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O consumidor mudou, a TIC ajudou, e você, já se adaptou?

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão - Data Center

Ailton Oliveira Neves é gerente Divisão – Data Center

Três tendências tecnológicas moldaram um novo modelo de consumo, ditado não apenas por quem compra, mas também e principalmente pelas interações realizadas por este consumidor. São elas: mobilidade, cloud computing e social media.

Como? Assim: estas três áreas possuem um ponto convergente, que é a colaboração entre os usuários. Não basta mais o consumidor pesquisar itens de seu interesse e comparar preços pela Internet, ele agora o faz pelo navegador do smartphone e dali mesmo já compartilha sua experiência nas redes sociais, colhendo informações sobre o produto ou serviço em questão, sobre o fabricante, o vendedor, a empresa de entregas e toda a cadeia que trará a mercadoria até ele.

É um mundo novo e para se manterem competitivas as empresas de TIC terão de entende-lo e se adaptar na velocidade da mais recente moda do Facebook – qual é ela mesmo? Ah, já passou.

Vamos começar pelo básico: o público não está mais só lá no lado dele, ele está aqui dentro da sua empresa, basta que ele acesse seu site ou visite sua página em alguma das redes. Sendo assim, o que ele vai encontrar? É importantíssimo cuidar da sua presença virtual, atentando para que o conteúdo de seu website seja claro e informativo, e o de suas redes sociais, contributivo e útil para o seu consumidor.

Colaborar com a boa informação do cliente tornou-se um atrativo. Fornecer dados e análises que o auxiliem não só em suas decisões de compra, mas em suas atividades profissionais e pessoais, é um novo apelo de venda e uma poderosa ferramenta para tornar seu negócio um referencial de mercado. E ser simpático também: tenha postagens convidativas, que atraiam seu público pelo visual, conteúdo e criatividade. Em rede social, chamar interação é melhor do que chamar atenção. #ficadica

Seu público alvo é comprador de TIC corporativa e não curte nem compartilha a ideia de navegar nas mídias sociais? Fale-me mais sobre as campanhas massivas feitas nestes meios por gigantes como Apple, Dell, IBM e SAS, sobre o fato de que dentre as empresas que usam rede social no Brasil, 63% são da área de informação ou comunicação (segundo estudo do CGI.br) e de que para 79% dos usuários de redes sociais da América Latina, posts de marcas ou de conhecidos sobre marcas e produtos são fator decisor de compra (dados da Oh! Panel).

Retomando a convergência das três forças do novo consumo, vamos envolver a cloud computing e outra tendência trend topic do momento, o Big Data, nas mídias sociais.

O Brasil é líder disparado no uso de redes sociais, com 84% de participação, e isso gera dados – muitos, muitos dados. Você pode monitorar estes canais para identificar preferências, comportamentos, incidentes, contatos, grupos de interesses, uma infinidade de coisas que, armazenadas e analisadas, serão úteis para planejar soluções e ofertas.

Armazenar, porém, é custoso, e para transformar este limão em uma lucrativa limonada a quantidade de empresas que migrarão suas infraestruturas de TI para a nuvem nos próximos três anos vai nada menos do que dobrar, como constata pesquisa da IBM com o instituto Economist Intelligence Unit.

Toquezinho em 140 caracteres: os mais rápidos na adoção da cloud computing terão vantagem na criação de produtos, de serviços e na captura de novos mercados, diz o estudo.

Muita gente já se deu conta disso, basta ver que dos 500 empresários ouvidos para o levantamento, 16% afirmam já investir em nuvem para inovar os negócios, ampliar a atuação para novos nichos de negócio ou se reinventar nos mercados em que já atuam. Outros 35% garantem que o farão até 2015.

