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Dicas para crescer na carreira de TI

Luciana Brandão  é Coordenadora de RH do Grupo Binário

Luciana Brandão é Coordenadora de RH do Grupo Binário

A taxa de desemprego no Brasil registrou um aumento de 6,7%, no último mês de maio. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta é a maior taxa desde 2010. População desocupada, de 1,6 milhão, cresceu 38,5% em relação a 2014.

Diante do cenário atual do país e com notícias socioeconômicas cada dia mais desanimadoras, como o profissional poderá garantir o desenvolvimento da sua carreira?

Trazendo para a nossa realidade, o segmento de TI, dominar as linguagens de programação não é mais o bastante para a carreira deslanchar. As empresas estão buscando quem vai além do perfil técnico. Por isso, novas habilidades devem somar ao currículo deste profissional.

Listei aqui algumas dicas que podem contribuir para o crescimento na carreira de TI:

1. Entenda do negócio.
Parece óbvio, mas tem sido um diferencial para o profissional de TI. Conhecer o mercado em que está inserida a empresa, como ela atua, qual é o seu produto é condição fundamental para que o profissional tenha uma visão mais ampla dos negócios. Entenda quais são as soluções em infraestrutura de rede e comunicação disponíveis no mercado nacional e internacional.

2. Tenha a visão voltada pra o cliente.
De nada adianta desenvolver a mais eficiente e sofisticada das ferramentas se o cliente não conseguir trabalhar de forma fácil.

3. Posicione-se como a escolha mais óbvia e “construa pontes”.
Quem quer assumir mais ou novas responsabilidades precisa se apropriar, aos poucos, de tarefas que muitas vezes fogem do seu escopo de trabalho. Use reuniões e conversas para se mostrar como alguém que pode ajudar a preencher as lacunas que existem em equipes multifuncionais.

4. Seja curioso.
Após reuniões com clientes, parceiros e gestores, ou mesmo durante conversas individuais, faça perguntas para saber mais sobre funções de negócios, o que seus interlocutores buscam e onde querem chegar.

5. Encontre um mentor.
Procure alguém em quem se inspirar profissionalmente e que seja aberto o suficiente para fornecer feedbacks sobre como e onde você pode melhorar e o que precisa desenvolver para atingir seus objetivos.

6. Aposte na sua capacidade de comunicação.
Vender uma ideia, sugerir, propor soluções exige do profissional de TI um investimento na sua capacidade de comunicação. Afinal traduzir a linguagem técnica para quem é leigo não é tarefa das mais simples e pode ser um diferencial.

Fontes:
http://goo.gl/LJ2r60
http://goo.gl/9bKIe8
http://goo.gl/pHYFGb
http://goo.gl/EQ9gXN

TIs estão mais satisfeitos com seu trabalho. Na sua empresa também?

Luciana Brandão  é Coordenadora de RH do Grupo Binário

Luciana Brandão é Coordenadora de RH do Grupo Binário

Os profissionais de TI estão mais felizes em suas carreiras. Uma pesquisa que ouviu mais de mil pessoas, conduzida pela norte-americana de TI TEK Systems, revelou que, do ano passado para cá, houve uma queda de 32% para 13% entre as pessoas que dizem considerar seu trabalho atual o mais estressante. Já o item “ter orgulho da profissão” e do atual cargo aumentou de 64% para 81% entre os profissionais seniores e de 58% para 70% entre os demais.

Ainda, no mesmo período o estudo revelou que experiências estressantes que motivaram colaboradores a buscarem outro emprego caíram de 81% para 51%.

Um belo índice, visto que no ambiente de TI o fator “pressão” costuma ser constante. Os projetos, as implementações, os sistemas complexos, os custos, os prazos… É muito a administrar, sob termos rígidos, contratos muito específicos e clientes cada vez mais exigentes.

Comprovar que em tal cenário a percepção positiva dos profissionais sobre seus ambientes de trabalho vem crescendo é animador, tanto do ponto de vista do colaborador, quanto da empresa. Do primeiro, porque indica melhor preparo e adaptação dos profissionais às funções que devem desempenhar, e, do segundo, por mostrar que as companhias têm buscado – e, pelo jeito, encontrado – formas de melhorar suas rotinas, processos e o cotidiano de suas equipes.

Nada tão bom que não possa melhorar. Para seguir nesta curva de evolução, há algumas dicas importantes. Individualizar as relações, por exemplo: isso permitirá aos gestores observar o comportamento dos colaboradores, ressaltar qualidades e trabalhar carências e gargalos em particular.

Se houver alguém sobrecarregado, será mais fácil notar sob este ponto de vista, o que trará grandes chances de melhor distribuir tarefas e evitar que o assoberbado perca o foco e cometa erros evitáveis.

