir equipes separadas geograficamente em call conferences ou vídeo conferences com alta qualidade de áudio e vídeo, evitando que a distância se torne um empecilho para a produção.

Além disso, as soluções aumentam a colaboração entre as equipes, oferecendo recursos para que projetos sejam trabalhados durante as reuniões à distância da mesma forma que o seriam presencialmente – boas ferramentas de UC trazem funcionalidades para que os times interajam com os projetos apresentados, podendo fazer adições, modificações, evoluções nos arquivos a partir de qualquer lugar.

Sem falar na economia gerada. Com as soluções de UC, que possibilitam integrar equipes espalhadas geograficamente em reuniões embasadas em recursos de alta qualidade, as empresas economizam em transporte, evitando o deslocamento desnecessário ou excessivo de profissionais.

Tanto que o levantamento mundial “Estado da Comunicação” mostra que infraestruturas de comunicação baseadas em IP geram para as organizações uma economia de 43% em relação aos sistemas tradicionais de PABX. No estudo, 90% dos entrevistados destacaram ferramentas de colaboração IP online, comunicações unificadas (UC) e videoconferência IP como suas tecnologias favoritas.

Já a pesquisa da MarketsandMarkets mostra também que, ao longo dos anos, as ferramentas de Comunicações Unificadas evoluíram muito no quesito “experiência do usuário”, com interface e recursos cada vez mais fáceis de usar, o que tem intensificado a utilização destas soluções nas empresas, movimentando o mercado e melhorando a comunicação intra e inter-escritório.

Os abundantes recursos da tecnologia de Unified Communications e Colaboração – voz, vídeo, web, mensageria, chats, e-mail, entre outros – pode ser um motor de crescimento não apenas para a competitividade das empresas usuárias, como também para tendências de mercado, como a da virtualização da força de trabalho.

Não à toa, este mercado chama atenção e tende a crescer a uma taxa composta de 27,5% nos próximos quatro anos. Ponto para as companhias que apostarem em UC.

BYOD se consolida no Brasil. Isso é bom?

Marcela Rodrigues é gerente Comercial da BinarioMobile

Marcela Rodrigues é gerente Comercial da BinarioMobile

Agora vai! Um estudo realizado pela consultoria Integrare 360º aponta que quase 70% das empresas que possuem estratégias de BYOD no Brasil têm planos para ampliar os investimentos até o ano que vem, sendo que 57% delas querem dar um up de até 10% em seus aportes nesta área. A pesquisa foi feita entre 23 de novembro do ano passado e 13 de março deste ano com 73 companhias, das quais 34% faturam acima de R$ 1 bilhão.

A tendência de trazer o seu gadget de casa e sincronizá-lo com as ferramentas de seu ambiente de trabalho já vinha de mansinho conquistando espaço, mas agora virou realidade nas empresas brasileiras.

Ainda existe – com legitimidade – a cautela em relação à segurança corporativa, uma vez que ainda é tênue a linha que separa a proteção do descontrole sobre os conteúdos acessados e o uso feito deles fora das estações convencionais, já integradas às políticas de segurança das corporações.

Entretanto, até este ponto vem sendo flexibilizado pelas companhias que participaram do estudo: para elas, este desafio será superado em função da alta adesão dos colaboradores as estratégias de BYOD definidas pelas companhias.

Por que este cenário começou a mudar e, efetivamente, a caminhar a passos largos no país? A palavra de ordem é “produtividade”. Tanto que as empresas ouvidas já estão esperando um ganho de produção de 67%, sendo que 57% delas preveem uma melhoria no atendimento aos clientes e 50% ainda apostam em mais eficiência nas tarefas de gestão.

Ter a possibilidade de trabalhar em diferentes áreas do escritório, ou até mesmo fora dele, dá um ganho de qualidade, maior eficiência e agilidade na tomada de decisões. O levantamento produzido pelo ConsumerLab diz que sete em cada dez gestores de tecnologia já colocaram o mobile como prioridade nos negócios.

Estar disponível em tempo integral, tanto para a sua equipe, quanto para os clientes, além de ter acesso a dados importantes em tempo real, dá uma vantagem competitiva muito importante no mercado.

Já por outro lado, para os gestores de Tecnologia da Informação este crescimento do BYOD traz preocupação – sim, aquela mesma focada na segurança da informação. Na pesquisa, 60% deles afirmaram ter este pé atrás com BYOD, enquanto 54% ainda procuram pelo modelo mais adequado de estratégia a seguir para definitivamente implantar a prática em suas empresas.

