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Apps: um mercado em expansão

Sergio Igarashi é Líder de desenvolvimento

Sergio Igarashi é Líder de desenvolvimento

Fala a verdade, nos últimos tempos, toda vez que você entra na internet para ver o que está acontecendo no mundo, pelo menos uma notícia ou dica é sobre aplicativo móvel, não é?

Os apps já se tornaram tão parte do nosso dia-a-dia que a cada ação que temos logo vem à mente que já deve existir um aplicativo que a faça de maneira mais fácil e rápida: eis que você faz uma busca e ponto! O aplicativo existe e vai resolver a sua vida, pelo menos naquele instante!

Um dos mercados que mais cresce no mundo, a indústria de aplicativos móveis já movimentou US$ 68 bilhões até o momento. Segundo pesquisa da Appnation, até 2017 o mercado de apps deverá gerar receita de US$ 151 bilhões e não vamos chegar a esse número apenas com aplicativos para smartphones e tablets, as smart Tvs e os carros conectados vão colaborar para impulsionar ainda mais o segmento.

Usamos apps para várias finalidades, entre elas, encontrar amigos antigos, realizar transações bancárias e até nos lembrar de beber água! Sim, existem aplicativos que te ajudam a manter uma vida mais saudável e regrada, te avisando que precisa fazer exercícios físicos, comer uma saladinha e, inclusive, se hidratar.

Existem mais de 1,8 milhão de aplicativos disponíveis, para todos os tipos de usuários. Alguns, bastante curiosos, como este citado acima. Veja mais alguns exemplos:

Ex Alarm – se o despertador tocar e você não acordar, o aplicativo liga para o seu ex-namorado (a). Mas, fique tranquilo, você pode mudar a opção de contato: seu chefe, professor e sogra podem entrar nesta lista.

Waze – GPS com compartilhamento de informações. Os próprios usuários podem enviar alertas comunicando acidentes, desvios na pista e até mesmo a presença de policiais no trajeto.

WeBeer – mais uma rede social, mas o objetivo é localizar os amigos que já estão bebendo ou convidá-los para beber.

Ótimas opções para facilitar a vida diária ou proporcionar diversão, mas, aqui entre nós, o que importa mesmo é trabalho, e para isso apps corporativos não faltam.

Cada vez mais presentes na rotina das empresas, estas aplicações têm o objetivo de facilitar, integrar e agilizar os processos da companhia, representando, muitas vezes, um investimento capaz de aumentar a produtividade, a receita e reduzir custos.

O campo dos aplicativos é tão disseminado que, segundo dados de mercado, mais alguns milhares deles devem surgir entre junho e julho, período que acontece a Copa do Mundo. Aliás, já baixou a tabela de jogos, ou seu app do bolão 2014?

http://abr.ai/RrE5lv

http://bit.ly/1m2DMIY

 

 

 

Quer aumentar a performance da rede? Leia isso.

Wallace Figueiredo é gerente de negócios do Grupo Binário.

Wallace Figueiredo é gerente de negócios do Grupo Binário.

Este post é uma pequena contribuição para auxiliar sua empresa a otimizar a performance de sua rede. O intuito não é tratar de problemas, mas, principalmente, de como evita-los. Porém, se ocorrerem, a primeira dica de ouro é: detectá-los.

Parece óbvio, parece chover no molhado, mas não é. Em muitas organizações, a demora na percepção de um problema de rede acarreta o agravamento dos danos causados por ele e, infelizmente, esta não é uma situação rara.

Detectar problemas de rede começa pela previsão de gargalos. Mapeie seu negócio e identifique nele tudo o que depende da rede, partindo disso para a projeção de todos os possíveis riscos a esta rede, desde os que pareçam mais insignificantes – eles podem crescer por não serem notados, lembra?

Para realizar esta previsão, você não vai precisar de uma bola de cristal, mas de uma equipe de TI profundamente conhecedora de sua infraestrutura, aplicações e serviços suportados e utilizados em seu ambiente corporativo, além de acompanhar o tráfego constante de dados e voz. Com estas informações em mãos, será mais fácil perceber o que pode comprometer o funcionamento do negócio em caso de falha e, consequentemente, se preparar para evitar tal resultado.