E falando em sobrecarga, prezar pelo equilíbrio e gerenciar o time de forma a minimizar os impactos da carga de trabalho, portanto, devem ser máximas.

Aprenda a acionar seus colaboradores somente quando necessário. Chamar um funcionário que está de folga para resolver um problema ou atender àquela demanda para a qual ele seria perfeito pode custar muito estresse. Ninguém está disponível para o emprego em tempo integral, e respeitar períodos de descanso sem qualquer tipo de interferência é saudável para o colaborador e para o negócio.

Fique atento. O cenário de satisfação das equipes com o mercado de TIC mostra sensível melhora, mas isso só comprova que é preciso seguir melhorando o ambiente para garantir que os talentos se desenvolvam. Afinal, um setor em que a mão-de-obra qualificada é escassa – de acordo com a IDC, hoje o Brasil amarga carência de 39,9 mil profissionais de tecnologia, número que até o fim do ano deverá subir para 117 mil – não pode se dar ao luxo de desperdiçar os bons colaboradores por falta de cuidado, falta de motivação ou de retorno adequado sobre seu desempenho.

A boa notícia é que manter seus times e ajuda-los no aperfeiçoamento contínuo não é uma tarefa hercúlea. Siga as dicas já mencionadas, preocupe-se em integrar e motivar suas equipes e faça com que cada colaborador saiba onde se situa na engrenagem da organização, e que esta posição é fundamental para o sucesso do todo. Respeito, reconhecimento e investimento em qualificação são sinônimos de satisfação em uma empresa. Atente para isso e manter, desenvolver e engajar seus talentos será cada vez mais uma realidade do seu negócio.

Fonte:
http://goo.gl/4GN4L0
http://goo.gl/YJgncW
http://goo.gl/Basz5K
http://goo.gl/llzSJ7

De bons profissionais, o mercado está cheio. Seja o melhor!

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Não há mais espaço no mercado de trabalho para profissionais pouco qualificados. Mas… O que, exatamente, define o nível de qualificação? Não se trata de somente técnica, e é aí que mora o grande erro na maioria das vezes. Chavão infelizmente comum no universo da TI, a carência de mão-de-obra especializada passa pela oferta de bons técnicos, porém com pouco ou nenhum alinhamento às estratégias de negócios das empresas.

É hora de atentar para o que realmente irá suprir esta lacuna: superar, transformar talento em sucesso, vontade em planejamento. Para tanto, há algumas palavras-chave, entre elas resiliência e equilíbrio, elementos que costumam compor a definição de pessoas que se destacam e são referências em suas áreas de atuação.

Chegar nisso requer esforço e dedicação. E paciência, afinal, dificuldades aparecerão, erros irão acontecer, rejeições virão, mas atravessar adversidades é também uma qualidade que deverá compor o currículo de quem quiser tornar-se um profissional requisitado e, em tempos de mercado exigente, bem posicionado.

Timothy Gallwey, um dos pioneiros da técnica de coaching e consultor de empresas como Apple e Coca-Cola, diz que todos podem ser bem sucedidos e que somos nós que criamos boa parte de nossos problemas. Segundo ele, a diferença entre os vencedores e os outros é que os primeiros se atrapalham menos e deixam seus talentos fluirem naturalmente.

Por definição, resiliência é a capacidade que um elemento tem de retornar ao seu estado inicial após sofrer uma influência externa. Aplicando-se ao aspecto humano profissional, por mais que um indivíduo seja submetido a situações desafiadoras, tal capacidade permitirá que mantenha íntegro seu “estado original”, permitindo que enfrente a adversidade com o raciocínio ileso para buscar soluções, ao invés de concentrar-se e perder-se no problema. Esta capacidade está intimamente relacionada ao desenvolvimento de virtudes bem vistas no mercado de trabalho, como a coragem, a justiça e a tolerância.

É importante saber que não nascemos com resiliência, temos que conquistá-la. Precisamos de desafios para nos estimular e, com um pouco de treino e dedicação, chegaremos ao ponto de enxergar oportunidades de crescimento em momentos de dificuldade. Testar nossos limites é, na verdade, um processo evolutivo baseado em disciplina e autoconfiança. É preciso ter expectativas alinhadas a curto, médio e longo prazo, planejar antes de agir e transformar atitudes em resultados. Isso é ter uma mentalidade vencedora.

Alto rendimento é possível, sim, e depende de equilíbrio, tanto físico, quanto mental. A sinergia entre ações e comportamentos é o que cria concentração para poder focar nos objetivos almejados e profissionais que querem realmente vencer sabem disso, são persistentes e buscam aperfeiçoar suas qualidades e aprender com seus erros. Eles também observam as características de cada integrante das equipes de que fazem parte, seus concorrentes, seu ambiente, para aprender mais e avaliar formas de cooperar, pois sabem que metas, geralmente, são melhor atingidas em grupo.