Outro estudo, levado a cabo pela Aruba Networks em 23 países, questionando mais de 11.500 trabalhadores, indica que nove em cada dez (87%) acreditam que seus departamentos de TI (seus fiéis escudeiros) irão protegê-los de ameaças, mas 31% dizem já ter perdido dados pelo uso indevido de dispositivos móveis. O levantamento também negligências como compartilhamento do dispositivo, falta de proteção com senhas… Ao que parece, os CIOs têm realmente com que se preocupar.

Toda a discussão se resume à criação de uma nova forma de gerenciamento do BYOD. Nesta tendência, em que não há um monitoramento completo dos equipamentos por parte das corporações (já que o dispositivo é pessoal, lembre-se: YOUR OWN device), a intervenção das empresas tornou-se menor, seu poder de controle e decisão sobre as práticas realizadas nas máquinas diminuiu. E lá vão CIOs, CEOs e toda a turma rever políticas de segurança, já que este é o único caminho para acompanhar o crescimento do BYOD sem ser atropelado por ele.

A saída é um real entendimento entre as partes. Certificar-se de que sua tão bem elaborada nova estratégia de segurança e produtividade será conhecida e compreendida por todos os colaboradores é a chave do sucesso nessa empreitada. Verificação é outra máxima a ser seguida: mantenha olho vivo para saber se as regras, de fato, estão sendo implementadas, se se realmente viabilizam a utilização das novas plataformas de trabalho e aumentam a produtividade e, principalmente, se cobrem todas as zonas de risco.

Ademais, é aproveitar o boom do BYOD no Brasil para dar a ignição em novas formas de produzir e gerar bons resultados.

Fontes:
http://goo.gl/M7sK2P
http://goo.gl/HzPFww
http://goo.gl/qATCK8
http://goo.gl/ye66GR

Por que o 4G brasileiro ainda não embalou?

Renata Natali é do suporte de pré-vendas do Grupo Binário

Renata Natali é do suporte de pré-vendas do Grupo Binário

No mundo, as aquisições de linhas da tecnologia de 4G já ultrapassaram os 498 milhões. Na América Latina, os números chegam a poucos mais de 12 milhões, sendo que 6,765 milhões – mais da metade do total – se concentram no Brasil. Apesar do aumento de 488% nas linhas de tecnologia de quarta geração, os países latino-americanos ainda possuem uma porção ínfima do mercado mundial.

Lá em 2013, a presidente Dilma disse que implantaria a tecnologia 4G no país antes da Copa do Mundo. Já estamos em abril de 2015 e isso ainda está longe de se concretizar. Mas calma, o cenário não é dos piores: temos, sim, vários problemas e a infraestrutura de 4G ainda é incipiente, mas nossa internet móvel de quarta geração é mais rápida do que a de países com a tecnologia já estabelecida, como Estados Unidos e Japão, segundo um estudo da OpenSignal referente a novembro de 2014 e janeiro de 2015.

Mesmo assim, enquanto no mundo o 4G é realidade e já ultrapassou o número de linhas 3G, por aqui mal o 3G superou o 2G, e com placar apertado: 51% a 49%.

É, não deu para atingir o cenário proposto em 2013. Temos uma nova previsão, agora para 2018: o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, em discurso no Congresso, disse que a meta é que em três anos o 4G, hoje presente em 52 cidades, chegue a mais de mil municípios. O desafio é fazer que os brasileiros que ainda usam 2G migrem para o 3G ou pulem direto para o 4G.

Como fazer isso? A palavra inicial é “infraestrutura”. E isso envolve investimentos de duas frentes, do governo e das empresas de telecomunicações.

Para as telcos, há o problema de que a frequência de 4G se propaga menos do que frequências mais baixas, o que demanda investimentos mais altos em infraestrutura. E se o custo sobe, o interesse cai – veja os adiamentos seguidos de leilões de frequências de 4G que já tivemos nos últimos anos.

Fora que o próprio 3G não funciona da melhor forma possível em todo o país, com o que as operadoras ainda nem capitalizaram o suficiente sobre a tecnologia que já se torna ultrapassada.

Difícil ou não, a transição terá de ser feita. Ou a promessa de um 4G com velocidades assombrosas e baixas latências, como o dos asiáticos e europeus, continuará… Bem, uma promessa.