A mobilidade, terceiro ingrediente da composição do novo consumidor, vem como a cobertura desse bolo todo. E como toda boa cobertura, é abundante: no Brasil, foram 272,72 milhões de acessos móveis no primeiro bimestre de 2014 (Anatel), dos consumidores entre 25 e 34 anos, 45% usam smartphones e, destes, 32% acessam a Internet mais no telefone do que no computador e 21% só acessam pelo celular (Google).

É mole? Seu produto, seu serviço, sua empresa, seu nome, sua marca estão o tempo todo sendo vistos, comparados e, se você fizer direitinho seu papel do lado do fornecedor para um novo modelo de consumo, comprados.

Aquela máxima do “foco no cliente” pode ser tradicional, mas não fica velha jamais. É ela que está na mesa novamente, determinando sua vantagem ou desvantagem competitiva. Seu cliente agora é um ser cheio de olhos, ouvidos e bocas, pois o que ele vê e ouve chega por muitas fontes e o que ele fala repercute em todas elas, mais os contatos de cada uma. É uma rede extensa demais para sua empresa ficar de fora, não é não?

Fontes:
http://goo.gl/LvSnu9
http://goo.gl/IVL9F8
http://goo.gl/9LxOOK

Big Data entra em campo na Copa e sua empresa está escalada para se beneficiar disso

Martha Leite é gerente de negócios do Grupo Binário.

Martha Leite é gerente de negócios do Grupo Binário.

Já tratamos, aqui no blog, de como a adoção de uma boa estratégia de uso de Big Data pode potencializar e melhorar as tomadas de decisão em uma empresa. Retomo o tema em função do momento de Copa do Mundo. Por quê? Deixe um estudo realizado no Brasil pouco antes do início do mundial responder à pergunta: até o fim do torneio, a estimativa de tráfego IP é de 4,3 exabytes no país– nada menos do que o triplo da taxa mensal registrada habitualmente.

Muito dado, não é mesmo? E para quem sabe usar tudo isso a seu favor, é um verdadeiro pote de ouro. Veja um exemplo literal do Big Data entrando em campo: a Federação Alemã de Futebol (DFB) adotou um aplicativo que roda em nuvem e permite a busca e análise de dados sobre o desempenho dos jogadores de sua seleção e demais times participantes do mundial. Com isso, a comissão técnica melhora suas decisões sobre treinamentos, preparação das táticas de jogo, situações de campo, entre muitas outras.

Do mundo do futebol para a realidade das empresas, o cenário não se altera, apenas se adequa. A Copa do Mundo foi oportunidade para companhias de outros setores, como, por exemplo, as aéreas. No Brasil, diversas delas usaram um software de análise para cruzar dados de redes sociais, buscas na web e pesquisas feitas em agências de viagens para identificar picos de demanda, destinos favoritos, procedência de passageiros e a partir disso gerenciar as melhores ofertas para o período.

É a TI auxiliando diretamente nas vendas dos mais diversos segmentos. Prova disso são estes exemplos a seguir, longe do mundo da bola, mas na linha do gol do Big Data.

A UPS, companhia norte-americana de transportes e logística instalou sensores telemáticos em mais de 46 mil veículos para captar dados como velocidade, direção e localização. Com esta base, um software chegou a algoritmos de distribuição para melhorar os trajetos dos caminhões. Resultado: reduziram acidentes e passaram a economizar 4,8 milhões de litros de gasolina por ano.

Já a fabricante de alimentos Danone apostou na TI para melhorar a produção e distribuição de seus iogurtes. A companhia adotou um software que coleta dados de predição de demanda e os integra a históricos regionais e de mercado, agregando informações sobre consumidores e preços. A partir disso, a empresa passou a projetar vendas e promoções, melhorou a previsão de demanda de 70% para 98% e triplicou a cota de mercado do iogurte Grego, uma das estrelas de seu portfólio.