O foco no coletivo é tão importante quanto o foco no individual. De nada adiantará um ótimo profissional que só saiba trabalhar sozinho. Você já viu uma empresa, um time, um exército, se tornar grande sendo constituído por apenas uma pessoa?

Ter e desenvolver habilidades focais é, sim, fundamental. Estudar, aperfeiçoar-se, entender e buscar sempre mais conhecimento sobre os padrões, técnicas e mecanismos da área em que se atue são conselhos que jamais cairão de moda. Porém, só os skills técnicos de nada valerão se não estiverem aliados à vontade de vencer, tanto individualmente, quanto como empresa.

Nos tempos atuais, em que sobram vagas na TIC por demanda de profissionais qualificados, terá diferencial quem tiver iniciativa, espírito empreendedor, otimismo, criatividade, senso de cooperação e, é claro, qualificações relacionadas a seu ramo de atuação. De bons profissionais o mercado está cheio, mas talvez eles precisem pensar um pouco mais sobre o que falta para serem os melhores.

Darwinismo digital: empresas terão de se adaptar ao novo mercado

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Quem não pegar a onda da digitalização dos negócios, que vem cada vez mais rápida, mais forte e maior, acabará morrendo na praia. Segundo o Gartner, nenhuma empresa – ou líder – passará ileso ao processo que está se estabelecendo nesta nova economia.

As corporações e executivos terão que optar por dois caminhos: descobrir sua vocação naturalmente ou (da maneira mais dolorosa) se adaptar as exigências do mercado. A começar pela postura, que deverá ser mais proativa, como já falamos aqui no blog: ser um novo CIO, para este novo cenário.

Antes, na “velha” economia, o profissional de TI era valorizado por seus conhecimentos técnicos, tangenciando apenas a infraestrutura das companhias, tendo pouco contato com os eixos estratégicos.

Agora é preponderante que se imagine como a economia digital afetará seu negócio, para estabelecer urgências e prioridades e ver a velocidade que será necessário caminhar, pois ninguém quer trocar a roda com o carro andando.

Na eterna batalha que rompe barreiras geográficas, onde tecnologia e capital estrangeiro encontram brechas cada vez maiores para se estabelecer na economia brasileira, os empresários terão de reagir a essa constante. Será preciso que os CIO’s tornem-se executivos de negócios.

Isso vai acontecer da noite para o dia? Não. O CIO já precisa ir mudando de perspectiva e enxergar a TI não mais suportando o negócio, mas sendo um dos componentes dele. Os líderes de tecnologia precisam adotar uma postura arrojada e sugerir ideias.

No Brasil, esta é uma realidade que ainda engatinha. Segundo a diretora da empresa de recrutamento CTPartners, Ana Cláudia Reis, os CIOs brasileiros ainda estão muito longe das habilidades que precisarão para surfar nessa onda, sendo ainda focados em atividades do dia a dia e vistos como profissionais de bits e bytes.

Ainda dá tempo de mudar? Com certeza!

Com a estagnação econômica do país, que demandará soluções de TI de, principalmente, rápido retorno de investimento (ROI), as empresas e líderes irão adequar-se ao cenário que está por vir e terão a chance de modificar sua postura e ser mais atuante no processo de transformação e uma maior inclinação para projetos inovadores que possam trazer soluções que alavanquem resultados junto aos clientes de sua empresa.

Fontes:
http://goo.gl/EqHhLF
http://goo.gl/kX9hPv
http://goo.gl/H1aZJq

Para um novo cenário de TI, um novo CIO

Douglas Alvarez, diretor Comercial da Unidade de Negócios Enterprise do Grupo Binário.

Douglas Alvarez, diretor Comercial da Unidade de Negócios Enterprise do Grupo Binário.

O mercado mudou, a transformação digital das empresas não é mais sequer novidade: são incontáveis novas aplicações para facilitar as tomadas de decisões, investimentos em Big Data e Cloud Computing pululando, tanto movimento envolvendo TIC e negócios diretamente atrelados que não é mais possível gerir a tecnologia da mesma forma a que os cargos de chefia deste setor estão – ou estavam – acostumados.

Há um novo cenário, e, para geri-lo, um novo CIO é requisitado. Este novo profissional é cada vez mais ativo e tem um papel muito mais atuante e direto no desenvolvimento dos negócios das organizações.