Novos números da mobilidade, novas chances para o seu negócio

Marcela Rodrigues é gerente Comercial da BinarioMobile

Marcela Rodrigues é gerente Comercial da BinarioMobile

Até 2020, o mundo terá 4,6 bilhões de usuários de serviços móveis, número que hoje fica em 3,6 bilhões, segundo estudo da GSMA. O crescimento parece muito palpável, já que no ano passado 1,2 bilhão de smartphones foram vendidos globalmente, conforme o Gartner, representando dois terços das vendas totais de telefones celulares.

A mobilidade é um caminho sem volta mesmo. Um caminho muito bom, diga-se de passagem. E caso você esteja se perguntando “bom para quem?”, saiba que a resposta correta é: para quem souber aproveitar.

Vejamos: se hoje temos 3,6 bilhões de usuários ativos de serviços de mobilidade, trata-se de um número considerável, mas ainda com larga folga para expansão, já que o total de linhas móveis ativas em todo o mundo é de 7,1 bilhões. Ou seja, há 3 bilhões e meio de linhas para as quais vender produtos e soluções, e este é com certeza um ótimo dado para ser transformado em cifra, ou melhor, cifrões.

Como chegar nisso? Enxergando e oferecendo possibilidades. Todo dispositivo conectado pode interagir. Com sites, com serviços, com outros dispositivos, com o que você imaginar e a sua tecnologia permitir entregar.

Uma enorme possibilidade em aberto é a de interação comercial. Venda e permita a compra via mobile. E-commerce, e-payment, m-payment. A era do dinheiro virtual e do dinheiro móvel está aqui para ser aproveitada.

Algumas empresas já estão de olho bem vivo nisso. A gigante de crédito Mastercard, por exemplo, que esta semana declarou que todo e qualquer dispositivo conectado servirá para fazer compras.

É, você leu bem: todos. Em tempos de Internet das Coisas, isso faz pensar que daqui a pouco estaremos usando o liquidificador para comprar o leite e a banana da vitamina. Assustador? Não, ao contrário, encantador e muitíssimo oportuno.

E a comunicação máquina-a-máquina? Outra chance em aberto. Pelos dados da GSMA, a base de conexões M2M aumentará 25% entre 2014 e 2020 na América Latina, e o Brasil vai liderar este movimento.

Pense no consumidor móvel. Mova esforços para ele. Determine seu nicho de atuação, é claro que nem todas as empresas poderão vender para quem compra pela televisão ou pela geladeira conectadas, mas todas terão a chance de vender para alguns – sim, com certeza mais de um – dispositivo móvel.

Seus produtos e serviços, sua empresa, ainda não podem ser acessados via mobile? Isso precisa mudar, ou em breve seu negócio parecerá um daqueles comércios onde a falta de uma simples máquina de débito e crédito estupefaz, mas é real. Quando não acompanhada pela infame plaquinha “apenas dinheiro e cheque”.

Não fique obsoleto. Aproveite as oportunidades que o BOOM cada vez maior da mobilidade abre para os negócios. Só na América Latina, a penetração de smartphones saltará de 32% em 2014 para 68% em 2020, e no Brasil o aumento será de 38% para 72%.

Fique de olho, suas vendas agradecem – ou agradecerão.

Fontes:
http://goo.gl/BdGsWa
http://goo.gl/lAE6ri
http://goo.gl/FAVj09

Pense, planeje e invista bem em TIC

Martha Leite é gerente de negócios do Grupo Binário.

Martha Leite é gerente de negócios do Grupo Binário.

A empresa é muito pequena, ainda. Ou já é grande o suficiente. Ou é média, está em expansão e o momento é de aguardar. Há sempre um questionamento a ser feito, um ponto (ou muitos) a ser analisado na decisão por investir em TIC. Sendo assim, decidi fazer uma análise hoje que pode ajuda-lo a pensar no melhor momento para fazer estes investimentos aí na sua companhia. Para isso, vou me embasar em experiência própria, avaliação do mercado e visões de especialistas. Vamos lá.

Há pouco tempo, ouvi de especialistas ligados a uma das maiores associações de empresas de TIC do país que a decisão pela hora certa de investir em tecnologia deve levar em conta três pontos: os objetivos dos gestores do negócio, o nível de amadurecimento organizacional da empresa e as exigências do mercado.

Concordo. Vamos avaliar o primeiro quesito. Quais são as suas metas para a empresa – quer mais produtividade, resultados e economia, com certeza, mas já pensou nas formas para conquistar isso tudo?