Ok, você e sua TI já estão plenamente inteirados sobre a estrutura de rede, as aplicações, os serviços e tudo o que roda aí na empresa. Tudo tranquilo, certo? Errado: a consciência de que isso basta leva a uma estagnação que impede, muitas vezes, a visão das necessidades por atualização. E aí encontramos um novo problema.

Para solucioná-lo, a dica é simples: não se atenha aos atuais conceitos utilizados em sua companhia, esteja atento ao mercado, à concorrência, às tendências, ao que a TIC mostra diariamente em termos de inovação. Filtre o que pode auxiliar seu negócio a produzir mais com menos custo e calcule o resultado. Muitas vezes você concluirá que abandonar o confortável presente e substituí-lo pelo novo é muito mais rentável do que fazer sua equipe trabalhar incansavelmente na adaptação de uma plataforma antiga a soluções de última geração. O obsoleto é… Bem, obsoleto. Reconheça e vá em frente.

Outra dica é ter em mente duas palavras de ordem: capacidade e desempenho. Perceba que espremer o máximo de discos rígidos que um rack possa suportar nem sempre será a melhor solução custo X benefício para sua demanda. Mais do que isso, é preciso estar atento também à velocidade dos discos, às operações de entrada e saída por segundo que conseguem realizar.

Para melhor definir esta infraestrutura de acordo com suas demandas, defina, primeiro estas demandas. Que discos necessitam de mais alta performance? Que operações precisam desta infra mais robusta? Respondendo a perguntas simples como esta será mais fácil identificar os padrões necessários e investir de forma certeira, sem gastar demais com plataformas exageradas ou economizar em estruturas que fiquem aquém das suas necessidades.

Mais um conselho para sua infraesturura: não a resuma à performance de processamento. Sua avaliação deste ambiente tem de ir além da matemática dos computadores em uso divididos por processadores mais discos mais RAM. É importante ter em mente que a estrutura de provimento do tráfego de dados (Fiber Channel, RPM, SAS) também tem de entrar nesta conta.

Já que mencionamos novamente o tráfego, vamos aproveitar para ver também a questão do aumento contínuo do volume de dados na rede corporativa. Como lidar com esta expansão e, ao mesmo tempo, poupar em espaço e garantir performance? Uma boa pedida é começar por tirar de casa todo o resíduo armazenado nos backups de dados, deixando salvo somente o que é útil. A deduplicação é sua amiga, confie nela.

E quem é amigo se ajuda, é claro. Para fazer sua parte nesse trabalho, contrate soluções de backup que permitam resgate automático de dados em eventuais situações de perda.

Com tudo isso em mãos, ainda será necessário sempre – repito: sempre – investir na manutenção. Toda a engrenagem de rede, dados, voz, sistemas, backups, aceleradores e tudo mais precisa estar em dia, com todas as peças funcionando perfeitamente, para garantir um bom resultado.

E se ficar salgado pensar no custo de um suporte ativo e reativo constante, pense no preço de perder algum destes componentes ou de parar seu negócio por falha de algum deles. Agora ficou mais fácil a conta, não?

Resumindo, mapeie suas demandas, projete os resultados desejados de negócio e, com base nisso, defina sua TI da infraestrutura até a solução de ponta, lá na sua mesa, e na mão do seu colaborador que trabalha em BYOD. Incremente isso tudo com uma boa estratégia de backup e manutenção. Cremos que suas noites serão mais bem dormidas a partir daqui.

 

 

Gartner aponta novas tendências para infraestrutura de TI

banner_empresa_ptPor Grupo Binário

Em última conferência, a consultoria Gartner divulgou suas previsões e sugestões sobre as tendências de mercado para os próximos anos no setor de infraestrutura de TI, operações e data centers. O evento discutiu as estratégias tecnológicas para entregar excelência operacional com a pressão por redução de custos sofridas pelas equipes de TI.

Entre as principais tendências apontadas pela consultoria está o Data Center inteligente: constituído por uma topologia global (considerando a atual hiperconectividade do mundo), combinação de capacidade originada internamente e externamente – um modelo dinâmico baseado em necessidades e requisitos de negócios. Uma caracterização do Data Center inteligente inclui a virtualização de infraestrutura e componentes de serviço, aplicações que abrangem tanto a orquestração física quanto a lógica e um fluxo de trabalho que se estende por todos os sites.

“Um dos principais desafios é lidar com esse crescimento que época ocorre mais forte, época mais fraco. Essa área de infraestrutura e operações de data center é muito crítica e precisa estar sempre preparada para atender as demandas da área de negócio”, afirmou o diretor de pesquisa do Gartner, Henrique Cecci.