Como chegar lá? Começando por falar a mesma língua. O primeiro passo a ser dado pelo CIO é na direção do bom relacionamento com os demais setores da empresa. O cargo, que trabalha com procedimentos e nomenclaturas de ordens restritamente técnicas, terá de lançar mão de uma comunicação mais clara e objetiva, para que as nformações trabalhadas tenham um nível muito mais alto de absorção por parte das outras governanças e, também, por todos os funcionários da companhia, pois é deles, os usuários, que vêm as demandas diárias a que a TIC tem de responder.

Uma sintonia fina entre CIO, CEO e demais membros do time é essencial no processo.

Transdisciplinaridade e alinhamento com todas as áreas. O CIO do futuro precisa ser um executivo que propõe iniciativas de aplicação de recursos tecnológicos para potencializar resultados dentro da estratégia da organização. Fortificar e fomentar a cultura de inovação, mas sempre estreitamente ligada às áreas e processos de negócio, é um bom caminho.

Outra palavra de ordem é retorno. A função de CIO irá requerer uma forte liderança administrativa, modificando as relações da própria organização em função da realidade mais “digitilizada” do mercado. É por aí que ele fará com que a TIC agregue valor visível ao negócio.

E, convenhamos, isso não é um trabalho assim tão árduo, afinal, há anos transitam pelos sistemas de TIC as informações e métricas de todo o processo empresarial. Um conteúdo que proporciona dados que podem ser convertidos em programas e estratégias voltados para as diversas áreas do negócio, focando não somente a tradicional redução de custos, mas também e principalmente a prospecção de receitas e aumento da eficiência.

Tudo isso mais um forte tino comercial e inteligência de mercado compõe o novo CIO, que terá de investir no desenvolvimento de suas habilidades de governança, gerenciamento de pessoas e reconhecimento de talentos. Essa mudança na cultura organizacional das empresas também fará com que o profissional tenha que conquistar a confiança de outros setores, mostrar seu valor e ganhar legitimidade.

Esta postura mais proativa nas iniciativas, impulsionadas por essa transformação no mercado, leva a buscar posições mais estratégicas dentro da empresa, coordenando e orquestrando os mais diferentes projetos em que a TIC pode maximizar ganhos.

Ser mais atuante no processo de transformação, ter uma maior inclinação para projetos inovadores e trazer soluções que alavanquem resultados junto aos clientes de sua empresa. O papel do CIO não será mais somente tático, pois ele agora é também responsável por impulsionar os ganhos da empresa.

Alto grau liderança é a base deste processo de reinvenção, juntamente com a compreensão das rotinas administrativas e o desenvolvimento de um faro comercial mais apurado. Além disso a comunicação com os diversos canais, acelerando processos, aumentando ganhos e obtendo maior eficiência.

Gerenciar pessoas também será fundamental, visto que, quanto mais ficam complexas as relações e o nível de informação vai se tornando cada vez maior, as demandas se tornam mais distribuídas e a base de talentos se torna mais diversificada e difusa, tornando as habilidades de compreensão e tomadas de decisão, competências adicionais importantes para um CIO. Afinal, nós todos sabemos: uma empresa é feita de pessoas. A TIC também.

Fontes:

http://goo.gl/HhdE3H

http://goo.gl/gqEK4N

http://goo.gl/BPwFam

http://goo.gl/gs35yc

http://goo.gl/GAFAoD

Acompanhar a inovação não é um desafio da TIC: é de todas as mentes do negócio

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão - Data Center

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão – Data Center

Alinhar a estratégia de TI ao negócio, trazendo mais competitividade. Acompanhar as inovações diárias. Manter o parque de hardware, software e comunicações atualizado, preservando investimento legado. Adaptar a empresa à mobilidade e às novas formas de trabalho sem perder de vista a segurança da rede e dados.

A vida do CIO moderno não está fácil. Agora, além de correr atrás do atendimento de todas estas demandas e conceitos, ele também precisa escolher assertivamente entre as a cada dia mais abundantes e diversificadas ofertas de produtos, serviços, fornecedores e modelos de contratação para preencher cada quesito.

Como acompanhar esta avalanche de inovação e mudança, alcançando o desenvolvimento contínuo da TI corporativa?

Em primeiro lugar, o conselho de ouro é: não espere para ver. Um dos mais ativos articulistas da TI atual, Cesar Taurion (ex-IBM, CEO da Litteris Consulting e autor de seis livros sobre Open Source, Inovação, Cloud Computing e Big Data) é categórico em afirmar que esta postura pode ser prejudicial, pois a lentidão trará à empresa risco de perda de espaço e relevância no mercado.