Há muitos outros exemplos, mas estes já são suficientes para mostrar o poder do Big Data aliado ao seu negócio. Aproveite os dados que estão aí parados em seus cadastros, sistemas de pedidos e entregas, SAC e ouvidoria, na sempre presente Internet e em muitas outras fontes, adote tecnologias para captá-los e cruzá-los de acordo com as informações que deseja obter e assista de camarote à melhoria em seus resultados.

Não sou eu que estou dizendo: um levantamento da consultoria global Bain & Company com 409 grandes corporações de diversas regiões e setores concluiu que quem aderiu ao Big Data prematuramente ganhou vantagem competitiva sobre os demais, que companhias usuárias de soluções analíticas avançadas superaram a concorrência com grandes margens e que estas mesmas organizações têm duas vezes mais chances de estar no primeiro quartil de desempenho financeiro dentro de suas indústrias (ou seja, os primeiros 25% de empresas com melhores resultados).

O sócio da Bain e Company, Jean-Claude Ramirez, vai ainda mais longe: “os resultados só são eficientes para aqueles que incorporam o Big Data à organização”, afirma no estudo.

Ao que parece, a tática do jogo está definida. Resta agora você, gestor, escalar sua seleção de soluções, definir o esquema de dados a serem garimpados e cruzados, colocar este time no campo do seu negócio e se posicionar para esperar os resultados. Não tenha dúvida: certamente, será gol.

Fontes: http://goo.gl/E8IuEN
http://goo.gl/vLJf82
http://goo.gl/AbnD7r

No corporativo, no público: sucesso se escreve com alinhamento da TIC à estratégia

globo51.jpgA Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) não é um recurso restrito a si próprio – tecnologia para o departamento de TI -, mas um ferramental de negócio. Esta é uma máxima que vem sendo trabalhada há alguns anos, e que, para a alegria de CIOs e ganhos de CEOs do mundo todo, ganha cada vez mais força e aceitação.

Não apenas na esfera privada: na definição da Estratégia Geral de Tecnologia da Informação (EGTI) do Governo Federal, na primeira semana de abril, a importância do investimento e uso convergente da TIC no alinhamento entre ferramentas e alcance de objetivos despontou como prioridade.

Na construção da EGTI, as metas propostas englobam dirigentes de TI de órgãos federais, correlatos e seccionais, e preveem a elaboração participativa de planos entre todas as áreas ao longo de 2014 e 2015. Para quê? Para alcançar a sinergia entre TIC, projetos e ações que permitam atender às demandas das mais variadas estratégias do governo.

Trazendo esta mesma moldura para a cena privada, o quadro cabe perfeitamente: um estudo da McKinsey divulgado há poucas semanas, por exemplo, mostra que cada vez mais as empresas abandonam o discurso de TI como ferramenta de redução de custo e passam a vê-la como oportunidade de efetivar negócios.

O cenário foi desenhado com base na coleta de respostas junto a 807 executivos, dos quais mais da metade são de áreas usuárias, e mostrou que a prioridade das companhias quanto à adoção de TI é prover eficiência aos processos, controlar custos e assegurar a apuração e entrega de informações gerenciais.

Resumindo, convergência. Na EGTI do Governo Federal, o mesmo pode ser visto: outra meta definida na nova estratégia é o compartilhamento de informações e recursos, seja de softwares e soluções eletrônicas desenvolvidas pelos órgãos do governo, seja de terceiros, para otimização do trabalho.

Voltando ao estudo da McKynsei, para suportar as prioridades definidas, 64% dos entrevistados destacam aumento nos investimentos em TIC este ano.

Projeção já feita também pelo governo brasileiro: ainda em 2012, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação havia anunciado meta de ampliar o investimento do país no setor para 1,8% do PIB até 2015. E quando se sabe que o Brasil é um dos quatros maiores mercados do mundo em termos de gastos com TIC, representando mais do que duas vezes a Rússia e a Índia e investindo mais da metade do percentual de toda a América Latina no setor, em vias de atingir a terceira posição na TIC global até 2022, a projeção torna-se ainda mais razoável.