A tecnologia é um meio certeiro para chegar a estes fins, sim, mas pense bem por qual via você pretende trafegar. Abra o leque de opções tecnológicas que o cenário atual oferece e analise as que melhor se encaixam aos seus objetivos corporativos.

Se você quer mais processamento, capacidade de hospedagem e espaço físico livre, a virtualização e a cloud computing estão à sua disposição. Se o incremento das suas vendas está freado por falta de assertividade no público, timing e formato de oferta, entre outras tantas variáveis deste item, boas alternativas serão softwares de Business Inteligence (BI), Business Analytics (BA), Customer Relationship Manager (CRM) e o Big Data (estude-o e verá que se trata de muito mais do que um conceito, e que há dentro dele muitas opções cabíveis e não cabíveis a cada momento da sua companhia).

Vamos ao segundo ponto, amadurecimento organizacional. Administração pura. Liderança, planejamento, responsabilidades, definição de metas e processos.

Como está este quadro na sua empresa? Se a sua resposta for vaga, provavelmente seu negócio ainda esteja no caminho do amadurecimento, e neste sentido o investimento em tecnologia precisa ser muito bem pensado, pois há soluções que poderão auxiliá-lo neste crescimento e outras cuja adoção seria pré-matura para o atual cenário corporativo. Por exemplo: se hoje você tem processos muito redondinhos na matriz, mas as filiais têm gestão desintegrada, cada uma utilizando um sistema, padrões e procedimentos diferentes, então um ERP poderá ser uma boa solução.

Há softwares deste tipo disponíveis no mercado para todos os portes e segmentos de negócio. Desde que compatível com o seu, podem ser uma mão na roda na hora de padronizar ações, unificar sistemas, congregar documentações e informações, expandindo o controle geral.

Por outro lado, se a empresa é pequena, com poucos funcionários, e está se virando muito bem com os sistemas básicos, não é o momento de investir em um software robusto, de ROI longo, que poderá trazer a sensação de custar mais do que entregar num primeiro momento.

Vai de você avaliar o estágio de amadurecimento da sua organização. E este é um dos pontos mais críticos no momento de decidir pelo investimento em TIC.

Terceiro ponto, exigências do mercado. Deixei este por último pois não vejo como leva-lo em conta sem antes passar bem detalhadamente pelos outros dois. Afinal, é muito importante considerar as demandas e movimentos do mercado, mas essencial olhar para dentro de casa e saber o que está e o que não está pronto para atender as primeiras e seguir os segundos.

Quanto às demandas, o que cabe é estudar seu cliente, seu público alvo, e não partir para a oferta até que ajuste todos os ponteiros do seu negócio para faze-la corretamente e, especialmente, cumpri-la em todos os quesitos. Nada pior do que um fornecedor que promete e não entrega.

Sobre os movimentos, as tendências de mercado, muita calma. Não é porque todo mundo está falando na famosa transformação digital que você precisa sair correndo para ter todos os conceitos divulgados pelo último relatório do Gartner aí dentro da sua companhia. Esta transformação existe, sim, é muito importante e pareada por diversas tecnologias – muitas delas já citadas aqui neste post, como Cloud Computing e Big Data.

Entretanto, o mais relevante dela é a busca por alinhamento da TI aos negócios, por estreitamento entre estas áreas a ponto de torna-las intrínsecas uma a outra.

Pense nisso, direcione seus esforços para isso. Como a TI que você fornece pode ser aliada direta do negócio – gestão, venda, resultados, dinheiro em caixa – do seu cliente? Ou como a TI que você usa pode se aliar desta forma ao seu negócio? Se não se alia, o que comprar para chegar neste objetivo?

Outro especialista da área, o analista da consultoria Oliver Wyman, Andre Galesi, afirma que o “custo do dinheiro” no Brasil é muito acima da média mundial, e que a tecnologia precisa trabalhar para reduzir isso nas empresas. É um ponto de vista muito interessante, que vem bem a calhar com tudo o que estamos falando aqui. Ao pensar em investir em TIC, avalie que a hora certa será quando a solução ou serviço em questão virá para otimizar seus processos, permitindo fazer mais com menos custo, usar melhor os recursos que virão e os que já existem de forma inteligente e potencializada. Potencializar não é necessariamente economizar no investimento, mas com certeza o será no uso das soluções investidas.