Ao invés de se prostrar e esperar a conclusão dos atuais movimentos da TIC para decidir se estão de acordo com as estratégias e modelos traçados aí na sua empresa, os acompanhe. Pois o maior desafio reside aí mesmo, nas cabeças que pensam a sua TIC. E a todas elas, é preciso fazer entender que moldes tradicionais não podem ficar cimentados, ao contrário, precisam se renovar, mudar, sem medo e com embasamento.

Não é um caminho simples, portanto, comece pela segurança do conhecimento. Faça o seu setor de tecnologia caminhar ao lado das tendências atuais. Isso não significa aderir a todas as ondas, mas sim se manter atento ao que surge de novo e não apenas ler no noticiário, mas também verificar se, na prática, há necessidade, oportunidade e viabilidade para aderir a isso ou aquilo na empresa.

Busque exemplos. Ver o que os demais estão utilizando ou inovando e os resultados e desafios que vêm tendo é uma ótima maneira de dar consistência a decisões sobre como, quando e para o que mudar sua estratégia de TIC – ou quando manter exatamente o que já tem, da forma como está.

Quando falamos desta mudança de pensamento, não estamos falando apenas do CIO, nem tampouco da equipe de TIC, mas da empresa inteira.

É preciso trazer as discussões para o âmbito do negócio. Afinal, ele é o contexto e o motivo de seu setor existir, e é para potencializá-lo que suas decisões e soluções se direcionam. Por outro lado, é também ele que viabiliza ou não seus avanços, guinadas ou pés no freio. Engaje-se ao negócio e una cabeças para pensar a inovação dentro da companhia. A velha máxima de duas pensam melhor do que uma nunca foi tão produtiva.

Contudo, não pense que engajamento será uma tarefa fácil. “Sair da zona de conforto e entrar em um conjunto de novas tecnologias, novas práticas e novos modelos organizacionais causa, naturalmente, reações contrárias”, afirma Taurion em uma de suas análises. É exatamente isso, ao pensar fora da caixa, ao propor a análise da inovação como possibilidade para uma estratégia que já está em andamento – muitas vezes, por anos a fio – você irá se deparar com opiniões divergentes, com o medo do novo, com o desconforto de mudar uma realidade a que todos já estão habituados.

Para avançar esta linha, uma dica boa é fazer compreender que as novas tecnologias e processos exigem novas estruturas e planejamentos – de rede, de máquinas, de software e de mentes. Sim, porque não adianta modernizar um disquete quando todos estão na era do armazenamento em nuvem, certo?

Adotar inovações requer inovar o meio em que serão implantadas. Renove a empresa e a estratégia, renove o pensar a TIC, e a renovação da TIC virá mais naturalmente.

Nesta caminhada, um passo fundamental é capacitar equipes. Profissionais disruptivos, é disso que você precisa. Não, não é necessário cessar a busca por desenvolvedores de tecnologias tradicionais – que, no fim das contas, continuarão na base dos seus sistemas mais arraigados -, mas um olhar precisa ser lançado aos designers e suportes de novas interfaces e aplicativos, aos gestores de mobilidade, aos que são capazes de customizar novidades à realidade do seu negócio. Reflita, nem sempre uma parruda e essencial formação e experiência em Java trarão estas novas características.

Porém tudo estará concentrado em você, CIO. Seu método e postura serão o centro do qual irradiará a sugestão para repensar, acompanhar tendências e, se assim decidido, mudar e inovar. É de você que partirá a iniciativa, e para ajudar nesta tarefa, forme alianças – e aqui voltamos ao ponto de engajamento. O ciclo é inevitável: para engajar, você tem de começar, para manter apoio, você tem de fomentar a participação.

É mais trabalhoso do que difícil. E para um ano que está apenas começando, é também uma boa meta. Proponha-se a inovar o pensamento da TIC no seu negócio e prepare-se para contabilizar um balanço diferente em 2015.

Fontes:

http://goo.gl/y9SwA5
http://goo.gl/ME9sLt
http://goo.gl/nLTYAy

Um Motivado 2015 para você

Luciana Brandão é Coordenadora de RH do Grupo Binário.

Luciana Brandão é Coordenadora de RH do Grupo Binário.

O fim de ano passou, com todas as suas atribulações e festejos, e um novo ano acaba de chegar. Com ele, chegam expectativas e planos, mas também podem vir alguns problemas para as empresas. Calma lá, ninguém está querendo minar seu otimismo com 2015 – ao contrário, este post se destina a avaliar pontos que podem ajudar a construir seu feliz ano novo corporativo.

Primeiro, que problemas são estes? Desmotivação, na maior parte do tempo. Embora o período de festas do ano novo e a renovação de esperanças trazida a cada janeiro costume motivar as pessoas a planejarem novas metas, isso geralmente costuma ocorrer em uma esfera mais pessoal do que corporativa: mesmo que o plano seja “em 2015 vou dar prioridade à carreira para crescer”, a pessoa pode sentir-se imbuída deste desejo internamente, mas não aplica-lo ao dia-a-dia atual.