Para chegar a tudo isso, não é novidade que os investimentos focarão não apenas as soluções de tecnologia, mas também a mão de obra.

No setor privado, a altíssima demanda por profissionais especializados em TIC não é novidade – dado da IDC mostra que até 2015 haverá uma lacuna de 117.200 profissionais especializados apenas nas áreas de redes e conectividade no Brasil.

Cenário que não muda muito ao olhar para a esfera pública: para alinhar a tecnologia às estratégias do governo federal, a EGTI também prevê uma agenda de investimentos em capacitação de pessoal ao longo de 2014 e 2015. Para tanto, oficinas e discussões com os órgãos integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp), programas de qualificação e novos concursos públicos estão nos planos.

No governo, nas empresas, TIC é recurso fundamental para o bom andamento e o alcance de objetivos de negócio. Disso, já sabemos. E promover este alinhamento: sabemos também? Vale a reflexão!

Grupo Binário

 

2014: um ano sem limites para os serviços de TIC

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Thales Cyrino é Diretor de Serviços da QoS

Em 2014, a previsão do IDC é que as empresas brasileiras ampliem seus gastos com TIC em 9,2% sobre 2013, o que irá somar US$ 175 bilhões. Nesta expansão, que posicionará o Brasil como quarto maior mercado mundial do setor, o segmento de serviços será um dos maiores impulsionadores, com fatia de 10% dos orçamentos e atrás apenas de software, que ficará com 11%.

Esta participação dos serviços se explica muito pela tendência de integração que vem sendo percebida no mercado já há algum tempo, e que ganha contornos ainda mais nítidos este ano. O mesmo estudo do IDC aponta para uma “terceira plataforma” de investimentos em tecnologia, que compreende computação em nuvem, aplicativos e dispositivos móveis, big data e redes sociais.

A análise é compartilhada por diversas fontes de mercado, e muitas delas, como os participantes da plataforma Open Stack, indicam que o caminho certeiro do mercado atual é a dissolução dos limites entre IaaS, PaaS e SaaS, entrando em uma onda de integração extrema, permeada por serviços de TIC, que otimizará investimentos do setor corporativo e ampliará a produtividade dele e dos fornecedores de tecnologia.

Nesta integração, a inovação contínua dos aplicativos voltados a alavancar a flexibilidade e escalabilidade da plataforma de nuvem, eliminando as fronteiras entre IaaS, PaaS e SaaS, terá papel fundamental.

As tendências também apontam que a adoção da Infraestrutura como Serviço aumentará drasticamente não apenas entre as empresas, mas também órgãos do setor público, já que soluções de IaaS facilitarão a combinação de diferentes soluções de virtualização, garantindo interoperabilidade e segurança ao ambiente híbrido.

São destinos inevitáveis para os caminhos que levaram à “nuvem orientada a negócios”, que nada mais é do que uma composição convergente entre as empresas de serviços em nuvem, os clientes que demandam controle sobre suas estruturas, com produtividade e sem perder o foco no core business, e o crescente reconhecimento dos sistemas de gerenciamento de regras de negócio como ferramentas imprescindíveis na orientação das tomada de decisões corporativas.

As análises das consultorias e especialistas de mercado não deixam margem para dúvidas: os investimentos em TIC se concentram gradativamente mais na convergência e integração, e os serviços de infraestrutura, gestão e suporte estão na base disso, auxiliando na revisão das atuais operações de TI e no redesenho das mesmas para que assumam modelos mais escaláveis, rentáveis e seguros.

A tecnologia voltada ao provisionamento e à prestação/gestão de serviços ao usuário. É este o cenário de 2014, senhoras e senhores. Todos prontos para participar do show?

Referências: http://goo.gl/LFFeFr e http://goo.gl/WV8kqE

Desblablablando o Big Data

Martha Leite é gerente de negócios do Grupo Binário.