Antes de investir, avalie para que lugar de seu negócio ou do negócio de seus clientes se destinará cada real destinado à tecnologia. Inovação é muito importante, e você precisa participar dela. Apenas, saiba que isso não significa pular na onda e sair surfando, vá com cautela, analise todos os pontos e decida bem embasado. Se achar melhor, há profissionais especializados para orientá-lo no planejamento e na decisão – que, quando tomada com todo este critério, certamente será assertiva.

Fontes:
http://goo.gl/FVqq8n
http://goo.gl/0NBnC6

O consumidor mudou, a TIC ajudou, e você, já se adaptou?

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão - Data Center

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão – Data Center

Três tendências tecnológicas moldaram um novo modelo de consumo, ditado não apenas por quem compra, mas também e principalmente pelas interações realizadas por este consumidor. São elas: mobilidade, cloud computing e social media.

Como? Assim: estas três áreas possuem um ponto convergente, que é a colaboração entre os usuários. Não basta mais o consumidor pesquisar itens de seu interesse e comparar preços pela Internet, ele agora o faz pelo navegador do smartphone e dali mesmo já compartilha sua experiência nas redes sociais, colhendo informações sobre o produto ou serviço em questão, sobre o fabricante, o vendedor, a empresa de entregas e toda a cadeia que trará a mercadoria até ele.

É um mundo novo e para se manterem competitivas as empresas de TIC terão de entende-lo e se adaptar na velocidade da mais recente moda do Facebook – qual é ela mesmo? Ah, já passou.

Vamos começar pelo básico: o público não está mais só lá no lado dele, ele está aqui dentro da sua empresa, basta que ele acesse seu site ou visite sua página em alguma das redes. Sendo assim, o que ele vai encontrar? É importantíssimo cuidar da sua presença virtual, atentando para que o conteúdo de seu website seja claro e informativo, e o de suas redes sociais, contributivo e útil para o seu consumidor.

Colaborar com a boa informação do cliente tornou-se um atrativo. Fornecer dados e análises que o auxiliem não só em suas decisões de compra, mas em suas atividades profissionais e pessoais, é um novo apelo de venda e uma poderosa ferramenta para tornar seu negócio um referencial de mercado. E ser simpático também: tenha postagens convidativas, que atraiam seu público pelo visual, conteúdo e criatividade. Em rede social, chamar interação é melhor do que chamar atenção. #ficadica

Seu público alvo é comprador de TIC corporativa e não curte nem compartilha a ideia de navegar nas mídias sociais? Fale-me mais sobre as campanhas massivas feitas nestes meios por gigantes como Apple, Dell, IBM e SAS, sobre o fato de que dentre as empresas que usam rede social no Brasil, 63% são da área de informação ou comunicação (segundo estudo do CGI.br) e de que para 79% dos usuários de redes sociais da América Latina, posts de marcas ou de conhecidos sobre marcas e produtos são fator decisor de compra (dados da Oh! Panel).

Retomando a convergência das três forças do novo consumo, vamos envolver a cloud computing e outra tendência trend topic do momento, o Big Data, nas mídias sociais.

O Brasil é líder disparado no uso de redes sociais, com 84% de participação, e isso gera dados – muitos, muitos dados. Você pode monitorar estes canais para identificar preferências, comportamentos, incidentes, contatos, grupos de interesses, uma infinidade de coisas que, armazenadas e analisadas, serão úteis para planejar soluções e ofertas.

Armazenar, porém, é custoso, e para transformar este limão em uma lucrativa limonada a quantidade de empresas que migrarão suas infraestruturas de TI para a nuvem nos próximos três anos vai nada menos do que dobrar, como constata pesquisa da IBM com o instituto Economist Intelligence Unit.

Toquezinho em 140 caracteres: os mais rápidos na adoção da cloud computing terão vantagem na criação de produtos, de serviços e na captura de novos mercados, diz o estudo.

Muita gente já se deu conta disso, basta ver que dos 500 empresários ouvidos para o levantamento, 16% afirmam já investir em nuvem para inovar os negócios, ampliar a atuação para novos nichos de negócio ou se reinventar nos mercados em que já atuam. Outros 35% garantem que o farão até 2015.

A mobilidade, terceiro ingrediente da composição do novo consumidor, vem como a cobertura desse bolo todo. E como toda boa cobertura, é abundante: no Brasil, foram 272,72 milhões de acessos móveis no primeiro bimestre de 2014 (Anatel), dos consumidores entre 25 e 34 anos, 45% usam smartphones e, destes, 32% acessam a Internet mais no telefone do que no computador e 21% só acessam pelo celular (Google).