É o “querer” inflando os sonhos com alguma distância do “fazer”. E isso é resultado, muitas vezes, do desgaste causado pelo próprio fim de ano.

Afinal, já se trabalhou um ano inteiro, iniciou-se o trabalho de outro e ainda vive-se uma época de organização, gerenciamento da agenda familiar, regularização das finanças, e então um pequeno recesso para voltar com tudo à programação do IR, IPVA, IPTU… É muita coisa.

Como lidar com tudo isso sem acarretar perda de produtividade? Em primeiro lugar, é útil reconhecer o papel do gestor.

Gestores poderão trabalhar ações dedicadas ao período de ano novo com foco na motivação. Pequenos mimos que podem ir de mensagens motivacionais sinceras e bem trabalhadas dentro da empresa até um happy hour de “bom retorno” à equipe toda poderão dar muito resultado em sentimento de valorização e integração. Não é necessário um presente ostensivo ou um megaevento, basta algo que consiga transmitir a ideia de “nós pensamos em você, agradecemos pelo seu esforço e o queremos conosco”.

Sabemos que este período sucede o momento de cobranças do fim de ano e inicia um novo planejamento. É hora de verificar as metas batidas, não batidas e os planos a conquistar em 2015. Em meio a tudo isso, o cansaço pode chegar e trazer consigo ausências de trabalho por causas diversas – de doenças e mal estares causados pela fadiga, já que o ritmo de alguns pode ser mais lento ao retornar de férias, até mesmo males causados pelo stress corporativo e doméstico, resultado da época conturbada.

Ainda mais grave, o período estressante pode desencadear turnover. E ninguém quer trocar e treinar cargos e equipes numa hora atribulada dessas, não é?

Previna-se e contorne estes obstáculos começando pela boa comunicação. Converse com seu time. Entenda como está cada um, como está o todo, o que estão buscando entregar, se as metas são reais e qual a melhor forma de auxiliá-los no alcance delas.

Se alguém manifestar um problema pessoal, procure entender e verificar se é possível ajudar. Muitas vezes, um dia de folga cedido para alguém levar o filho ao médico ou ir à escola resolver papelada de matrícula pode economizar muitos dias de ausência ou uma demissão.

Claro que isso são ações pontuais. Funcionam, mas será muito melhor se a empresa se programar e tomar atitudes que melhorem o quadro no ano todo.

Realizar uma pesquisa de clima organizacional bem estruturada é uma ótima pedida. Ela mostrará como está a visão dos funcionários em relação à empresa e a suas rotinas, qual o sentimento das equipes e como percebem necessidades de melhoria. Apenas lembre-se de investir em um levantamento bem feito – se preciso, contrate uma consultoria externa para aplicar uma metodologia reconhecida e promover uma boa análise dos dados resultantes.

Trabalhe também em um plano de carreira e em um plano de cargos e salários. Eles são fundamentais para que seus colaboradores saibam como proceder, quais as regras e competências exigidas para galgar as posições e ganhos que almejam dentro da companhia.

No plano de carreira, saliente o recrutamento interno. Muitos dos seus talentos podem e devem ser mantidos e potencializados. Valorizá-los trará ganhos não apenas para eles, mas, especialmente, para o negócio, que contará com engajamento, entrega e produtividade.

Acredite, estamos falando de algo realmente impactante para o negócio. Na TIC, especificamente, um setor em que muitas tarefas e demandas estressantes compõem o dia-a-dia, ter em conta estes cuidados pode fazer toda a diferença.

Até mesmo a conceituada Universidade de Harvard estuda esta realidade e avalia que um profissional motivado pode render 80% de sua total capacidade de trabalho, enquanto um não motivado pode baixar este índice para 25%.

Aproveite o início de ano, momento em que todos estão avaliando o presente e planejando o futuro para mostrar-se capaz de melhorar.

Demonstre comprometimento com suas equipes e veja o engajamento delas retribuir. Se ter uma empresa mais produtiva e motivada é seu plano para 2015, plante estas ideias e as colha como realidade.

Fontes:
http://goo.gl/wcVb0d
http://goo.gl/ISZUyn
http://goo.gl/Sr4Z6t

 

A TIC e suas diferenças de gênero… Um papo que ainda vai render

Martha Leite é gerente de negócios do Grupo Binário.

Martha Leite é gerente de negócios do Grupo Binário.