Martha Leite é gerente de negócios do Grupo Binário.

Lá vem mais um texto sobre Big Data! Se esta foi a sua primeira reação ao ver este texto, prepare-se para se surpreender. Pela proporção que alcançou no mundo da tecnologia e dos negócios, o termo acabou ganhando status de clichê, porém é nisso mesmo que mora seu apelo inegável: se é tão falado, tão famoso, deve ter motivos.

Vamos a eles. Recentemente, o especialista Bernard Marr foi um que se levantou em defesa do Big Data, contra os que, de tanto ouvir falar, duvidaram de sua real efetividade. Dentre os argumentos dele está o uso do Big Data como recurso estratégico de vendas, com uso analítico fundamental no mapeamento de consumidores, seus hábitos, demandas e preferências.

Mas não é só vender – o produto, o serviço, a ideia, o candidato etc -, o Big Data também pode e deve ser utilizado para organizar e alavancar todas as áreas do negócio. Melhorar estocagem e oferta em função de previsões, por exemplo. Projetar entregas em função de análise de condições de tráfego, comportamentos regionais e até mesmo da previsão do tempo.

São apenas alguns exemplos, mas já foram testados na prática por diversas empresas e, segundo o levantamento feito por Marr, mostram como o Big Data pode melhorar os resultados corporativos em até três vezes.

E se quiser sair do escritório, pode levar o Big Data com você para casa, onde ele poderá ajudar a calcular compras e processos, ou para a academia, usando seus recursos em programas analíticos que auxiliam na contagem das calorias e tipos/quantidades de atividades exatas para cada corpo.

Viu só? Não é só mais um termo da moda, é um universo de dados à disposição da sua produtividade profissional e pessoal. E, de quebra, da sua segurança: até 2016, 25% das empresas mundiais terão adotado Big Data para detectar pelo menos uma fraude ou ataque às suas redes e equipamentos.

Contratar também é mais fácil com ele, já que o Big Data auxilia empresas na busca por novos funcionários mapeando redes sociais, bancos de currículos e alimentando ferramentas analíticas que podem cruzar informações e perfilar indicados a vagas específicas.

Está cansado ou cabe ainda mais um uso estratégico destas duas palavras mágicas? Pois lá vai: melhorar a performance de dispositivos, torná-los mais autônomos, também é função delas, e se você quer um exemplo prático, olhe para o carro autodirigível do Google, que é operado por ferramentas de… Isso mesmo, Big Data.

Não é apenas mais um termo na sopa de letrinhas da TI, não é mesmo? Muito ao contrário: como afirma a vice-presidente e analista especial do Gartner, Avivah Litan, “o retorno sobre o investimento (ROI) em Big Data é simplesmente muito grande para ser ignorado”.

Sem dúvida, uma big verdade.

O pré-vendas na base do sucesso da negociação

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

Camila Inácio é Especialista Pré Vendas

A atuação de uma equipe de pré-vendas perspicaz, analítica e atenta é chave para o sucesso de uma negociação e, por consequência, de um projeto.

Por quê? Porque, para atender bem a um cliente é preciso, primeiro, entender bem o cliente, compreender sua demanda e como supri-la, despertando, assim, o interesse do comprador.

Vai dizer que você – infelizmente – nunca viu um projeto não ser fechado pela dificuldade de compreensão ou mesmo pela falta de levantamento das reais necessidades da empresa contratante? A boa notícia é que esta é uma realidade perfeitamente mutável, desde que se preste atenção a algumas informações importantes, que devem ser levantadas antes mesmo da primeira visita ao cliente.