Para ter um data center inteligente, o Gartner indica que as empresas comecem a implantar novas tecnologias de processamento, memória e energia mais eficiente. Isso, pois são ambientes complexos, formados por vários equipamentos e vários elementos com diferentes ciclos de vida. “E eles estão se modificando para ficarem cada vez mais eficientes para cuidar dos recursos que estão disponíveis. No momento que você tem soluções mais modulares, virtualizadas, você consegue atualizar esses elementos de maneira gradativa”, explica Cecci.

Outro ponto abordado na conferência é que o Brasil vai precisar criar uma estratégia para aumentar a competitividade dos data centers no país e se preparar para Internet das Coisas e os novos serviços em nuvem que vão demandar processamento de grandes volumes de dados em tempo real.  Estudos da consultoria apontam que o volume de dados vai crescer 800% nos próximos cinco anos, sendo que 80% serão informações não estruturadas.

Para a consultoria, o problema dos data centers no Brasil é mais técnico e precisa de uma solução rápida para atender as demandas da economia digital.Cecci citou em caráter de urgência, entre outras questões, a ampliação da localização geográfica das empresas. Ele observa que a concentração dos data centers no eixo São Paulo/Rio não vai dar conta do crescimento da economia digital e que muitas regiões do Brasil estão carentes desses serviços, como é o caso do Nordeste. As recomendações da consultoria é que corporações globais tenham diversos data centers espalhados pelo mundo.

Diante desse cenário, os executivos de decisão deverão ter uma mudança de perfil e adquirir novas habilidade, além de um bom entendimento dos benefícios que esses modelos podem trazer para dentro das empresas.

 

Fontes: http://goo.gl/71Og8G

http://goo.gl/HRkj9T

http://goo.gl/ubuF9c

http://goo.gl/cPKZ2I

 

 

Mais um episódio sobre (in)segurança nas redes

Douglas Bento é Engenheiro de Sistemas.

Douglas Bento é Engenheiro de Sistemas.

O assunto da semana foi uma grande falha de segurança no OpenSSL (pacote de software utilizado por muitos programas e websites para criar conexões seguras) que abriu uma brecha para o vazamento de dados – mesmo criptografados! – em sites comumente usados sem desconfiança pelos internautas, a exemplo do Yahoo.

Com a falha, hackers foram capazes de ler a memória dos servidores dos sites. Em outras palavras, foram capazes de ler senhas, documentos, chaves criptográficas dos servidores e muitos outros dados que ninguém no mundo gostaria de compartilhar.

O problema foi na web pública e já foi corrigido – embora milhões de websites que não tenham atualizado o software ainda permaneçam expondo seus usuários a alguma vulnerabilidade. Mas… Se um dos principais programas de conexão segura utilizado na Internet passou por isso, como não se preocupar com a possibilidade de um problema de segurança afetar a rede das nossas empresas?

Pois é. Não é de hoje que a segurança das redes e da informação nos preocupa, mas episódios como este trazem o problema ainda mais à tona. Para aliviar a dor de cabeça, só tem um jeito: focar em soluções.

Para nossa felicidade, o pacote de soluções é abrangente. Para garantir a segurança da rede corporativa, podemos contar com uma diversidade de opções que vão de hardware e software até serviços especializados.

Firewalls, antispam, antivírus, antispyware, filtros de conteúdo web, DNS, gerenciamento IP (IPAM), segurança e encriptação de e-mail, endpoint security, segurança de conteúdo web, soluções de anti-ataque DDoS, Web IPS, IPsec, SSL VPN, IPS, IDP, NAC, DDI (v4/v6)… A sopa de letrinhas é um prato cheio para defender nossas redes de intrusões, vazamentos de dados e quaisquer problemas correlacionados.

Avalie as necessidades de seu negócio, os gargalos da segurança, os dados e processos críticos, abra o menu acima e escolha a melhor pedida para o paladar das demandas da sua empresa. Pode ter certeza que será uma colherada cheia de um prato bem indigesto para invasores e usuários mal intencionados.

No corporativo, no público: sucesso se escreve com alinhamento da TIC à estratégia

globo51.jpgA Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) não é um recurso restrito a si próprio – tecnologia para o departamento de TI -, mas um ferramental de negócio. Esta é uma máxima que vem sendo trabalhada há alguns anos, e que, para a alegria de CIOs e ganhos de CEOs do mundo todo, ganha cada vez mais força e aceitação.