É mole? Seu produto, seu serviço, sua empresa, seu nome, sua marca estão o tempo todo sendo vistos, comparados e, se você fizer direitinho seu papel do lado do fornecedor para um novo modelo de consumo, comprados.

Aquela máxima do “foco no cliente” pode ser tradicional, mas não fica velha jamais. É ela que está na mesa novamente, determinando sua vantagem ou desvantagem competitiva. Seu cliente agora é um ser cheio de olhos, ouvidos e bocas, pois o que ele vê e ouve chega por muitas fontes e o que ele fala repercute em todas elas, mais os contatos de cada uma. É uma rede extensa demais para sua empresa ficar de fora, não é não?

Fontes:
http://goo.gl/LvSnu9
http://goo.gl/IVL9F8
http://goo.gl/9LxOOK

Recomendações para adotar SDN com tranquilidade

Edson Cardoso é gerente de pré-vendas do Grupo Binário

Edson Cardoso é gerente de pré-vendas do Grupo Binário

As redes definidas por software (ou Software Defined Network – SDN) vivem ainda um estágio embrionário no mercado, muito em função de dúvidas acerca das tecnologias aplicadas, serviços relacionados e, principalmente, o impacto trazido sobre as estruturas de rede pré-existentes – afinal, ninguém quer um modelo de rede que, para inovar, anule investimentos legados.

Mesmo engatinhando, a SDN vai ganhando espaço e mostrando a que veio: um conceito que permite ver, orquestrar e gerenciar a rede como um todo, que substitui a limitação física de programar e conectar hardware por hardware pela criação de uma estrutura virtual, baseada em software, e que vai muito além do data center, com implantações voltadas a Edges e WAN, estabelecendo-se como o modelo propício à cloud computing.

É verdade que toda novidade traz consigo uma dose de receio, e é por isso que é importante seguir algumas dicas no momento de avaliar a adoção de SDN. Em primeiro lugar, não compre qualquer oferta de SDN sem antes fazer testes piloto da solução, pois são eles que mostrarão se algum ponto da sua atual estrutura e organização poderá ser comprometido com a mudança e que passo dar para contornar este percalço sem prejuízo.

Além disso, o Gartner recomenda que você avalie todos os potenciais benefícios de SDN para seu negócio. Avaliou? Ok, agora vá para os riscos – sim, eles existem, e um provável é o de taxar sua antiga estrutura simplesmente como obsoleta. Exija de seu fornecedor uma análise criteriosa de aproveitamento e potencialização do legado.

Outro risco refere-se à segurança. Sobre a sua rede física, você e sua equipe de TI já mapearam os gargalos e definiram todas as regras. Pois é, isso precisará ser feito novamente, agora de olho na nova rede definida por software, que tem demandas e requer políticas específicas.

Envolva as equipes de segurança, de gestão de servidores, de armazenamento e de virtualização na avaliação de SDN. Somente isso garantirá uma abordagem padronizada do novo conceito adequada ao seu negócio, indica o Gartner.

E por falar em equipes, a palavra capacitação tem de ser um novo mantra para sua empresa. SDN é novidade, lembre-se. É preciso treinar, qualificar, seus times para lidar com ela. Até para que seus engenheiros de rede não se sintam ameaçados pela inovação.

A criação de redes virtuais eficientes, cuja estrutura baseada em software possibilita a entrega de dados, aplicações e gargalos muito mais rapidamente às equipes de gestão, agilizando a tomada de decisões e solução de problemas, quase que traduz o conceito SDN diretamente como economia de tempo e dinheiro. E pode ser exatamente isso, se sua empresa avaliar cautelosamente todos os benefícios e riscos desta inovação e, principalmente, se ou quando precisará migrar para ela.

Nos próximos 2 anos: Gastos de TI com tecnologias móveis devem aumentar 54%

Marcela Rodrigues é gerente Comercial da BinarioMobile

Marcela Rodrigues é gerente Comercial da BinarioMobile

Os gastos de TI com tecnologias móveis devem aumentar mais de 50% nos próximos dois anos. Este dado foi revelado em estudo recente realizado pela CIO Strategic Marketing Services e Triangle Publishing Services e patrocinado pela Oracle. A pesquisa entrevistou 414 executivos de TI de vários países e revelou que à medida que as organizações aderirem à mobilidade, aumentará também o índice de desenvolvimento, implementação e despesas para comportar aplicativos e dispositivos móveis.