Para 2015, já há estudos prevendo uma crise de mão-de-obra no Brasil. Nada de novidade, já que 2014 começou (lembra?) com previsões da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) sobre um déficit de 45 mil profissionais de TI em 2014.

Mas… Onde estão os profissionais? Talvez a resposta fique mais fácil se ampliarmos o escopo para buscar AS profissionais. Calma lá, antes que soe como se eu estivesse aqui levantando qualquer bandeira, vamos aos números, que não mentem: estudo da CompTIA mostra que as mulheres ocupam 24% dos cargos de TI nos Estados Unidos, Canadá, África do Sul e Reino Unido, enquanto a Associação de Mulheres Empreendedoras (AME) indica que no Brasil este índice fica em 20%.

Já a consultoria Ernst & Young destaca que elas têm somente 4% das posições de chefia de TI no mundo todo.

O porquê disso não é totalmente claro, mas alguns dados podem indicar razões. Por exemplo, uma pesquisa do Glassdoor, um dos maiores sites de empregos dos Estados Unidos, mostra que em cargos altos da TIC os homens chegam ganhar em média US$ 6 mil a mais do que as mulheres.

Isto comparando profissionais com a mesma experiência. Convenhamos, não é muito atrativo, é?
Aqui pelo Brasil, o jornal Valor Econômico publicou um ranking mostrando que o Brasil caiu nove posições no Índice Global de Desigualdades de Gênero de 2014, indo do 62º lugar para o 71º, com disparidade salarial como um dos principais quesitos avaliados.

Nem por isso, elas desanimam. Ao contrário, como evidenciado no estudo da CompTIA, que analisou uma amostra de 2.107 profissionais em abril deste ano, as mulheres de TIC demonstraram estar mais satisfeitas com seu trabalho, com 41% dos votos nestes quesito, contra 30% dos homens.

Além disso, 79% delas se sente realizada com seu trabalho, contra 70% deles. Questionadas sobre se o empregador apoia adequadamente seus esforços, elas tiveram 73% das respostas afirmativas, versus 64% deles.

Olhando novamente para as pesquisas salariais de gênero, um dado que se mostra curioso: 71% das mulheres se dizem satisfeitas com sua remuneração e benefícios, ao passo que só 60% dos homens pensa assim.

Já 73% das mulheres julgam que o cargo que ocupam utiliza bem suas habilidades, versus 65% dos homens. Habilidades que, segundo a pesquisa da AME, se sobressaem em flexibilidade, capacidade de diálogo, cumprimento de processos, sensibilidade e liderança de equipes.

Dados para refletir. E aqui, mais alguns para avaliar e por em prática – mulheres, se quisermos galgar ainda mais espaço no mercado de TIC, o mesmo site Glassdoor traz a lista dos postos que serão mais demandados em 2015, com profissionais especializados em privacidade digital e aplicações móveis no topo.

Já se você está planejando uma carreira em TIC, aqui vai a lista dos cargos de áreas que estarão mais aquecidas do que nunca: ciência de dados, desenvolvimento JAVA, PHP, Android e Front-End, User Experiance Design, Scrum Master, engenharia de qualidade.

Importante saber que a ascensão das mulheres na TIC também tem passado pela especialização delas, em índices cada vez maiores nas classes A, B e C. É um mercado aberto e nós estamos aqui para galgá-lo. Possivelmente, em poucos anos todos estes estudos mostrarão dados bem diferentes.

Fontes:
http://goo.gl/opxAKB

http://goo.gl/PAXBJr

http://goo.gl/Z0TzHR

CIO, você precisa mudar

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão - Data Center

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão – Data Center

A oferta cada vez maior de recursos tecnológicos para melhorar processos corporativos traz muitos benefícios, mas também desafios. Um deles é o redesenho do papel da própria TIC, que precisa se reposicionar como uma área estratégica, diretamente engajada aos negócios, e, por conseguinte, do CIO.

Pois é exatamente desta peça fundamental que quero tratar neste post: o CIO. Na era da empresa digital, este profissional vive um momento de readequação de perfil.

Não sou eu que estou dizendo: o Gartner, por exemplo, pesquisou mais de 2,8 mil CIOs de companhias globais e ouviu que 75% deles estão conscientes da necessidade de mudar seus estilos de liderança em prol do sucesso coletivo – tanto seu, quanto das empresas.

Esta mudança, ainda segundo a consultoria, deverá ocorrer nos próximos três anos. E o que incluirá? Em primeiro lugar, adotar um pensamento voltado aos modelos de negócios, pensando produtos a partir disso, ao invés da visão diretamente focada na eficiência operacional. Dar agilidade a processos internos é importante, mas para garantir o sucesso da empresa digital será melhor pensar o todo em detrimento do pontual, ou seja: o objetivo real do negócio determinará cada ferramenta a ser criada ou adquirida.