Não apenas na esfera privada: na definição da Estratégia Geral de Tecnologia da Informação (EGTI) do Governo Federal, na primeira semana de abril, a importância do investimento e uso convergente da TIC no alinhamento entre ferramentas e alcance de objetivos despontou como prioridade.

Na construção da EGTI, as metas propostas englobam dirigentes de TI de órgãos federais, correlatos e seccionais, e preveem a elaboração participativa de planos entre todas as áreas ao longo de 2014 e 2015. Para quê? Para alcançar a sinergia entre TIC, projetos e ações que permitam atender às demandas das mais variadas estratégias do governo.

Trazendo esta mesma moldura para a cena privada, o quadro cabe perfeitamente: um estudo da McKinsey divulgado há poucas semanas, por exemplo, mostra que cada vez mais as empresas abandonam o discurso de TI como ferramenta de redução de custo e passam a vê-la como oportunidade de efetivar negócios.

O cenário foi desenhado com base na coleta de respostas junto a 807 executivos, dos quais mais da metade são de áreas usuárias, e mostrou que a prioridade das companhias quanto à adoção de TI é prover eficiência aos processos, controlar custos e assegurar a apuração e entrega de informações gerenciais.

Resumindo, convergência. Na EGTI do Governo Federal, o mesmo pode ser visto: outra meta definida na nova estratégia é o compartilhamento de informações e recursos, seja de softwares e soluções eletrônicas desenvolvidas pelos órgãos do governo, seja de terceiros, para otimização do trabalho.

Voltando ao estudo da McKynsei, para suportar as prioridades definidas, 64% dos entrevistados destacam aumento nos investimentos em TIC este ano.

Projeção já feita também pelo governo brasileiro: ainda em 2012, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação havia anunciado meta de ampliar o investimento do país no setor para 1,8% do PIB até 2015. E quando se sabe que o Brasil é um dos quatros maiores mercados do mundo em termos de gastos com TIC, representando mais do que duas vezes a Rússia e a Índia e investindo mais da metade do percentual de toda a América Latina no setor, em vias de atingir a terceira posição na TIC global até 2022, a projeção torna-se ainda mais razoável.

Para chegar a tudo isso, não é novidade que os investimentos focarão não apenas as soluções de tecnologia, mas também a mão de obra.

No setor privado, a altíssima demanda por profissionais especializados em TIC não é novidade – dado da IDC mostra que até 2015 haverá uma lacuna de 117.200 profissionais especializados apenas nas áreas de redes e conectividade no Brasil.

Cenário que não muda muito ao olhar para a esfera pública: para alinhar a tecnologia às estratégias do governo federal, a EGTI também prevê uma agenda de investimentos em capacitação de pessoal ao longo de 2014 e 2015. Para tanto, oficinas e discussões com os órgãos integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp), programas de qualificação e novos concursos públicos estão nos planos.

No governo, nas empresas, TIC é recurso fundamental para o bom andamento e o alcance de objetivos de negócio. Disso, já sabemos. E promover este alinhamento: sabemos também? Vale a reflexão!

Grupo Binário

 

Marco Civil da Internet: Foi dado o primeiro passo para regulamentação do setor

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão - Data Center

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão – Data Center

Após meses de negociações, o projeto de lei (PL nº 2.126/2011) para criação do Marco Civil da Internet foi aprovado pela Câmara dos Deputados, no último dia 25. O projeto, considerado uma espécie de constituição da rede mundial de computadores, estabelece direitos e deveres de provedores de rede, usuários e do governo, está sendo analisado no Senado – onde já recebeu mais de 40 emendas – e, posteriormente, seguirá para a sanção presidencial.

Vamos analisar aqui os pontos mais importantes do projeto aprovado pela Câmara:

Considerado o principal ponto, a neutralidade da rede, foi mantida. Por esse princípio, os provedores não poderão ofertar conexões diferenciadas aos usuários, por exemplo, limitando o acesso a e-mails ou redes sociais. Alguns críticos dizem que o artigo restringe a liberdade dos provedores para oferecer conexões diferenciadas conforme demandas de seus clientes e que sua aplicação obrigatória pode encarecer os serviços. 