O levantamento mostrou que hoje as áreas de TI registram um gasto médio de US$ 157 por dispositivo, por funcionário. A expectativa é que esse custo chegue a US$ 242 nos próximos dois anos, o que representa um aumento de 54%.

Nenhuma outra tecnologia teve ascensão tão rápida quanto a dos dispositivos móveis conectados aos sistemas empresariais. Com a mobilidade, as empresas enfrentam pressões vindas de seu público interno para aumentar a produtividade e dos seus clientes, que precisam suprir suas necessidades e demandas. Sendo assim, as companhias precisam se desdobrar para acompanhar o acelerado ritmo de desenvolvimento dos aplicativos, que seguem a todo vapor.

A segurança continua sendo a principal preocupação, especialmente, na hora de adotar o modelo “traga seu próprio dispositivo” (BYOD, na sigla em inglês) nas empresas. Entre os entrevistados, 93% citaram a perda de dados e outras falhas de segurança relacionadas a dispositivos móveis.

As empresas estão recorrendo mais à gestão centralizada em vez de deixar a segurança por conta dos usuários. De acordo com a pesquisa, nos próximos dois anos, as organizações estarão mais focadas na criptografia de dados de dispositivos (10% a mais do que hoje), na centralização das atualizações e solução de falhas (11% mais), na limpeza remota dos dados (11% mais) e no bloqueio de recursos (18% mais).

A pesquisa revelou ainda que embora 29% do tempo de desenvolvimento de TI seja dedicado aos aplicativos móveis de front-end, mais de 70% do tempo é gasto na integração, segurança, testes de garantia de qualidade e trabalho de design.

Na pesquisa foi possível observar que a adoção de tecnologias móveis está ganhando uma importância cada vez maior nas companhias, e essas têm reconhecido que os aplicativos são uma nova maneira de desenvolver e manter relacionamento com os clientes.

 

Listei abaixo outros pontos do estudo:

– Os aplicativos móveis mudam continuamente. De acordo com a pesquisa, 35% das empresas de médio e grande porte atualizam seu portfólio de aplicativos mensalmente, enquanto outros 34% os atualizam a cada trimestre. Mais de quatro quintos (82%) dos entrevistados esperam que esses índices aumentem nos próximos dois anos.

– Os entrevistados indicaram que uma parcela correspondente a 44% do seu portfólio de aplicativos é desenvolvida internamente;

– Para 75% dos participantes da pesquisa, a nuvem/nuvem híbrida é “relativamente importante” ou “muito importante” para a implementação de aplicativos móveis. As tecnologias de Cloud Computing incluem PaaS (Plataforma como Serviço) e uma plataforma de aplicativos empresariais móveis com base na nuvem;

– Segundo 84% dos entrevistados, vendas e marketing, bem como os clientes, são os stakeholders de maior influência nos aplicativos móveis hoje em dia, seguidos pela área de TI, como apontam 82% dos participantes.

 

Fontes:

http://bit.ly/1tWldeK

http://bit.ly/V1hxcM

 

Prestador de serviços, seu erro pode custar caro – muito caro

Leandro Bastos é gerente de Engenharia

Leandro Bastos é gerente de Engenharia do Grupo Binário

Cento e trinta bilhões de dólares por ano. US$ 130 bilhões. Em número ou por extenso, a cifra é espantosa, e ainda mais se soubermos que não se trata de ganho, mas de custo. Isso mesmo: uma pesquisa da ClickSoftware realizada no segundo trimestre deste ano junto a 1.197 empregados de empresas norte-americanas mostrou que este é o valor do prejuízo que estas companhias têm anualmente em função da perda de tempo de seus colaboradores com questões relativas à má prestação de serviços por fornecedores terceirizados.

A perda de produtividade média nas companhias avaliadas para o estudo chega a somar cerca de US$ 900 por empregado por ano. Pudera: os entrevistados revelaram perder até 30,8 horas por ano só esperando por algum retorno dos prestadores de serviços a chamados abertos.

O dado, que já é ruim, se agrava quando os relatos indicam que, mesmo após aguardar em fila pela resposta do fornecedor, em 38% dos casos este acaba não sabendo solucionar o problema naquele atendimento. Por conta disso, 32% das reclamações dos entrevistados para o estudo se voltam ao fato de ter que contatar o prestador uma segunda vez para pedir solução de um mesmo percalço.

