Mobile Fusion – A volta à sala de aula

Moacyr Queirolo é consultor da BinarioMobile

Depois de 10 anos da conclusão do meu curso, resolvi voltar à sala de aula neste ano e complementar meu MBA com mais 160 horas. Eu já imaginava que encontraria várias mudanças – e isso aconteceu de fato. Uma delas foi o conceito da busca por mercados onde a competição é irrelevante (que segue o bestseller de 2005 ‘Blue Ocean Strategy’). Outra importante evolução foi a decretação da morte do Plano de Negócios – como conhecemos hoje – e sua substituição pelo Business Model Generation (BMG) como nova ferramenta para identificar e planejar serviços e produtos para o mercado.

Para mim esta atualização tem sido uma experiência fantástica e gratificante, porém, o que mais me impressiona, é que tudo isso estava acontecendo a minha volta – e eu não fazia ideia que esses conceitos existiam até voltar à sala de aula. Isso, mesmo sendo um profissional bem informado e atuante no ecossistema da Tecnologia da Informação. Agora, com mais humildade, estou pronto para aceitar essas novas técnicas e modelos de sucesso do ambiente corporativo atual.

Em relação às novidades e novos conceitos, o anúncio de ontem da RIM (BlackBerry) me chamou bastante atenção. Isso porque a fabricante está lançando uma geração de soluções para o gerenciamento móvel, o Mobile Fusion – que embora não pareça – tem tudo a ver com a minha experiência comentada anteriormente.

Esta ferramenta proporciona uma extensão da capacidade do BES (BlackBerry Enterprise Server) para atender outras plataformas móveis além dos smartphones e tablets da própria BlackBerry. Sim, a RIM vai conseguir gerenciar smartphones iPhones e Androids.

Este anúncio é uma prova de que a RIM também voltou à sala de aula (ou nunca saiu dela) e percebeu que não poderia se manter na liderança sem usar as soluções concorrentes a seu favor. A empresa enxerga que embora estivesse entre 10 dos 10 aparelhos mais utilizados pelos altos executivos globais, o mundo vem mudando rápido.

Vejo este lançamento como uma ação estratégica inteligente já que o BES, que foi o primeiro MDM (Mobile Device Management), tem condições de englobar os smartphones  Android e iOS e manter o mesmo nível de excelência.

Pois, o Android e iOS tem invadido as empresas nos últimos três anos e tem deixado todo o pessoal de segurança de TI com os ‘cabelos em pé’ na busca por uma ferramenta de MDM que consiga trazer o mesmo nível de segurança do BES da RIM. Embora existam mais de 60 soluções de MDM no mercado, com essa iniciativa, a RIM voltou a ser um player muito forte neste universo.

Parabéns ao Mike Lazaridis, que, como todos sabem, deixou de concluir a faculdade no último ano da para fundar a RIM, em 1984. É bem provável que ele tenha tido a humildade de voltar à sala de aula a fim de ver o que acontecia a sua volta.

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