Retirada de conteúdos da rede: de acordo com o PL, os provedores não serão responsabilizados pelo uso que os internautas fizerem da rede e por publicações feitas por terceiros. Os fornecedores serão responsabilizados apenas em caso que não cumprimento de ordem judicial que exija a retirada de publicações. Sendo assim, o usuário que se sentir ofendido por algum conteúdo na web deverá procurar a Justiça e não as empresas que disponibilizam as informações.

Privacidade: o Marco Civil garante a inviolabilidade e sigilo do fluxo de comunicações via internet. Esse conteúdo só poderá ser legalmente, mediante ordem judicial. Os Provedores de acesso à internet serão obrigados a guardar os registros das horas de acesso e do fim das conexões dos usuários pelo prazo de seis meses. Mas isso deve ser feito em ambiente controlado, que não deverá ser delegado a outras empresas.

Outro ponto importante é o que determina o fim do marketing dirigido. Pelo texto, as empresas de acesso não poderão “espiar” o conteúdo das informações trocadas pelos usuários na rede, o que impedirá o uso dessas informações pelas empresas para fins comerciais. Há uma exceção no projeto que permitirá monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo em hipóteses previstas por lei, o que é tido como outra brecha do PL.

Armazenamento de dados: Entre as propostas derrubadas, a que mais chamou a atenção foi a que desobriga os provedores de serviços do armazenamento de dados de usuários brasileiros em data centers instalados no país. A medida tinha como objetivo garantir a privacidade dos internautas e de dados do próprio governo brasileiro, mediante a descoberta de espionagem pelos Estados Unidos.

O custo de instalar data centers no Brasil, custo que  inevitavelmente seria repassado para o usuário final, encarecendo o acesso à internet, foi o fator decisivo para a queda da proposta. Em média, um centro de dados de uma empresa como o Google custaria US$ 60,9 milhões no Brasil, de acordo com análise da Frost & Sullivan.

Em todo o processo para aprovação do projeto, surgiram 12 propostas de alteração ao texto, por parte de partidos aliados e oposição. Mesmo considerados pontos cruciais, essas propostas foram retiradas. Confira o texto aprovado na íntegra.

O Brasil deu o primeiro passo e sem dúvidas um passo muito importante para a consolidação de regulamentações e leis para o setor da Internet. Mas ainda é preciso muita reflexão sobre todos os pontos em torno desse projeto.

Vamos ficar de olho nos próximos passos!

 

Fontes: G1, Uol e Estadão.

A evolução do tráfego de aplicações e dados não precisa doer… Conheça a arquitetura MetaFabric

Arquitetura MetaFabric

Arquitetura MetaFabric

*Por Fábio Melchert

Como pensar as infraestruturas de rede e data center diante do altíssimo volume de dados e aplicações ditado pelo cenário atual de Big Data, Internet das Coisas, mobilidade, nuvem e afins? Como redesenhar as topologias de rede para um modelo além da estrutura cliente/servidor, evoluindo para acompanhar a mudança trazida à natureza e os caminhos do tráfego?

Uma boa resposta está na arquitetura MetaFabric, uma nova proposta de estrutura de data center baseada em três pilares: simplicidade, flexibilidade e inteligência.

O primeiro trata da facilidade de implantação do ambiente, que otimiza a operação e gestão da rede sem interrupção dos serviços. O segundo, tange à flexibilidade trazida por esse modelo, que permite integração com qualquer ambiente de data center. Já o terceiro agrega dados e funções analíticas para entregar economia de tempo e melhoria do desempenho da rede.

Se ainda não ficou claro, vamos para a abordagem prática: pare para pensar na estrutura complexa e diversificada que hoje certamente povoa seu negócio – são informações, documentos, imagens, aplicações, sistemas, tudo em constante uso e mobilidade, e tudo hospedado em uma paisagem bem mais estratificada do que o antigo centro de dados único.

Agora, você tem à frente vários sites, data centers distribuídos, sistemas e serviços na nuvem. E para garantir o tráfego de tudo isso sem por em risco a continuidade do negócio, uma arquitetura que não apenas possibilite gerir e entregar aplicações dentro e através dos variados sites e clouds, mas também acelere a implementação desta estrutura, é a solução.