Vamos a elas:

– Saber que tipos de produtos e/ou serviços da sua área de atuação aquele cliente costuma comprar, de quem e como o faz, normalmente;

– Para isso, buscar informações sobre as últimas compras realizadas;

– Imprescindível: buscar conhecimento sobre os motivos dos pedidos perdidos;

– Analisar o cenário em que o cliente está se projetando (entender se, por exemplo, é afetado por acontecimentos políticos correntes, época de chuva ou seca, eventos esportivos etc);

– Conhecer seus gostos pessoais (empatia é tudo!);

– E, é claro: conhecer os concorrentes do cliente (afinal, você é o fornecedor que poderá equipará-lo a concorrentes fortes ou dar a ele um diferencial sobre os mesmos).

Seguindo este roteiro básico, será mais fácil identificar a necessidade do cliente e ofertar a solução mais apropriada ao momento dele. Com isso, não apenas estará cumprida a principal tarefa do pré-vendas como também dado o primeiro passo para garantir o sucesso e eficácia de um projeto.

Lembre-se: enquanto consumidores, compramos benefícios, e não somente o produto em si. Certo? Logo, venda o benefício – afinal, se o cliente perceber o quanto tal produto ou serviço trará para seu negócio, irá deseja-lo e, a partir daí, a conclusão da venda será só uma questão de tempo. Bingo!

Todas as empresas possuem problemas, e isto, que para elas é uma dor de cabeça, para você, caro pré-vendas, é uma oportunidade e, para aproveitá-la, é preciso ter o discernimento para entender estes problemas e um discurso alinhado para oferecer seu produto/serviço como a solução para eles.

Em outras palavras, é sua missão, pré-vendas, fazer com que a sua oferta seja para o cliente um artigo de primeira necessidade. Vai encarar?

2014: tendências indicam feliz ano novo para TIC

Edson Cardoso é gerente de pré-vendas do Grupo Binário

Edson Cardoso é gerente de pré-vendas do Grupo Binário

Um próspero ano novo! O mais tradicional entre os votos de entrada de ano é a definição de 2014 para o setor de TIC, segundo projeções das grandes empresas de pesquisa e análise mercadológica.

De acordo com o Gartner, por exemplo, o ano vai bombar para os fornecedores, já que as empresas estarão dispostas a gastar em TIC 3,9% a mais do que em 2012, somando US$ 3,7 trilhões de investimentos. Isso levando-se em conta câmbio constante – se avaliado o ajuste cambial ano/ano, o aumento nos gastos direcionados ao segmento passa para 4,2%.

Só no Brasil, este aumento deverá ser da ordem de 3,6%, também segundo o Gartner, somando alcançando US$ 129,7 bilhões, e, deste total, a maior fatia deve ir para serviços de Telecom, que levarão algo em torno de US$ 78 milhões em 2014 (1,8% a mais do que no ano que acabou de encerrar).

As aplicações móveis ficarão com US$ 22,4 bilhões do budget de TIC das empresas brasileiras, uma alta de 1,7% sobre 2013.

Outras áreas que chamarão atenção serão os serviços de TI, com investimentos na casa dos US$ 21,2 bilhões (elevação de 11,2% ano sobre ano) e data center, com US$ 3,2 bilhões (aumento de 4,9 % na comparação anual).

Os investimentos em software chegarão a US$ 5 bilhões em 2014, 9,2% acima do que foi gasto neste segmento em 2013.

Muita gente comprando, muita gente fazendo, certo? E é com base nessa lógica que a demanda por profissionais de TI vai manter o patamar de alta este ano, de acordo com o Guia Salarial 2014 da empresa de recrutamento especializado Robert Half.

Conforme o levantamento, a valorização estratégica de profissionais de recursos humanos, setor jurídico e de tecnologia aumentou muito nas empresas de todos os portes, e, para estes últimos, os salários de cargos de direção deverão subir até 9% no ano que inicia.

Já para os gerentes de TI a previsão é de aumento salarial na faixa de 4,5%.

Ainda segundo a Robert Half, o ano também será muito próspero para profissionais de implementação de sistemas, negócios e infraestrutura, além de especialistas em ERP e analistas de infraestrutura.