Auxiliar na competitividade das empresas é outro desafio cada vez maior para o CIO. Para isso, uma boa dica é saber transformar desvantagens em vantagens, enxergando em problemas e gargalos oportunidades de mostrar soluções.

Comunicação. Este velho dilema das equipes de TI torna-se ainda mais sério, pois o dogma das novas tecnologias é a informação. Dados por todos lados, vindo de todas as plataformas para análise em todas as ferramentas e uso nas mais diversas funções. E logo aí, na TIC, vocês não vão conversar? Abra o olho, CIO. Um time que se comunica bem troca ideias, experiências e soluções que elevam a qualidade do trabalho entregue.

A inovação também desafia, pois os profissionais de TIC estão acostumados a pensa-la sobre a própria tecnologia. Mas não é bem por aí, em tempos de TI Bimodal, o importante é conciliar grandes e demorados projetos, em geral voltados a soluções de base, com a criação ou adoção de recursos para atendimento de demandas pontuais, com muita agilidade e senso oportunista, tudo isso sem perder o legado.

Ah, o legado. Como preservar os investimentos já feitos sem relegar a empresa à obsolescência? Tem jeito, sim. E o melhor caminho é “pensar digital”, projetando meios de agregara ao legado já tão bem construído tecnologias de mobilidade, Big Data, cloud computing e outras tantas que surgem quase que diariamente.

Em meio a isso tudo, é claro, surge imponente um outro grande desafio, que é a segurança. Com tanta informação circulando, novas tecnologias, usuários com mais recursos à disposição do que nunca, fica difícil manter intacta a velha política de segurança. É hora de dar à gestão de riscos uma abordagem de contínua revisão, garantindo às políticas de acesso e segurança renovações sempre que necessário.

Para finalizar, é bom saber que quanto antes você se adaptar ao novo perfil de CIO esperado, melhor, pois o funil tem ficado cada vez mais estreito para líderes de TI. Estudo da consultoria de headhunting Asap Recruiters mostra que só no começo deste ano a dança de cadeiras entre os chefes de TIC com salário entre R$ 20 mil e R$ 40 mil foi 30% maior do que a média dos anos anteriores.

Em muito, isso foi motivado pela baixa entrega de projetos considerados exitosos pelas empresas.

É, não está fácil agradar. Mas uma revisão de ações, trazendo o foco para o novo e acompanhando as tendências que não param de pipocar mercado afora, parece ser um bom começo para garantir o sucesso do cargo e da companhia.

Fontes:
http://goo.gl/HH5xFt
http://goo.gl/8x5THU

Aprender, aprender e aprender!

Luciana Brandão é Coordenadora de RH do Grupo Binário.

Luciana Brandão é Coordenadora de RH do Grupo Binário.

O mercado de trabalho para os profissionais de TI vai bem, novas tecnologias surgem a cada dia e a busca por colaboradores qualificados é constante. Segundo a consultoria IDC, em 2013, o setor contratou 159 mil pessoas em todo o Brasil, sendo quase metade das vagas no estado de São Paulo, seguida por Rio de Janeiro e Minas Gerais. A região Sul do país também está em destaque no segmento e é considerada um polo em desenvolvimento, os três estados empregaram no último ano 34 mil pessoas.

Ouvimos incansavelmente de nossos pais, avós e amigos que se conselho fosse bom não se dava, vendia, mas no mercado de TIC é um pouco diferente!

Para os jovens que estão iniciando a carreira nesta área, os veteranos dão um conselho: não pare de aprender.

Este conselho foi revelado em um pesquisa realizada pela Robert Half Technology, com dois mil CIOs americanos. No estudo, metade dos entrevistados disseram que o melhor conselho que podem dar para os novos formandos da área de tecnologia é continuar com a aprendizagem, buscar cursos de capacitações mais específicas, e claro, se manter atualizado na sua especificidade.

Alguns cursos gratuitos são oferecidos pela internet, e, acredite, se você se empenhar nessa busca vai encontrar treinamentos bons com direito a certificado. Outros conselhos considerados importantes pelos os CIOs incluem: estar pronto e disposto a trabalhar muitas horas, participar de grupos sociais sobre a indústria e encontrar um mentor.

Estudo e aprimoramento contínuos são fundamentais, porém, é importante se organizar, fazer um planejamento do que você quer e como alcançar seu objetivo por meio de melhorias na sua formação. Portanto, não se esqueça de alguns princípios básicos: saiba definir suas prioridades e tenha foco na aplicação dos conhecimentos.

Fontes:

http://glo.bo/MFqIeM
http://bit.ly/1ueQB5v