Pois é este cenário que a arquitetura MetaFabric permite entregar, por meio de uma combinação robusta de roteamento, processamento e segurança, com base em orquestração de rede, SDN e APIs abertas, gerando um cenário de integração tecnológica que pode ser a cola para unir as peças hoje dispersas no seu ecossistema de TI.

O fato é que se a estrutura de rede não se expandir na mesma velocidade em que mudaram e seguem mudando a natureza de tráfego e hospedagem das aplicações, poderá se tornar um gargalo crítico para as empresas, afetando a experiência do usuário de modo a acarretar, no pior dos cenários, aumento exponencial de custos, riscos à segurança dos dados e perda de agilidade e responsividade ao mercado.

A boa notícia é que tais consequências podem ser evitadas, e para detalhar e esmiuçar todas as possibilidades que a arquitetura MetaFabric oferece para isso, farei uma apresentação das soluções Juniper para esta área durante o IT CIO Brasil, que ocorre de 19 a 21 de março no Costão do Santinho Resort, em Florianópolis, Santa Catarina. Nos encontramos lá!

*Fábio Melchert, diretor de Vendas para os territórios de São Paulo e Sul do Brasil da Juniper Networks.

Ataque de negação de serviço, você sabe o que é?

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

Se você respondeu dizendo que são os famosos ataques DDoS, acertou na mosca! Mas do que eles são capazes?

Quando bem sucedido, o ataque é capaz de tirar do ar, parcialmente ou totalmente, grandes sites e serviços. Para realizar o ataque DDoS é preciso ter um ‘exército de computadores’ para atacar uma determinada máquina. Quando a máquina é atingida por esse tipo de ataque, ela passa a receber tantas solicitações até chegar a um ponto que não dá conta de processar todas elas e começa, então, a temida negação do serviço. Traduzindo: tudo deixa de funcionar.

Diferente dos famosos vírus e outros malwares que estamos acostumados a ouvir todos os dias, o objetivo desse tipo de crime virtual não é infectar a máquina atingida, mas fazer parar um serviço. E nisso, fraudadores podem se beneficiar.

Para ter uma ideia, os ataques DDoS já atingiram corporações dos mais variados segmentos, como Visa, Amazon, Paypal, CNN, Yahoo, Microsoft e eBay, e foram ainda mais longe, parando um país inteiro, como foi no caso da China, onde um ataque DDoS parou o domínio .cn, fazendo a Internet deixar de funcionar em todo o território por várias horas.

E o throughput – quantidade de dados transferidos de um lugar para outro ou de dados processados – utilizado em ataques DDoS segue crescendo. Nos últimos dias, uma empresa se tornou a recordista nesse tipo de ataque: o volume de tráfego chegou a 400 gigabits por segundo (Gbps), vencendo o recorde anterior, que era de 300 Gbps.

Nada além de tendência: segundo pesquisa realizada pela Arbor Networks, os ataques DDoS  duplicaram contra as redes móveis em 2013.

É, eles estão aí – infelizmente – não só para ficar, como aumentar. Felizmente, a tecnologia para controlar os sistemas, focando, além das invasões, as possibilidades de sobrecarga, também é extensa. Soluções de Behavior Analisys, DNS para gerenciamento IP (IPAM), IPS/IDS, estão aí para serem usadas.

Olho vivo!

2014: um ano sem limites para os serviços de TIC

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Em 2014, a previsão do IDC é que as empresas brasileiras ampliem seus gastos com TIC em 9,2% sobre 2013, o que irá somar US$ 175 bilhões. Nesta expansão, que posicionará o Brasil como quarto maior mercado mundial do setor, o segmento de serviços será um dos maiores impulsionadores, com fatia de 10% dos orçamentos e atrás apenas de software, que ficará com 11%.

Esta participação dos serviços se explica muito pela tendência de integração que vem sendo percebida no mercado já há algum tempo, e que ganha contornos ainda mais nítidos este ano. O mesmo estudo do IDC aponta para uma “terceira plataforma” de investimentos em tecnologia, que compreende computação em nuvem, aplicativos e dispositivos móveis, big data e redes sociais.

A análise é compartilhada por diversas fontes de mercado, e muitas delas, como os participantes da plataforma Open Stack, indicam que o caminho certeiro do mercado atual é a dissolução dos limites entre IaaS, PaaS e SaaS, entrando em uma onda de integração extrema, permeada por serviços de TIC, que otimizará investimentos do setor corporativo e ampliará a produtividade dele e dos fornecedores de tecnologia.