Outra projeção, esta mesclando estudos das consultorias Michael Page, Hays, Randstad Technologies, Robert Half e CTPartner, mostra que as tendências deste ano, em termos de especialização/contratação, estarão nas áreas de cloud computing e virtualização, programação e desenvolvimento de aplicativos, armazenamento de dados, BI e Big Data, com destaque para especialistas em gestão e filtro de redes sociais.

Outra área que será altamente demandada, conforme as consultorias, é a de mobilidade. Para ter uma ideia da importância dada ao setor, de acordo com os estudos, os profissionais e empresas da área precisam pensar aplicações a partir de um cenário projetado sem computadores, composto apenas por dispositivos móveis.

O IPv6 também verá seu “boom” em 2014, especialmente devido ao conceito de “Internet das Coisas”, que tende a inflar a nuvem de aplicativos e urls gerados, requerendo estrutura e espaço para isso.

Segurança da informação também entra nas tendências de investimento e contratações do ano, conforme as consultorias.

Apontamentos promissores para reverter um ano que foi considerado quase em uníssono pelos gestores globais como “difícil”, muito em função das oscilações cambiais, revisão negativa de projeções de crescimento e estagnação macroeconômica geral que culminaram na contenção dos investimentos em TIC.

Ao que indicam as pesquisas e projeções iniciais, uma boa fatia disso está represada para 2014. Pois bem, janeiro está aqui e estão abertas as comportas. Se vamos surfar altas ondas ou enfrentar algumas tempestades, não há como saber, mas dicas não faltam para equipar o barco, preparar os navegadores, ajustar o leme e zarpar.

DDoS: cresce a ameaça às redes globais

brunoadorno

Bruno Adorno, Gerente de Negócios no Grupo Binário.

Esta semana o Brasil foi apontado pelo estudo “State of the Internet”, realizado pela Akamai, como um dos dez Top 10 na geração de ataques na Internet.

Destaque em um ranking sem nada a comemorar: conforme a pesquisa, que avaliou o tráfego de redes de 175 países ou regiões no segundo trimestre deste ano, tendo a Indonésia como líder, com 38% dos ataques, enquanto o Brasil vem em 8º, com 1,4%, mostra que a maior parte dos ataques informados por usuários foram DDoS (Distributed Denial of Service, na sigla em inglês, com 318 reportes.

O DDoS determina ataques distribuídos de negação de serviço, ampliando a abrangência do DoS (Denial of Service), em que o hacker tenta tornar os recursos de um sistema indisponíveis para seus utilizadores, tendo como alvos típicos servidores web.

No ataque distribuído, um computador é determinado “mestre” da ação, e pode ter sob seu comando até milhares de computadores, que se tornam seus “zumbis”, impedindo acesso massivo a páginas e serviços diversos, que ficam indisponíveis para os usuários.

No período analisado pela Akamai, pela primeira vez as portas mais vulneráveis a este tipo de ataque não foram 445 (Microsoft-DS), que ficaram em terceiro lugar, mas sim 443 (SSL HTTPS) e 80 (WWW HTTP) – esta última, a mais vulnerável do trimestre, com 24% dos ataques recebidos.

Dos ataques DDoS registrados na amostra analisada para o estudo, 134 foram apontados por grandes corporações, incluindo instituições financeiras, seguidos por 91 do segmento de comércio, 53 de mídia/entretenimento, 23 de TI e 17 do setor público.

Preocupante? Sim, e ainda mais: outro estudo, esse da Arbor Networks, indica uma evolução constante dos ataques deste tipo, com volume de 47 Tb/segundo monitorados em momentos de pico de tráfego IPv4 no terceiro trimestre de 2013, número 46% maior do que no mesmo período de 2012.

Ainda na comparação anual, em 2013 um ataque DDoS médio tem alcançado 2,64 Gb, crescimento de 78% sobre 2012.