A causa disso está, muitas vezes, na raiz do atendimento: 35% dos respondentes da pesquisa afirmaram que o representante com quem falaram não entendeu sua demanda e 12% disseram ter dificuldade para agendar visitas de reparos.

Em tempos de leis de defesa do consumidor cada vez mais rígidas, é de se pensar que o papel do fornecedor de serviços também precise de revisão quanto à qualidade entregue ao cliente. Para o prestador de serviços de TIC, então, está é uma exigência ainda mais presente, por duas razões: uma, a criticidade dos ativos atendidos para a continuidade dos negócios das empresas, e outra, o crescimento das reclamações contra o atendimento deste setor , com as telecomunicações quase sempre liderando as listas de Procons de todos os Estados brasileiros.

Não à toa, a própria Anatel já tomou providências, lançando no começo de Julho passado um novo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações, que enrijeceu as exigências às empresas de telefonia, Internet e TV por assinatura. Entre outras mudanças, agora elas são obrigadas a retornar ligações de clientes quando a chamada cai em meio ao atendimento (lembram do custo do tempo perdido com fila de espera e chamados não atendidos? Pois é).

Na TI, quesitos de atendimento também precisam ser constantemente pensados e reforçados. O levantamento Global Customer Service Survey, da Interactive Intelligence, por exemplo, mostra que de 1462 consumidores e 459 profissionais de TIC ouvidos no Brasil, Austrália, Canadá, Alemanha, África do Sul, Suécia, Reino Unidos e Estados Unidos, as expectativas dos clientes e a preocupação dos fornecedores de serviços não estão alinhadas.

Por exemplo: enquanto 61% dos prestadores de serviços destacam uma resposta de voz interativa como fator principal de atendimento ao cliente, entre os consumidores este item não passa dos 37% de valorização. Para quem contrata serviços de TI, o mais importante é conseguir falar rapidamente com um atendente (64% das respostas), entender e ser entendido pelo o agente ao telefone (75%).

Dados que podem se traduzir em ganhos, visto que 64% dos entrevistados para o Global Customer Service Survey afirmaram que recomendariam experiências positivas de fornecedores de serviços a outros usuários e cerca de 45% disseram ter a qualidade de atendimento e resolução de demandas como fator principal de decisão de compra.

É bom, portanto, ter em mente a melhoria contínua de seus processos de atendimento e resolução de problemas de clientes. E é bom pensar em como absorver ou reduzir o custo disso, pois a mesma pesquisa da Interactive Intelligence mostra que os consumidores não estão lá muito dispostos a pagar por isso: dentre os ouvidos, só 10% aceitaria pagar para ter um nível superior de serviço e 16% pagariam se o preço fosse considerado razoável.

E se depois disso tudo você já está aí maquinando mil planos megainovadores para incrementar o atendimento, saiba que não é preciso nada de mirabolante. De acordo com o estudo da ClickSoftware, o que o consumidor mais quer é atenção e foco na resolução de seu problema – dois em cada cinco dos entrevistados revelou que ficaria muito feliz se o prestador os atualizasse sobre andamento dos chamados e compartilhasse estimativas precisas sobre o entendimento, extensão e solução da demanda.

Já na pesquisa da Interactive Intelligence o conhecimento dos atendentes acerca das demandas apresentadas seria a cereja do bolo para 48% dos entrevistados, que inclusive afirmam que mudariam de fornecedor caso o agente não fosse suficientemente instruído ou não demonstrasse empenho para resolver seu problema.

Viu? Não é preciso uma revolução baseada em projetos ultramodernos para melhorar a qualidade dos serviços. Uma boa equipe de prestadores capacitados, canais de comunicação à disposição do consumidor e atenção aos prazos de atendimento já elimina boa parte da dor neste processo. E, de quebra, ainda pode elevar seu prestígio nas mídias sociais: 37% dos consumidores de serviços ouvidos para o Global Customer Service Survey usa estas redes para compartilhar experiências positivas com seus fornecedores. Como nem tudo são flores, 29% deles também as usam para falar mal quando ficam descontentes. Resta ao prestador avaliar seus processos de atendimento e escolher se entra na turma dos Likes ou dos Unlikes.

Fontes:

http://goo.gl/9J4J2q

http://goo.gl/1S3Sq4

http://goo.gl/URQZdK

http://goo.gl/PQsAhZ