Nesta integração, a inovação contínua dos aplicativos voltados a alavancar a flexibilidade e escalabilidade da plataforma de nuvem, eliminando as fronteiras entre IaaS, PaaS e SaaS, terá papel fundamental.

As tendências também apontam que a adoção da Infraestrutura como Serviço aumentará drasticamente não apenas entre as empresas, mas também órgãos do setor público, já que soluções de IaaS facilitarão a combinação de diferentes soluções de virtualização, garantindo interoperabilidade e segurança ao ambiente híbrido.

São destinos inevitáveis para os caminhos que levaram à “nuvem orientada a negócios”, que nada mais é do que uma composição convergente entre as empresas de serviços em nuvem, os clientes que demandam controle sobre suas estruturas, com produtividade e sem perder o foco no core business, e o crescente reconhecimento dos sistemas de gerenciamento de regras de negócio como ferramentas imprescindíveis na orientação das tomada de decisões corporativas.

As análises das consultorias e especialistas de mercado não deixam margem para dúvidas: os investimentos em TIC se concentram gradativamente mais na convergência e integração, e os serviços de infraestrutura, gestão e suporte estão na base disso, auxiliando na revisão das atuais operações de TI e no redesenho das mesmas para que assumam modelos mais escaláveis, rentáveis e seguros.

A tecnologia voltada ao provisionamento e à prestação/gestão de serviços ao usuário. É este o cenário de 2014, senhoras e senhores. Todos prontos para participar do show?

Referências: http://goo.gl/LFFeFr e http://goo.gl/WV8kqE

Tecnologia e Educação: recursos e ganhos de mãos dadas

Cleber Calegari é executivo de Negócios

Cleber Calegari é executivo de Negócios

Entra em vigor este ano um programa do Ministério da Educação que prevê a compra, pelo governo, de tablets para distribuir a professores da rede pública. O projeto, que vai começar pelo ensino fundamental e se expandir, em um segundo momento, a todos os níveis da educação pública, é um passo firme para evoluir um dos setores que é pilar de uma sociedade evoluída e bem estruturada.

Afinal, na era da Web 3.0, como se pode pensar em uma escola desconectada? Na era do BYOD, CYOD e outros termos que permeiam nosso dia a dia cada vez mais frequentemente auxiliando empresas e governos a melhorarem seus índices de produtividade, como imaginar o ensino sem muni-lo de tecnologia?

Este movimento, que ganhou força inicial nas escolas particulares, por meio da adoção de lousas digitais, mesas interativas, computadores, tablets e afins, recebe desta ação do MEC uma injeção de ânimo.

A iniciativa do Ministério deve tornar o ensino público mais efetivo e interativo, já que, a partir dos tablets, os professores ampliarão na proporção da web o leque de conteúdos com os quais incrementar o desenvolvimento das aulas, além de expandir suas opções de contato com os alunos, criando uma ponte de interação que facilita a comunicação instrutor – instruído, agiliza o diálogo e culmina numa melhora do aprendizado. Todos ganham.

Sem falar no atrativo da tecnologia para cativar o aluno, aguçando seu interesse pelo conhecimento. Afinal, as novas gerações estão cada vez mais exigentes e menos pacientes com a boa e velha cartilha de papel, lápis, borracha, caneta e caderno.

Não se trata de substituir a tradicional estrutura de ensino, público ou privado, mas de complementá-la com todas as possibilidades que a tecnologia permite agregar.

E isso vai além dos tablets ora tratados na oferta do MEC às escolas públicas – este é um bom exemplo da evolução do ensino via tecnologia, mas não é o único e nem deve ser.

Se queremos uma sociedade cada vez melhor, precisamos investir na educação, e a tecnologia tem de estar no cerne desta construção.

Os tablets são uma ótima opção para sala de aula, e como eles há muitas outras soluções que podem e devem estar presentes no cotidiano das instituições de ensino, de qualquer setor, de qualquer nível, para garantir a evolução do ensino.

Modernização traz eficácia, e nisso entram soluções de hardware, software, aplicativos para professores, gestores de escolas, estruturas de rede para suportar este ambientes, serviços diversos de que o meio corporativo já se beneficia há tanto tempo, e que o segmento educacional precisa estar atento, se quiser desfrutar dos mesmos ganhos.

Com modernização na educação, ganha toda a sociedade. Investir neste setor é nota dez!