Mais do que combater, a preocupação com este tipo de ameaça tem de estar na prevenção, por meio de monitoramento constante, já que não há invasão do sistema, mas sim invalidação por sobrecarga.

Olho vivo no sistema, que pode ser forçado por um DDoS a reiniciar ou consumir todos os seus recursos de memória ou processamento, e na mídia de comunicação entre os usuários e o sistema, que pode ser atacada para não permitir esta interface.

Tecnologias para o controle, não faltam. IPS/IDS, IPsec/SSL VPN, NAC, soluções de Behavior Analisys, DNS para gerenciamento IP (IPAM), entre outras, são uma sopa de letrinhas que pode alimentar a segurança de sua organização. Bom apetite, digo, bons – e seguros – negócios!

A BIG bola de cristal

Douglas Alvarez, diretor Comercial da Unidade de Negócios Enterprise do Grupo Binário.

Douglas Alvarez, Enterprise Sales Director do Grupo Binário.

Sua empresa tem bola de cristal?

Antes de achar que se trata de brincadeira, avalie: você usa CRM, ERP, Intranet, Internet, redes sociais, documentos administrativos, Excel?

Se a sua resposta foi “sim” para pelo menos alguns destes itens, então é “sim” também para a primeira pergunta. A explicação se concentra em duas curtas palavrinhas: Big Data.

O conceito, criado por especialistas e já disseminado no mercado para definir o fenômeno crescente do gerenciamento de enormes quantidades de dados provenientes de diversas fontes e emissários, como clientes, colaboradores, parceiros e prospects, é uma realidade cada vez mais “big”: análise da consultoria IDC, por exemplo, aponta que o mercado de análise de informações no Brasil deve gerar receita de US$ 285 milhões em 2013, movimentando mais do que o segmento de segurança digital, enquanto outra consultoria, o Gartner, mostra que 64% das empresas da América Latina planejam ou já investem em Big Data, das quais ao menos 8% já possuem estratégias na área, 19% têm planos e 18% buscam conhecimento no assunto.

E este conceito em amplo uso permite, sim, fazer previsões e projetar conjunturas e cenários futuros, por meio da detecção de tendências.

Aliás, muitas empresas têm lançado mão destas possibilidades com ótimos resultados. A norte-americana Avon, por exemplo, não estava vendendo sua linha Renew, composta por cosméticos contra os sinais da idade, como esperava no Brasil. Pois foi lá, pegou dados de seu atendimento 0800 e das redes sociais, analisou tudo, processou, e obteve as informações que precisava para entender que, por aqui, a fórmula e o marketing tinham de ser outros. Resultado: hoje, a série Renew é uma das campeãs de vendas da marca no país.

Outro case histórico é o de Barack Obama, que, depois de colher nas redes sociais muito dos resultados que o levaram à eleição para a presidência dos Estados Unidos em 2008, voltou à carga e usou a tecnologia de Big Data na conquista de votos para reeleição, montando um gigantesco banco de dados, com detalhes de cada eleitor e de como as pessoas reagiam a diferentes abordagens.

As informações orientaram voluntários, indicaram as melhores formas de arrecadar fundos e apontaram quem poderia ser convencido a apoiar sua reeleição – e o resultado é história.

E por falar em política, 2014 é ano de campanha, e este campo será um dos maiores mercados para Big Data, segundo Gartner, IDC e outros diversos institutos e consultorias de TIC.

Fora isso, outros tantos segmentos podem e devem utilizar esta tecnologia previsora para se projetar – dentre eles, o de operadoras de Telecom, com suas potentes bases de dados, os provedores de tecnologias de gerenciamento de dados e infraestrutura para rodá-las, é óbvio, e o seu.

É, o seu segmento mesmo. Olhe para a bola de cristal: você se vê perdendo oportunidades de negociar de forma mais certeira e rentável? Tenho uma BIG certeza de que não…